O que você está fazendo por sua carreira hoje?

O profissional que deseja se manter relevante no futuro precisa estar ciente de que está em uma missão de constante aperfeiçoamento

Pessoas bem-sucedidas sabem: para alcançar objetivos, não basta apenas sonhar e imaginar cenários futuros, é preciso agir. Afinal, são as ações que você toma agora que determinam seus resultados nos próximos anos. Por isso, trazemos a seguinte questão: o que você está fazendo por sua carreira hoje?

Com o mundo em constante mudança, mercados que se reinventam e profissões que desaparecem ou assumem novas formas, o profissional que deseja se manter relevante no futuro precisa estar ciente de que está em uma missão de constante aperfeiçoamento. Mas como se preparar para este cenário de transformações e fazer o melhor para sua carreira a partir de agora? Confira algumas dicas:

1. Esteja pronto para se adaptar

No atual mercado de trabalho, é preciso ser dinâmico. Durante sua carreira, você irá passar pelas mais diversas organizações, cada uma com sua própria cultura e formas de se relacionar com o público. E é bem provável que, a cada nova posição, você precise aprender novos ofícios e práticas – e sem deixar que essa transição atrapalhe o seu desempenho. Dessa forma, uma das melhores coisas que você pode fazer é aprender a se adaptar. Não fique preso a uma forma de agir, não se apegue a rotinas muito específicas, e, principalmente, não tenha medo de mudanças.

2. Aposte na leitura

“A leitura é para o intelecto o que o exercício é para o corpo”, afirmou o poeta inglês Joseph Addison. E se nosso corpo precisa de exercícios para ter um bom funcionamento, nossa mente precisa de leitura para se manter afiada e apta a encarar desafios e aprendizagens. Faça da leitura um hábito constante em sua rotina, e não se preocupe em se ocupar apenas com livros relacionados à sua área de atuação: as leituras mais divertidas ou relaxantes também trazem benefícios para a sua formação.

3. Invista em sua educação

Os tempos em que uma formação de ensino superior asseguravam uma vaga de trabalho ficaram para trás. Mais do que nunca, é preciso continuar estudando e se especializando em sua área de atuação, tanto para se manter atualizado como expandir seus conhecimentos. Nesse caso, investir em uma boa pós-graduação é uma ótima saída: ao aliar as melhores práticas do mercado às teorias, a pós é a ponte perfeita para os profissionais que se sentem estagnados em sua carreira e aqueles que estão em busca do crescimento constante.

Fonte: administradores.com.br

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O verdadeiro custo do burnout – e como evitá-lo

O estresse diário torna tudo mais difícil e ao final da semana você se sente… esgotado! Aposto que todos nós já tivemos essa sensação

São 4 da tarde: você está no trabalho, mas não importa o quanto você tente, sua mente não consegue se manter focada. E o pior: o prazo para entregar aquele projeto acaba no final do dia.

O estresse diário torna tudo mais difícil e ao final da semana você se sente… esgotado! Aposto que todos nós já tivemos essa sensação. No entanto, essa exaustão pode ser muito mais do que um simples cansaço.

E é daí que vem o termo Síndrome de Burnout (em tradução livre, burnout significa esgotamento). Como sabemos que estamos sofrendo dele? Que medidas tomar para recuar e não deixar que a ansiedade tome controle? É sobre isso que irei falar.

Curiosamente, pesquisadores ainda não concordaram com uma definição clínica de burnout, mas muitos a caracterizam com três tipos principais de sintomas:

  • Exaustão – sensação de cansaço, redução na concentração, e em especial, queda de memória;
  • Alienação – recusa de convites sociais, pessimismo e ceticismo;
  • Desempenho reduzido – perda de prazos, menos envolvimento com compromissos.

Todos já nos identificamos com algum dos sentimentos mencionados. Agora, imagine sentir-se dessa forma semana após semana, ou, dependendo da gravidade, por um período maior do que esse. Essa é a maneira como um indivíduo com burnout se sente: como se a lista de responsabilidades excedesse a capacidade de gerenciá-la.

Os custos reais do burnout

O peso da síndrome burnout é muito mais sério do que só “ter um dia ruim” ou “estar estressado”. A longo prazo, pode provocar efeitos sérios que vão, desde depressão, até a insônia ou problemas gastrointestinais.

Sem contar o impacto profundo que o burnout tem naqueles mais próximos: nossa família, amigos e colegas. Ao sofrer com burnout, o indivíduo gera também um estresse profundo nos relacionamentos interpessoais e no trabalho.

Outro ponto importante: muitos dos sintomas de burnout têm bastante semelhança com a depressão, no entanto, as esferas atingidas em cada uma das síndromes se diferenciam.

O burnout é especialmente relacionado às pressões da vida profissional, enquanto a depressão pode estar ligada às diversas áreas (relacionamentos românticos ou dinâmicas familiares e questões sócio-políticas).

Como saber então se estamos no caminho do burnout?

É claro que os sinais podem variar, mas em geral, os três sintomas que mencionei no início do artigo podem gerar algumas pistas:

  • Executar tarefas fora da ordem lógica, ter esquecimentos frequentes ou ficar preso em tarefas simples: a exaustão nos leva a “ficar sem combustível” logo no começo da semana, chegamos ao ponto de não conseguirmos nos concentrar, por maior que seja o nosso esforço.
  • Sair da cama e ir trabalhar se torna uma tarefa horrível, tornando-se gradativamente, uma situação estressante e carregada de ansiedade. Se estamos nos sentindo mais alienados que o normal, podemos nos tornar irritáveis, cínicos, ou frustrados com as pessoas. Podemos nos deparar cancelando compromissos simplesmente porque não temos energia e descontamos nossas emoções em outras pessoas.
  • Por fim, a falta de comprometimento com nosso trabalho, pode se traduzir em uma performance reduzida. Começamos a encarar nosso trabalho de maneira apática, perdemos prazos, podendo cair em um ciclo de culpa: em que ao não fazer nosso trabalho direito, danificamos nosso desempenho ainda mais.


Retomando o controle

Quando tomamos o controle de uma situação, estamos nos dando a oportunidade de recuar e (por que não?) rejuvenescer.

Sim, existem fatores que contribuem para a sensação de burnout e fogem do nosso controle. Mas existem estratégias que podemos aperfeiçoar para nos renovarmos:

1) Conte com ajuda de outras pessoas

Quando parece que a vida está indo rápido demais, pode ser fácil esquecer de pedir ajuda, feedback e apoio de amigos, familiares ou mentores confiáveis.

Mas, às vezes, simplesmente compartilhar como nos sentimos pode nos ajudar a lembrar que não estamos sozinhos. Quando estiver em dúvida, pedir ajuda a um terapeuta pode ajudar a processar estes sentimentos.

2) Priorize um sono de qualidade

Ter horas consistentes de sono, pode ajudar no aspecto exaustão do burnout.

Desenvolva um ritual de descanso, como diminuir as luzes, acender uma vela ou até escrever em um diário: estes simples passos podem ajudá-lo a relaxar e a dormir mais rápido.

3) Cuide do seu corpo

Assim como o sono, uma nutrição adequada e exercícios regulares podem ajudar a mitigar os sintomas da exaustão. Está cientificamente comprovado: ter uma dieta adequada influencia diretamente o humor e o foco. O exercício promove o fluxo sanguíneo e libera endorfina, nos ajudando a nos sentir melhor com nós mesmos.

4) Mantenha um diário de estresse

Tendo em vista que os sintomas de burnout geralmente são desafiadores de serem notados, pode ser útil avaliar seus sentimentos ao criar um diário de estresse, usando um caderno ou uma ferramenta digital como o Evernote.

Algumas vezes por semana, e sempre que você estiver estressado, experimente fazer um ranking de alguns sintomas de burnout em uma escala de 1 a 10 (1 = este sentimento nem está presente; 10 = este sentimento é terrível):

Estresse:
Sensação de esgotamento:
Menor concentração:
Esquecimento:
Vontade de evitar situações sociais:
Pessimismo:
Apatia:

5) Gerenciar o estresse no local de trabalho

Já que o burnout normalmente é associado ao nosso trabalho, esse é um lugar no qual definitivamente podemos criar um impacto. Não temos que aceitar a noção de que trabalhos são inerentemente estressantes e que não há nada que possamos fazer com relação a isso.

Encontre maneiras de estruturar o seu dia para incorporar pequenas pausas e maximizar seus momentos de energia total. Tente reduzir a sobrecarga de reuniões e foque suas horas de trabalho naquilo que importa.

No mundo “sempre ligado” de hoje, o estresse pode gerar certa culpa de não conseguirmos acompanhar tudo. Enquanto pode ser tentador camuflar essa sensação em nome da produtividade, o efeito é inverso: isso pode nos aproximar ainda mais do burnout.

Desenvolver a autoconsciência é essencial para reconhecermos o que precisa ser (re)ajustado. Usar o tempo para avaliar, relaxar e rejuvenescer pode nos deixar mais saudáveis, mais felizes, e sim, mais produtivos.

*Valerie Bisharat é especialista em conteúdo da Evernote

Fonte: administradores.com.br

Quer ser mais produtivo? Livre-se dos desperdiçadores de tempo

Quer ser mais produtivo? Livre-se dos desperdiçadores de tempo

Apesar de termos as mesmas 24 horas diárias, lidamos com esse tempo de forma diferente. Alguns acham que as horas passam muito rápido, e que é impossível dar conta de tantas funções em um único dia. Outros acreditam que podem assumir várias atividades neste período. No entanto, nenhum dos dois extremos é produtivo.

A vida moderna, repleta de estímulos e informações abundantes, nos coloca em uma situação de poluição mental e excesso de atividade que, em geral, compromete nossa rotina diária.

Alguns desperdiçadores de tempo podem contribuir para que tenhamos a sensação de que as horas voam. Saiba quais são (e se livre deles!):

Desorganização pessoal: ser desorganizado causa um impacto negativo para a sua imagem pessoal e profissional. Esquecer compromissos, chegar atrasado ou não cumprir com os prazos combinados fazem com que a relação das pessoas com você seja de desconfiança. Isso sem falar no tempo que você perde tentando se encontrar em meio à própria bagunça.

Mudanças sem necessidade: algumas rotinas nos ajudam a ganhar tempo para focar em projetos mais estratégicos. Se há tarefas no seu dia a dia que funcionam bem da forma como você sempre faz, e que não interferem no seu tempo, não mude nada.

Não saber dizer não: responder sim a tudo que lhe pedem significa acumular compromissos e tarefas que podem não ser suas prioridades. Além disso, as pessoas passam a abusar, pois sabem que você nunca nega nada.

Querer fazer tudo sozinho: saber delegar ou compartilhar funções é fundamental, pois nem sempre é possível realizar tudo sozinho. E ainda que você consiga, é bem provável que comprometa a qualidade das tarefas, além de te causar uma exaustão desnecessária.

Má utilização dos recursos tecnológicos: se você é daqueles que vive interrompendo o que está fazendo para entrar nas redes sociais, navegar na internet ou olhar as mensagens do Whatsapp, tenha certeza de que metade do seu dia foi desperdiçado. Deixe para fazer isso durante uma pausa do trabalho.

Reuniões: reuniões presenciais acabam alocando um tempo que poderia ser utilizado para algo mais produtivo. Se não tiver como evitar (certos assuntos requerem reunião presencial, pois o “olho no olho” é essencial em determinadas circunstâncias), seja objetivo, breve e prático. Hoje, muitas pessoas têm realizado reuniões por Skype, Whatsapp ou por meio de outras tecnologias que evitam deslocamentos e, consequentemente, perda de tempo. Se possível, dê preferência a estas práticas.

Imprevistos: eles são inevitáveis e acontecem quase todos os dias. No entanto, se houver planejamento diário, a chance de lidar com o imprevisível, sem atrapalhar sua rotina, se torna maior.

Falta de noção de prioridade: sem objetivos definidos e planejamento fica difícil saber quais são nossas prioridades, e isso pode fazer com que concentremos a ação nas tarefas menos importantes. Por isso a disciplina é fundamental. Pessoas disciplinadas sabem priorizar e dar foco ao que é mais importante naquele momento.

Socialização: ter relações sociais no trabalho é natural e até saudável. Mas cuidado para não se exceder no bate-papo durante o cafezinho e, pior, se envolver em fofocas. Além de perder seu tempo, você pode acabar se comprometendo sem a menor necessidade. Deixe as conversas para depois do expediente, seja num happy hour ou num encontro de final de semana.

Desenvolver ações para minimizar cada um dos desperdiçadores de tempo descritos acima é uma meta importante para ser mais produtivo e conseguir atingir seus objetivos pessoais e profissionais.

Yara Leal de Carvalho é Coach Executivo e Empresarial e Diretora da ABRACEM (Associação Brasileira de Coaching Executivo e Empresarial)

Fonte: administradores.com.br

Quer acabar com o problema de caixa de e-mails lotada?

Quantos e-mails você recebe que deveriam ir direto para a lixeira?

Hoje, a falta de tempo e a sobrecarga são queixas comuns para a maioria das pessoas. Então, como conseguir dar conta da caixa de e-mail sempre lotada? “Não existe como deixar de utilizar o e-mail, pois ele é uma das principais ferramentas do nosso dia a dia nas empresas. Entretanto, existe sim como melhorarmos essa situação”, ressalta a Master Coach da Effecta Coaching, Janaina Manfredini. Segundo a especialista, é possível acabar com esse problema. Para isso, é preciso avaliar algumas questões. “Gerir corretamente a caixa de e-mails é ganhar tempo, além de parar de desperdiçar tempo, o seu e o das outras pessoas”, destaca Janaina. Anote as dicas:

1. Quantos e-mails você recebe que deveriam ir direto para a lixeira?

Comece a bloquear endereços indesejados ou seu número de e-mails recebidos vai dobrar em pouco tempo.

2. Quantos e-mails são para você realmente e você precisa responder, dar um ok ou tomar uma ação?

Sempre tome alguma ação em referência a eles, nem que seja para dar um prazo para responder. Coloque a ação em sua lista de prioridades na ordem em que ela se torna prioridade.

3. Quantos são PSC, ou seja, apenas Para Seu Conhecimento? 

Esses e-mails viraram uma praga na vida dos executivos brasileiros. E é para eles que vamos olhar com muita atenção. Uma cultura de “me copia para eu ficar sabendo” que virou aqueles e-mails para compartilhar a responsabilidade. O pior é que ninguém mais toma conhecimento, pois são tantos os e-mails que ninguém mais consegue tomar conhecimento de tudo. Então o PSC virou PRI (Para Ser Ignorado). Se na sua organização existe o hábito de copiar um superior para pressionar quem é de dever tomar uma ação, isso é um sinal de imaturidade. Profissionais maduros não deveriam precisar desse artifício para fazer o que deve ser feito. Então, que tal combinar na sua empresa que um Líder só deve ser copiado em algum e-mail se ele, efetivamente, tiver a ação de cobrar do seu Liderado que faça uma tarefa? E só faça isso, caso o liderado não responda ou não cumpra no prazo combinado? Pense no custo de tantos profissionais lendo o mesmo e-mail para nada! Pense no tempo dos líderes que são copiados nos e-mails que deveriam ir somente para seus liderados, os responsáveis pela tarefa. É muito dinheiro colocado fora, e vida colocada fora. Pois o tempo desperdiçado com e-mails desnecessários pode ser usado para coisas muito mais importantes, como as tarefas que estão na sua lista de prioridades, ou cuidar de melhorar seus processos, ou acompanhar seus liderados. Ou, até mesmo, ficar com as suas famílias. Afinal, não são poucos os executivos que colocam seus e-mails “em dia” no fim de semana, durante o almoço de domingo ou naquele churrasco com familiares e/ou amigos.

4. Quantos e-mails você joga para os outros, inclusive no fim de semana, porque não teve tempo ou não soube como resolver durante a semana?

Para o seu bem, e para o bem da sua empresa, combine uma gestão de e-mails mais inteligente e eficiente. Ah, essa aqui vai para os caras que mandam e-mails nos dias de folga: seu time fica angustiado, ansioso, apreensivo! Então, tenha consciência daquilo que você quer tirar da sua frente. E não coloque na frente do seu time, pelo menos, não no fim de semana! Deixe seu time descansado. Com o merecido descanso, eles chegarão para a segunda-feira e para a semana com ainda mais gás. Até resolverão o que você precisa de forma mais eficiente.

Fonte: administradores.com.br

6 habilidades essenciais que as escolas não ensinam

Os moldes tradicionais de ensino não conseguem acompanhar as demandas do mercado de trabalho

O desenvolvimento tecnológico e os relacionamentos pessoais cada vez mais dinâmicos afetam diversas áreas da sociedade, mas caminham a passos lentos quando se trata das instituições de educação formal. Algumas habilidades essenciais, como liderança, oratória, inteligência emocional, produtividade e persuasão, não são ensinadas nas universidades, mas são essenciais para profissionais que querem se destacar na carreira ou no próprio negócio.

“É comum encontrar pessoas bem sucedidas no que se propuseram, que nunca frequentaram uma faculdade, mas possuem um algo a mais que as levou a outro patamar. Algumas habilidades vitais para conquistarmos o que desejamos, infelizmente, não são ensinadas nas escolas ou universidades” comenta Hendel Favarin, Cofundador da Escola Conquer, desenvolvida no Vale do Silício para acelerar o crescimento pessoal e profissional das pessoas.

1. Metas e produtividade

Tudo começa com o estabelecimento das metas. Elas são importantes para mostrar – e lembrar – uma direção. Precisam estar sempre alinhadas com o propósito e objetivos de longo prazo. Sem uma meta bem estabelecida, o profissional fica como um barco perdido no mar: está a deriva e não sabe para onde ir, é muito mais fácil traçar o caminho errado, e o pior: sem nem se dar conta disso. Metas claras mantém os profissionais em movimento e são uma ótima base no momento de tomar as melhores decisões.

2. Ter inteligência financeira

A inteligência financeira não está ligada a grande quantidade de dinheiro na conta bancária, mas sim em planejamento. Por ter uma maior estabilidade, o profissional que aplica inteligência financeira consegue fazer escolhas com maior autonomia, sem as amarras de boletos. “Conhecer suas finanças pessoais, ter um bom planejamento de curto, médio e longo prazo, além de saber como investir ou obter créditos de maneira inteligente deveriam ser habilidades ensinadas nas escolas, para todos, independente da profissão” declara o cofundador da Escola Conquer.

3. Erro e aprendizado

Uma ideia original tem a sua possibilidade de erro e consequentemente, os erros estão fortemente ligados ao aprendizado. Todas as pessoas de sucesso também falharam. Ainda assim, desde cedo as pessoas são programadas para achar que errar é ruim. Na escola aprende-se que só existe uma resposta certa para cada pergunta. Portanto, há a necessidade do fortalecimento de uma cultura que mostre o potencial construtivo do erro. O primeiro passo para a evolução de uma postura mais assertiva diante dos obstáculos é aceitá-lo.

4. Boas relações e capacidade de comunicação

A sociabilidade é uma característica inerente do ser humano e ter bons relacionamentos interpessoais só traz vantagens no mercado de trabalho. A importância da comunicação foi revelada por uma pesquisa do Project Management Institute Brasil (PMI). Os resultados mostraram que mais de 70% de 300 empresas culpam erros na comunicação como um dos principais motivos de fracasso de suas iniciativas. Por mais qualificado que seja, a falta de habilidades comunicativas pode ser uma desvantagem para o profissional. Se expressar de maneira coerente e clara é o primeiro passo para alavancar a carreira e ideias.

5. Marketing básico

O marketing é necessário em diversas profissões, principalmente para alcançar metas. “Uma ideia no trabalho, um aumento de salário, ou convencer seus amigos para um plano diferente no final de semana. Em todos estes exemplos, é possível encontrar vários momentos em que você precisará de fundamentos de marketing”, explica Favarin. Por mais que o profissional seja competente no que faz, se seu trabalho não for reconhecido ou visto, a consolidação de sua carreira pode ser mais devagar.

6. Autoconhecimento e inteligência emocional

“Em média, passamos por aproximadamente 13 problemas ao dia. Isso representa 13 situações nas quais somos desafiados, que não vão em linha com as nossas expectativas, e temos que enfrenta-las” argumenta Hendel Favarin. Segundo o cofundador, como os profissionais lidam com os problemas faz a diferença na vida pessoal e profissional. Não é recomendável procrastinar ou ignorar essas situações complicadas, esses problemas podem se transformar em circunstâncias desgastantes e complexas. Para lidar com esses momentos, é necessário que o profissional una autoconhecimento com inteligência emocional.

Fonte: administradores.com.br

Qualidade ao invés de quantidade: entenda porque empregadores preferem currículos direcionados

O que pode ajudá-lo a se destacar da multidão: aqui estão quatro passos para ajudá-lo a tornar seus currículos mais direcionados

Todos nós sabemos que procurar emprego pode ser frustrante e que enviar currículos é só o começo de um processo que inclui muita espera. E ainda assim, talvez você nunca receba uma resposta.

Neste cenário tão familiar, muitas pessoas podem perguntar o que aconteceu com o seu currículo. Um ser humano sequer o viu ou ele foi perdido em algum processo mecânico?

O curioso caso do robô que envia currículos

Recentemente, eu li um artigo interessante escrito pelo diretor de uma organização nacional sem fins lucrativos que estava buscando um novo desafio. Ele se candidatou a diversas vagas de trabalho em empresas de tecnologia bem conhecidas, mas em pouco tempo começou a suspeitar que robôs, também conhecidos como “sistemas de rastreamento de currículos”, estavam “lendo” a maioria dos seus currículos.

Ele ficou tão frustrado pelos longos períodos de silêncio e a falta de uma resposta humana que decidiu tomar uma atitude radical: projetar seu próprio robô.

O “engenhoso mecanismo de rastreamento, planilhas e scripts” incluiu informações de contato dos gerentes de contratação e, em seguida, enviou um e-mail personalizado com um currículo e uma carta de apresentação pessoal para os gerentes de contratação.

Ele também rastreou quantas vezes a sua carta de apresentação, currículo e perfil em rede social foram vistos, bem como as respostas dos empregadores. No total, o robô se candidatou a mais de 500 empregos em um período de três meses.

O que nos leva a uma grande pergunta: o incrível robô para se candidatar a emprego funcionou? A resposta, infelizmente, é não.

Resista ao impulso de bombardear os recrutadores com currículos

A verdade é que no nível executivo, as recomendações desempenham um grande papel na hora das contratações. Mas em qualquer nível, “pulverizar e rezar” provavelmente não funcionará.

É fácil compreender porque os candidatos pensam que devem se candidatar a tantos empregos para maximizar as suas chances de conseguir uma entrevista.

No entanto, se você analisar o lado do recrutador que está sobrecarregado com currículos para analisar diariamente, fica fácil entender porque isso não funciona.

De fato, os dados do Indeed demonstram que as pessoas com o maior número de currículos enviados são as menos propensas – 39% menos propensas – a receberem uma resposta positiva dos empregadores.

É muito mais eficiente escrever currículos direcionados e personalizados para as vagas de emprego nas quais você tem interesse. Uma vez que você tenha identificado o emprego desejado, o seu objetivo principal deve ser esclarecer para o empregador em potencial, porque você é a pessoa certa.

Quatro passos para ajudá-lo a conseguir o emprego

O que pode ajudá-lo a se destacar da multidão: aqui estão quatro passos para ajudá-lo a tornar seus currículos mais direcionados.

1. Seja honesto consigo mesmo – a coisa mais importante que você pode fazer para melhorar as suas chances é avaliar com cuidado cada emprego para o qual você está se candidatando a fim de assegurar que você esteja apto. Seja honesto consigo mesmo e pergunte: 1) Você é qualificado para o emprego? e 2) Você realmente deseja este emprego?

Aqui está o que um recrutador pensa quando ele ou ela recebe currículos para cada emprego na sua empresa: você nem sequer leu a descrição do emprego. Acredite em mim, não é uma boa impressão. Isto não significa que você não possa se candidatar a mais de um emprego de cada vez – apenas assegure que eles todos sejam empregos nos quais você tem interesse e seja qualificada para.

2. Analise e se candidate a cada emprego com cuidado – a qualidade é mais importante do que a quantidade, então se concentre em fazer algumas candidaturas de alta qualidade, lendo toda a descrição do trabalho, garantindo que você possa demonstrar as habilidades e qualificações necessárias, prestando muita atenção às instruções da vaga, lendo atentamente (e respondendo) todas as questões da vaga e, é claro, revisando a sua resposta antes de enviar o currículo.

3. Seja organizado – os candidatos a emprego que obtiveram sucesso, abordam a busca com disciplina. Da mesma forma que você estudaria para uma prova ou realizaria uma tarefa particularmente difícil no emprego, reserve tempo suficiente para realizar cada busca, um passo de cada vez. Organize a sua candidatura e acompanhe o status de cada vaga de emprego.

4. Mantenha um currículo limpo – tenha um currículo “limpo” à mão que você possa alterar para cada vaga de emprego. Por exemplo, adicionando detalhes relevantes ou enfatizando a experiência passada para se adequar a um emprego específico. Não comece com o último currículo que você criou para um emprego diferente – ter um currículo limpo tornará a candidatura a empregos mais conveniente, tornando assim o processo de se candidatar a um emprego mais tranquilo.

Esses passos podem não soar como alta tecnologia, como a criação de um robô para se candidatar a empregos, mas quanto mais direcionado e preciso você puder ser, melhor.

Paul Wolfe — VPS de Recursos Humanos da Indeed.

Fonte: administradores.com.br

Os mitos do trabalho remoto

Como qualquer outra iniciativa, o trabalho remoto depende altamente da implementação

O trabalho remoto tem se tornado parte da rotina de empresas todos os portes. Há inúmeros pontos levantados quando o assunto é abordado, desde benefícios como o funcionário ser mais produtivo, passar mais tempo com família e gerar um menor custo para a empresa, aos aspectos negativos, como não criar uma identidade da empresa, ser mais difícil se comunicar ou até mesmo ser mais difícil de criar um plano de carreira. Como qualquer outra iniciativa, o trabalho remoto depende altamente da implementação. Já vi casos onde os pontos positivos foram amplificados e os negativos não existiram, como já vi casos opostos onde o caos foi criado.

A cultura positiva depende dos líderes da empresa e no tempo que eles dedicam para criar o ambiente idealizado pessoalmente, por telefone ou por escrito. É importante que o presidente se mantenha atualizado, incentive os funcionários a se desenvolverem, e que esteja sempre acessível. O exemplo e o esforço que os líderes dedicam à empresa são muito mais importantes que sua presença física.

Se o funcionário está desmotivado e o líder da empresa não tenta estimulá-lo, ou se não há ferramentas de produtividade, certamente não trabalhar é uma probabilidade. Por outro lado, há diversas formas de não só mitigar esse risco, como até aumentar a produtividade. Alguns exemplos incluem feedback frequente, definição clara de atividades e entregáveis, ligações e até reuniões diárias onde o funcionário diz o que fez no dia anterior e o que irá fazer no próprio dia.

Já ouvi essa frase diversas vezes, porém por experiência própria, a comunicação é muito mais fácil. Num escritório físico, a pessoa pode estar em reunião, no café ou no almoço. Outra coisa típica de um escritório cheio é ser interrompido várias vezes por dia, muitas vezes por perguntas que poderiam ser respondidas com pesquisas no Google. Há ferramentas incríveis, como o Slack, onde cada funcionário participa dos canais de discussão de seu interesse e onde há também mensagens diretas. Se eu quero falar com uma pessoa, eu mando mensagem pela plataforma e, em geral, as respostas são imediatas.

Além da comunicação, o plano de carreira depende exclusivamente de responsabilidades e metas claras, rodadas de feedback, gerenciamento de expectativa e transparência. Se pessoa está performando bem e há oportunidades, a decisão de promoção e crescimento é ainda mais neutra, pois o cafezinho e a amizade pessoal terão pesos menores nas tomadas de decisão, fazendo com que a empresa seja ainda mais justa com seus funcionários.

O risco dos funcionários não se conhecerem pessoalmente existe e precisa ser reduzido por seus líderes. Iniciativas relativamente simples ajudam bastante nesse ponto, como todos obrigatoriamente terem uma foto nas ferramentas de comunicação, videoconferência mensal com todos da empresa e até mesmo viajar e encontrar pessoalmente algumas vezes por ano. Eu, particularmente, gosto bastante de levar todos os funcionários pelo menos uma vez a cada dois meses para algum lugar para discutir estratégias da empresa, reunir com clientes, e criar um sentimento de confiança e parceria entre os membros do time.

Gustavo Vaz é CEO da EmCasa, imobiliária digital

Fonte: administradores.com.br