Como treinar seu cérebro para funcionar melhor sob pressão?

Psicólogo conta três maneiras para lidar melhor com situações de estresse

Existem muitas situações cotidianas de alta pressão. Muitas acontecem no trabalho: reuniões importantes com clientes, prazos apertados e apresentações para chefes. Dominar o estresse é, portanto, uma habilidade profissional.

Art Markman, escritor e professor de psicologia da Universidade do Texas em Austin, explicou no site da Fast Company como preparar o cérebro para encarar situações de maior pressão.

“Existem duas grandes facetas da pressão, e eles resultam em consequências previsíveis,” afirma. “Pesquisas feitas em meu laboratório mostram que a pressão canaliza seu foco para todas as coisas que podem dar errado no mundo. Seus pensamentos saem de todas as coisas potencialmente boas e vão para os problemas.”

A pressão limita a quantidade de informações que você consegue segurar de uma só vez. O cérebro passa a se distrair com a atividade do corpo, como por exemplo, em tiques ou na respiração.

Como evitar a desconcentração? Markman tem três sugestões:

Controle suas recompensas

A pesquisa de Markman afirma que existe uma relação entre o estado emocional da pessoa com o ambiente em que ela está. Por exemplo, em um ambiente positivo, de baixa pressão, a criatividade aumenta quando a recompensa esperada é maior.

No entanto, em situações de alta pressão, negativas, a criatividade é maior quando se tem menos a perder.

Ele cita um teste que pode ser feito para medir recompensas: antes de começar uma tarefa, crie um “prêmio” para receber depois de terminar. Markman usa de exemplo uma pilha de notas de US$ 1. Cada vez que você fizer algo não relacionado à tarefa, tire uma nota do montante, diminuindo a “recompensa”.

A ideia é continuar focado na tarefa necessária. Em situações de pressão, a possibilidade da perda da recompensa vai deixar você mais focado e criativo.

Treine muito

A melhor maneira de se preparar para situações de muita pressão é criando “treinos”, de dificuldade gradativa, para se adequar a momentos desagradáveis. Markman diz que, afinal, estar sob pressão é desagradável e seu cérebro está naturalmente condicionado a evitar isso.

Como exemplo, ele sugere discursar em público. Comece treinando seu discurso em voz alta, sozinho. Depois, faça o discurso para um colega. Mais tarde, para um grupo de colegas. Aos poucos, o cérebro vai se acostumando com a ideia de discursar para um auditório cheio de estranhos.

Foque no necessário

Estar sob pressão faz o cérebro atentar para detalhes secundários. Por exemplo, o tom de voz ou aos gestos feitos durante a fala. Isso atrapalha, na hora de agir.

Enquanto treina para lidar com a pressão, Markman sugere anotar em um papel o que de fato é importante para sua tarefa. Assim, o cérebro aprende a manter o foco e se manter criativo.

Fonte: https://epocanegocios.globo.com/

Como se apaixonar de novo pelo seu trabalho?

Um trabalho é como qualquer outro relacionamento em sua vida. Você investe uma quantidade enorme de tempo e emoções, mesmo que você diga que o seu trabalho serve apenas para pagar as contas. Como todos os relacionamentos, você atravessa o ciclo de diversão e excitação e, em seguida, a fase de estagnação e tédio, quando todo o brilho parece simplesmente sumir.

O relatório da Gallup “State of Global Workplace” [em uma tradução livre, O Estado do Trabalho Global] divulgado em 2017 mostra que apenas 27,5% da força de trabalho brasileira é realmente engajada. Na América Latina, o país com o mais alto nível de engajamento é a Colômbia, com 36%.

Esses dados não são nem um pouco animadores, e mostram que muitas pessoas estão longe de serem apaixonadas pelo seu trabalho. Alguns podem preferir buscar novas oportunidades, enquanto outros entram em um ciclo vicioso de reclamações, cuja maior profecia autorrealizável é a melancolia com o trabalho.

Você se sente indiferente e desinteressado, após anos de relacionamento amoroso com seu trabalho ou organização. Então, como você traz de volta a empolgação do passado?

Aqui estão algumas dicas que podem ajudar:

Faça uma lista de agradecimentos

Faça uma lista de tudo o que você ainda ama no seu trabalho e na organização, como hoje e agora. Seja o mais exaustivo possível e coloque tudo no papel. Isso é obrigatório. Circule o “não pode faltar” e sublinhe o “bom se puder ter”. Agora, compare as duas listas e avalie a situação.

Para uma pessoa que tem um membro da família doente, a proximidade do local de trabalho pode ser mais importante do que uma promoção. Ou uma pessoa que tenha filhos, a necessidade de benefícios adicionais pode ser uma alta prioridade. Isso determinará se você está ou não realmente infeliz com o trabalho ou a organização, ou se as comparações com os “outros” afetaram você.

Faça uma lista de frustrações

Anote tudo o que faz você se sentir frustrado e insatisfeito com seu trabalho ou organização. Reconheça, o que realmente está perturbando você. Separe os que estão em seu controle e podem ser alterados daqueles que estão fora de seu controle e influência. Isso ajuda na clareza da questão real que está irritando você. Avalie a situação, pode não ser tão ruim assim.

Concentre-se em ‘por que’ você está aqui.

Com o tempo, como funcionário, você se torna complacente e comete o erro de ficar preso nas tarefas do dia a dia. Você esquece o que o leva a sair da cama todas as manhãs. Você esquece seu verdadeiro propósito. Seu tédio ou inquietação exige algo significativo, o que fez você escolher estar aqui. Pause. Reflita sobre o seu ‘porque’ e reconecte-se com o seu propósito. Veja se você pode combinar seu propósito com o seu trabalho e contribuir, para fazer uma diferença significativa.

Faça pequenas mudanças.

Todos gostam de ser desafiados – são as situações desafiadoras que nos levam ao crescimento. No entanto, todo trabalho vem com seu próprio grau de tarefas chatas e sem inspiração. Pergunte a si mesmo: o que você está fazendo para aprender coisas novas e enfrentar novos desafios?

Encontrar novas oportunidades exige esforços proativos. Procure maneiras pelas quais você pode tornar seu trabalho melhor para si mesmo. Comece a sair da sua zona de conforto. Talvez, reorganizando sua mesa ou espaço, participando de um grupo diferente de pessoas, reavaliando suas interações no trabalho, atualizando suas habilidades. Fale e faça um brainstorming com seu gestor.

Nossa disposição genética de querer evoluir e crescer requer um ambiente desafiador e nem sempre confortável demais. Quando foi a última vez que você procurou a gerência, para examinar sua carreira e as oportunidades na organização? Você já comunicou sua capacidade de fazer mais ou ser mais com eles?

Reavaliar seu trabalho / valor de mercado

Às vezes, é preciso uma entrevista para redescobrir o valor do seu papel e trabalho. Atravesse a jornada desde o primeiro dia até onde você está agora. Avalie sua função e descubra o que você quer de seu trabalho nos próximos 3 ou 5 anos. Revise seu currículo e chegue lá. Uma entrevista irá ajudá-lo a tomar a decisão – de agradecer pelo que você já tem ou decidir que é hora de forjar um novo caminho.

Sim, os relacionamentos ao longo do tempo podem ficar cansados ​​e obsoletos e tudo o que eles precisam para reacender a centelha é o fogo que inspira. Não precisa ser uma separação ou divórcio. Apesar de que a procura por um novo emprego pareça ser a solução lógica, nem sempre, pode ser a resposta certa.

Porque não há trabalho ‘perfeito’. A cultura ideal, o bom salário, as horas fáceis, o equilíbrio entre a vida profissional e a vida familiar e o trabalho estimulante nem sempre estão todos presentes em uma organização. Aprenda a aceitar as coisas que você não pode mudar – mas é importante manter no radar aquelas que você pode.

No final do dia, tudo o que importa é como você se sente e o que você percebe como sua contribuição e o impacto que você deixa para a organização e para si mesmo.

Fonte: revistadorh.com.br

7 habilidades profissionais do futuro para começar a aprender hoje

Agora não importa apenas o que você sabe fazer, mas quão rápido você pode aprender algo novo.

É o que dizem as pesquisas da World Economic Forum, que levantou estudos entre milhares de gestores e lideranças sobre as habilidades que todos os profissionais devem se atentar a partir de agora, resultando no relatório – “The Future of Jobs: Employment, Skills and Workforce Strategy for the Fourth Industrial Revolution”.

A consultoria McKinsey também revelou importantes informações sobre o tema na pesquisa “Skill shift: Automation and the future of the workforce”.

De acordo com o relatório, nos EUA, as horas trabalhadas em tarefas físicas ou manuais terão uma redução de 14% até 2030. Movimento parecido acontece com tarefas que requerem habilidades cognitivas básicas. Ambas as habilidades são facilmente substituídas por automação já hoje em dia.

O que estará em alta são habilidades cognitivas avançadas, com crescimento de 8%, habilidades sociais e emocionais, com aumento de 24%, e, por fim competências tecnológicas, com alta de 73%.

Conheça as principais habilidades do profissional do futuro e entenda como você pode desenvolvê-las:

Neuroplasticidade, a capacidade de reaprender a aprender

Também conhecida como plasticidade neuronal, é a capacidade de o cérebro se adaptar a mudanças por meio do sistema nervoso. De acordo com os estudos, o mercado irá automatizar funções físicas e lógicas e realocar os profissionais para funções gerenciais, tanto de máquinas como de processos exclusivamente humanos, que contenham variáveis emocionais que as máquinas não possam prever.

Para fazer parte desse movimento é importante quebrar a ideia de que você já sabe o suficiente e começar logo a se colocar em novas experiências de aprendizado e de vivências. Só assim o seu cérebro estará apto a se abrir novamente para aprender coisas novas, é um chamado para sair da tal “zona de conforto” e ir para a zona de confronto ao desconhecido.

Uma dica importante é que os neurocientistas descobriram que a melhor forma de aprender algo é ensinando alguém sobre o assunto. Então, fica claro como o momento chama pelo compartilhamento de saberes, descentralização de poder e solidariedade entre os colegas de profissão. No novo tempo, o profissional que se achar o dono da bola e não souber dividir, vai acabar jogando bola sozinho e em casa.

Manter-se atualizado nunca foi tão importante! Pesquise quais assuntos estarão em alta no seu nicho de atuação e faça especializações. Mas, não se esqueça de absorver conteúdos gerais como marketing, política, economia, tecnologia e desenvolvimento humano.

Todas essas áreas ditam o comportamento da sociedade e, consequentemente, os assuntos que vão construir o comportamento do seu público final.

Você está pronto para abraçar o mundo?

Os sistemas de comunicação online expandiram a capacidade das empresas de compor times com pessoas de vários lugares do mundo, tornando o inglês um requisito primordial, o espanhol como diferencial e o mandarim como um novo investimento, já que a China vem ganhando extrema importância no mercado.

Mas, além dos idiomas, é importante que você esteja preparado para lidar com diferentes culturas. Estude a cultura comportamental dos países de maior entrada na sua empresa e aprenda como acolher essas diversidades.

Você é um profissional focado? E quando o trabalho acontece na sua casa?

O trabalho remoto é tendência e os profissionais devem investir no aprendizado de saber como lidar com tecnologias básicas como conferências e plataformas de gestão de projetos online, além de entender como funcionam os depositórios de arquivos em nuvem.

Mas, o principal desafio é como aprender a ser o próprio chefe e estabelecer prioridades, mantendo a constância de entregas. Invista em treinamentos que desenvolvam o seu foco, gerenciamento de tempo e  seu comprometimento para não perder a oportunidade de ganhar essa liberdade tão almejada.

Autogestão

Aqui entra o tema do autoconhecimento, qu,e por mais que possa não te atrair, será uma das melhores habilidades do futuro para quem deseja ascender profissionalmente. Afinal, os estudos indicam que a maioria dos profissionais terá que ser expert em lidar com pessoas e como fazer isso sem saber lidar consigo mesmo?

Invista em treinamentos, especializações e psicoterapias que permitam que você conheça melhor suas emoções, desenvolva inteligência emocional e  uma comunicação assertiva para criar relações saudáveis. Nesse ponto a empatia é a palavra da vez. Para saber como acolher o outro, só aprendendo a acolher a si mesmo. Vulnerabilidade é a nova inspiração.

Pensamento estratégico e empreendedorismo

O que os profissionais de sucesso têm em comum? Visão. Mas não basta apenas enxergar e sonhar. Nada acontece sem um bom plano de ação e força de vontade  suficiente para fazer acontecer.

O profissional do futuro deve aprimorar essa capacidade de enxergar além e atuar como um empreendedor, criando e sugerindo novas oportunidades de negócios, produtos, projetos e soluções às empresas.

Aprimore o conteúdo que você consome. Abra mão das redes sociais e invista o seu tempo em conteúdos que te façam pensar, questionar e te convidem à inovação, como as palestras do TED e os muitos documentários da Netflix.

Criatividade é a nova produtividade

O medo de errar afasta qualquer possibilidade de criar algo novo. Os profissionais do futuro estão sendo convidados a se envolverem com os problemas e, inclusive, com os erros ao tentar solucioná-los. Não se frustre na primeira negativa, investigue e invista toda a sua atenção mais animada para encontrar uma solução criativa.

Busque cursos e workshops que desenvolvam essa habilidade, leia livros sobre o tema, consuma arte, cinema, teatro. Expanda seus sentidos. Só um corpo acordado por inteiro consegue se manter criativo.

Sendo assim, a curiosidade é quem irá ditar quem serão os profissionais de destaque de uma empresa. Devemos pensar que no futuro as máquinas serão os responsáveis pelas respostas, e nós precisaremos ser responsáveis pelas perguntas.

Capacidade de criar conexões

Em um universo cada vez mais automatizado a conexão humana será um diferencial quando se fala sobre fidelização nas relações. Paul Zak, neuroeconomista da Universidade de Standford vem revelando muitos estudos interessantes sobre a oxitocina, como o hormônio responsável pelas boas relações e ela só é criada em nosso sistema quando há confiança entre as partes. Ou seja, invista em ser transparente, confiável e ético nas suas relações como um todo.

Além dessas habilidades, de acordo com os estudos, o mercado também espera que os profissionais desenvolvam uma boa comunicação, incluindo na escrita, capacidade de tomadas de decisão, desenvolvimento de habilidades tecnológicas de acordo com o nicho de atuação e capacidades de negociação.

Que tal checar essa lista e planejar seus estudos para o próximo ano? Boa jornada!

Fonte: https://www.msn.com/

Quarta Revolução Industrial: Você Está Preparado?

Por Lucineide Cruz

Vivemos nos tempos da Quarta Revolução Industrial, pois os avanços tecnológicos, impulsionados por esta, atingem produtos, serviços e, consequentemente, o mercado de trabalho. A forma como trabalhamos e produzimos provavelmente, em pouco tempo, sofrerá mudanças. Torna-se importante refletir sobre o que está acontecendo no mercado para que seja possível se preparar melhor para as transformações.

Um processo da tomada de decisões passa em primeiro lugar pela compreensão do contexto, do cenário, das demandas, bem como, pela análise das tendências. Este é o escopo necessário para que um gestor possa ter condições de tomar decisões. No que se refere à tendências e cenários, no Brasil, além das alterações da Indústria 4.0, há também os impactos e transformações que a Reforma Trabalhista trouxe para o mercado de trabalho.

Entre as transformações, duas chamam atenção pelo fato de alterar a gestão do trabalho, que são o teletrabalho e o trabalho intermitente. No teletrabalho o gestor, por exemplo, necessitará aprender a liderar sem a presença física do colaborador, e o trabalhador precisará fazer sua autogestão para conseguir entregar no tempo certo e da forma certa suas atribuições.

A gestão do trabalho intermitente também apresenta desafios, pois, por lei, o empregador poderá contratar os serviços por horas, dias ou meses. Pode ser que um colaborador trabalhe na organização, por exemplo, segunda e quarta por duas horas, e com isto, o tempo para o gestor fazer o treinamento, a gestão e o acompanhamento deste, torna-se menor comparado ao modelo de trabalho com jornada de quarenta e quatro horas semanais.

Mas será que tanto as organizações quanto os gestores, os colaboradores e os que querem ingressar no mercado de trabalho estão acompanhando e se preparando para as mudanças que a Revolução 4.0, o teletrabalho e trabalho intermitente trazem para as organizações?

A pesquisa feita pela Delloitte Brasil com 1.600 executivos de 19 países identificou que apenas 1/3 deles se dizem preparados para mudança e que somente 14% acreditam que suas organizações estão prontas para as transformações. O que faz com que o profissional que se mantenha atualizado tenha maiores chances de obter grande sucesso, dado que poucos estarão preparados.

A Quarta Revolução Industrial traz muitos desafios, e também muitas oportunidades. Estarão do lado da empregabilidade e da oportunidade os que encontrarem em suas respectivas áreas formas diferentes e atualizadas de prestarem seus serviços.

#lucineidecruz #quartarevoluçãoindustrial #teletrabalho #trabalhointermitente #mercadodetrabalho #organizações #executivos #profissional

Conheça a nossa colunista Lucineide Cruz e leia outros artigos de sua autoria:

https://www.cartapolis.com/tendencias-cenarios

Fonte: administradores.com.br

 

 

Por que, às vezes, reagimos tão mal ao feedback?

A neurociência explica porque temos dificuldade para lidar com críticas, mesmo quando construtivas

 

Os feedbacks construtivos são uma ferramenta extremamente poderosa de desenvolvimento pessoal e profissional, pois permitem acessar “pontos cegos” do comportamento, ou seja, ações que têm impactos os quais não se pode prever e nos fazem refletir e levam ao autoconhecimento. Além disso, servem de inspiração para planos de desenvolvimento: caminho para sermos melhores versões de nós mesmos. No entanto, receber feedbacks duros – críticas – pode ser muito difícil. O cérebro humano possui mecanismos de defesa extremamente apurados. Eles são herança de nossos ancestrais que viviam em selvas e savanas e se defendiam das mais diversas ameaças à sua vida. Nessa época, nossos parentes distantes tinham uma vantagem competitiva, e foram sendo selecionados por meio do processo de seleção natural.

Pense comigo: se dois hominídeos dessem de cara com um leão no meio da selva, quem sobreviveria? Aquele que por instinto saiu correndo sem olhar para trás, ou o outro que ficou pensando para saber se realmente aquele leão era uma ameaça? Fácil. Por isso, somos condicionados a responder a ameaças automaticamente. O que acontece no caso dos feedbacks é que, quando recebemos uma “crítica” nosso cérebro interpreta-a como uma ameaça à nossa sobrevivência. A crítica abala nossa autoestima e, consequentemente, tememos não ser bons o suficiente para fazermos parte do nosso meio social. Aí entramos em estado de alerta biológico: batimentos cardíacos acelerados e respiração mais curta.

A base científica do assunto é sólida. No seu livro “Your Brain at Work”, traduzindo para o português “Seu cérebro no trabalho”, David Rock, Diretor do Instituto de NeuroLiderança, iniciativa global que reúne neurocientistas e especialistas em liderança para construir uma nova ciência para o desenvolvimento, expõe uma das descobertas de suas pesquisas: as mesma conexões neurais utilizadas para processar necessidades sociais são utilizadas para processar necessidades de sobrevivência.

De outra forma: se sentimos fome ou somos rejeitados da nossa “tribo”, experimentamos a mesma sensação de ameaça. E o que é rejeição, se não ser excluído da “tribo” que escolhemos? Todos queremos pertencer, sermos amados e admirados. No entanto, receber um feedback construtivo significa intuitivamente o oposto disso. De maneira análoga ao fator biológico, psicologicamente, também nos sentimos atacados de algumas maneiras diferentes quando recebemos uma “crítica”.

Não raro, confundimos comportamentos com identidade: nossa identidade é abalada ao recebermos um conselho ou direcionamento. Acreditamos irracionalmente que “somos” aquele feedback. Tendemos a acreditar que algo é 100% verdade pela forma que nos sentimos no momento (o “raciocínio emocional”). Isto é, se estamos tendo um dia ruim tendemos a achar que somos ruins. Pensamos em termos de “tudo ou nada”: Tendemos a polarizar as situações, as tornando completamente boas ou completamente ruins. “Catastrofizamos”, ou seja, tendemos a exagerar o tamanho, escopo, magnitude e importância de um evento, pensamento ou sensação que nos afeta. Vimos, portanto, que há uma bandeja cheia de fatores biológicos e psicológicos que afetam a forma com que absorvemos e agimos com feedbacks críticos/construtivos.

Agora vamos ao mais importante: como melhorarmos nessa arte? Se estiver recebendo um feedback pessoalmente, mantenha sua linguagem corporal aberta (descruze braços e pernas), mantenha contato visual, faça perguntas para clarear seu entendimento e para que não haja nenhum mal-entendido. Também ajuda tentar resumir o que você entendeu. Apenas tome cuidado com as perguntas esclarecedoras, já que a tendência é que elas se tornem um instinto de defesa. Mesmo que a mensagem não seja nem justa nem verdadeira, sua defensividade pode passar a impressão de que você não é receptivo e bloquear futuros feedbacks. Dê tempo ao tempo, e reflita: da mesma forma com a qual você não deve rejeitar de imediato, também não deve aceitar prontamente o feedback que lhe é dado.

Aceite suas emoções negativas, pois é natural se sentir chateado quando recebemos um feedback negativo. Ao invés de reprimir essas emoções de raiva, ansiedade e orgulho ferido deixe-se apaziguar antes de seguir adiante. Uma boa tática é sair para dar uma volta e espairecer. Assuma o controle do seu desenvolvimento: Sempre que receber um feedback foque nas oportunidades de corrigir ou melhorar determinado comportamento ou competência.

Se você se tornou uma pessoa melhor tanto pessoalmente como profissionalmente, feche o loop: Retorne o seu aprendizado ao emissor do feedback e deixe-o sabendo o que você fez e de que forma teve impacto no seu desenvolvimento. Quando estiver tendo muita dificuldade em aceitar, tente pegar um pedaço de papel e divida-o em duas colunas. Na coluna da esquerda liste o que há de errado com o feedback recebido, podendo ser: a mensagem não é verdadeira; não é justa; foi dada em um momento inapropriado; os motivos para tal feedback são suspeitos; a pessoa estava emocionalmente enviesada no momento em que deu; ou emissor não teve nenhum tipo de cuidado e habilidade. Já na coluna da direita, liste tudo que você acredita estar certo no feedback recebido.

Aprender a administrar estas trocas nos permite expandir nossos horizontes e readquirir perspectivas mais rapidamente quando somos inundados por dúvidas e inseguranças. Desenvolvendo esta resiliência somos capazes de receber feedbacks construtivos com mais abertura e menos defensividade, criando um Growth Mindset e construindo um ambiente de suporte e transparência. Quem sai ganhando? Todo mundo.

Francisco Homem de Mello é fundador da Qulture.Rocks, software de gestão de desempenho. Especialista e estudioso em cultura organizacional.

 

O que fazer quando funcionários entram em conflito?

“O chefe deve saber ouvir os dois lados sem tomar partido, pois o senso de justiça é o que deve prevalecer”, afirma especialista

Em momentos de stress é muito comum que ocorram alguns conflitos. Isso acontece em família, entre amigos e também, obviamente, acontece dentro de uma empresa. Mas o que gestores em posições de liderança devem fazer quando funcionários de uma equipe entram em conflito? De acordo com o especialista em gestão de pessoas Alexandre Slivnik, o ideal é que o líder estabeleça o papel e responsabilidades de cada um no trabalho e busque entender todo o contexto para mediar o conflito.

“O chefe deve saber ouvir os dois lados sem tomar partido, pois o senso de justiça é o que deve prevalecer. Do contrário, todos os colaboradores podem se sentir prejudicados e não confiar mais na liderança”, afirma Slivnik, que também é diretor da Associação Brasileira de Treinamento e Desenvolvimento (ABTD).

Embates de opinião sobre o trabalho são muito importantes e contribuem com o crescimento da organização, o conflito de ideia gera novas perspectivas e faz com que toda a equipe se sinta à vontade para expressar argumentos e saia da zona de conforto. A evolução é gerada a partir da diversidade de pensamentos, então um conflito, se bem mediado e nada agressivo, pode ser muito saudável.

No entanto, o especialista ressalta que alguns assuntos não devem ser discutidos dentro do ambiente corporativo. “Temas como política e religião normalmente são assuntos que as pessoas tomam como uma ideologia e estilo de vida. Muitos dos conflitos nas organizações partem dessas questões que não devem ser incluídas no dia a dia corporativo. Discutir futebol, política, religião ou outras paixões em que não há racionalidade pode ser extremamente prejudicial”, Slivnik afirma.

Colocar isso como regra pode ser essencial atualmente, pois essas discussões podem acabar minando a energia da equipe e custar muito tempo, que é algo muito precioso para todos.

Uma das dicas é fazer avaliações de comportamento periódicas, que podem ajudar a identificar os problemas antes que eles se tornem embates mais calorosos. Conflitos são naturais dentro de um time, mas é preciso dar o feedback para os colaboradores antes que uma opinião se transforme em excessos, brigas ou até mesmo que se chegue às vias de fato, que é algo mais sério e pode acarretar a demissão dessas pessoas. Alexandre explica que se é algo recorrente, foi dado o feedback necessário e acontece pela terceira vez, talvez seja sim o caso de demitir os colaboradores envolvidos.

Fonte: https://administradores.com.br/

Empreendedorismo: saiba o que é preciso para se diferenciar no mercado

52 milhões de brasileiros possuem um negócio próprio – e esse número só tende a aumentar. Como se diferenciar neste mercado competitivo?

A situação econômica brasileira não é das melhores: nos últimos anos, o país vem enfrentando uma grave crise financeira que, às vezes, parece não ter fim. Mas o cenário que indicava 12 milhões de pessoas desempregadas começa a dar sinais de melhora: o desemprego recuou para 11,8%, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

É neste momento que o empreendedorismo por necessidade ganha forças. Diversos brasileiros arregaçam as mangas e decidem ir em busca do próprio negócio na esperança de virar o jogo. Para Pedro Superti, especialista em Marketing de Diferenciação, é necessário que o empreendedor, além de ter uma boa ideia, saiba como gerir seu negócio. “Mesmo que sua empresa ofereça o melhor produto ou serviço do mercado, sem um bom conhecimento de gestão seu negócio não irá para frente”, afirma.

É uma dica que vale ouro ainda mais se levarmos em conta que a diminuição do desemprego está sendo impulsionada por trabalhadores informais. Segundo o IBGE, a população ocupada por estes trabalhadores chegou a 41,3%, patamar recorde da pesquisa (iniciada em 2012). São 38,683 milhões de brasileiros atuando por conta própria.

É como se o brasileiro fosse empreendedor por natureza: dados da GEM (Global Entrepreneurship Monitor) indicam que o país chegou a 38% na Taxa de Empreendedorismo Total (TTE). Isso significa que 52 milhões de brasileiros possuem um negócio próprio – e esse número só tende a aumentar.

Mas como se diferenciar em um mercado cada vez mais competitivo? Diante deste cenário, Superti dá cinco dicas fundamentais para quem quer começar um negócio de sucesso:

1. Visão

Você precisa ter um negócio que está voltado para o futuro, não para o passado. Lendo como as coisas estão mudando e acompanhando as novas tendências, você está criando um negócio que vai estar em alta demanda daqui a três, cinco, dez anos ou você está criando um negócio que no passado teve uma demanda, mas hoje está morrendo? É preciso ter visão.

2. Autenticidade

O seu negócio realmente precisa ser autêntico. Autêntico é quando você faz o que acredita, não aquilo que esperam que você faça. Hoje nós temos um mundo de negócios que tentam ser politicamente corretos e por isso eles não têm personalidade, não têm alma. Você precisa ter um negócio que faz aquilo que acredita mesmo que desagrade uma ou outra pessoa. Porque as pessoas que concordam com você vão ser os fãs que defendem e promovem sua marca.

3. Tenha aliados

Você não vai vencer essa batalha sozinho. Você precisa de pessoas que estão lutando junto com você e que acreditam que essa é uma luta digna de ser lutada. Por isso, você precisa trazer profissionais que, além de competentes, concordam com sua visão e estão dispostos a ir para batalha junto com você, custe o que custar.

4. Experiência

Hoje nós vivemos na era da experiência. As pessoas não querem mais comprar produtos ou serviços. Enquanto você tentar falar que seu produto ou serviço é melhor que os demais, você sempre vai estar sendo comparado aos concorrentes. O que você precisa criar e pensar é como seu negócio proporciona experiências em todos os pontos de contato, experiências únicas em todos os pontos de contato com o cliente. Quem oferece a maior experiência vence o jogo.

5. Valores

Tenha muito claro o que você acredita e o que você não acredita, o que você apoia e o que você não apoia. Viva cada dia e tome cada atitude levando em consideração os valores que toda a sua empresa acredita. Se alguém não gostar durante o processo não se desculpe. Entenda que pessoas têm pontos de vista diferentes, mas nunca se desculpe por quem você é.

Fonte: administradores.com.br