A procrastinação te distancia do sucesso

Procrastinação é o famoso ‘deixa para depois’

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O lema da procrastinação dentro de um contexto profissional está altamente ligada a duas questões: a dificuldade e a falta de motivação.

Quando nos deparamos com uma tarefa desafiadora dentro do nosso dia a dia profissional, é muito comum que travemos e que iniciemos um processo de adiar aquilo que nos foi colocado. Isso está muito ligado com o medo de errar. Medo de que aquela tarefa não esteja correta e de que não conseguiremos atingir os nossos objetivos. A principal ação ligada ao medo é a paralisação. Esse é o lado negativo do medo.

E medo tem lado positivo? Sim. É a precaução. Quando temos medo, nosso senso de sobrevivência faz com que nos escondamos embaixo de algo e não nos deixamos utilizar o nosso pensamento e raciocínio para seguir em frente.

Quando sentimos que estamos a um passo da procrastinação, nós devemos parar e pensar: o que de pior pode acontecer se eu não conseguir fazer essa tarefa? O pior nem sempre é real. Assim devemos desenvolver um plano de ação para que a tarefa seja concluída. Isso pode levar mais tempo, pois provavelmente deveremos nos alinhar a novas técnicas, sim e não. Sim, pois você terá de aprender e não, pois quando entramos em um processo grande de produtividade e concluímos nossas tarefas, nós nos sentimos preenchidos com mais energia para desempenhar outras tarefas.

Isso já aconteceu com você? Se sim, você deve saber do que eu estou falando. É algo que acontece em nosso íntimo e que devemos internalizar.

Um segundo ponto que deve ser compreendido é o fato de deixarmos de realizar tarefas profissionais e as adiarmos por estarmos desmotivados. Você é um procrastinador de carteirinha? Sinto muito se você respondeu que sim, talvez você não esteja motivado por estar fazendo o que você faz hoje.

Enquanto a procrastinação ligada a desafios está intimamente atrelada ao medo, a procrastinação por desmotivação está ligada a tristeza. Talvez você não esteja feliz em fazer o que você faz hoje, o que gera esse tipo de comportamento e pior a um leve “coitadismo”… “ah.. eu não consigo fazer isso, pobre de mim.

O lado negativo da tristeza é a vitimização… pasme, a tristeza tem um lado positivo muito grande: reflexão. Quando estamos tristes devemos entrar nesse modo e não no modo do vitimismo, pois é só refletindo que iremos conseguir dar um passo em direção a um novo futuro. Caso você deseje mudar de carreira, pois entendeu que a sua procrastinação está mais ligada a tristeza, um bom processo de coaching pode auxilia-lo, pois é onde o coach (profissional encarregado do processo) irá lhe promover essa reflexão e elaborar um plano de ação para se movimentar. Não é simples e exige tempo para que esse processo ocorra, mas é você que toma as rédeas da situação para chegar lá.

Quando nos deparamos com a procrastinação, a primeira pergunta que devemos nos fazer é: estou com medo ou eu estou triste? Ou essa tarefa é muito desafiadora ou eu estou desmotivado?

A partir dessa resposta você pode tomar a iniciativa de desenvolver competências para trabalhar a sua procrastinação.

Jéssica Piovan é psicologa e coach e está a frente do Instituto Itankale.

Fonte: Administradores.com

 

É hora de mudar de emprego? Veja 5 dicas para não errar

Especialistas recomendam que profissionais pensem em plano de carreira e objetivos no futuro, além do momento econômico do país.

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Em um cenário de crise econômica, a cautela tomou conta dos trabalhadores. Muitos desistiram de fazer mudanças radicais na carreira à espera de um cenário mais favorável. Com a crise se arrastando e muitas incertezas sobre quando a economia vai voltar a crescer, uma das principais questões para esses trabalhadores é se vale a pena arriscar e mudar de emprego em 2017.

O desemprego ainda está longe de trazer um alívio è economia. A taxa continua a crescer e 12,3 milhões de brasileiros encerraram 2016 desempregados, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Dessa forma, será que é hora de mudar de emprego? Segundo especialistas ouvidos pelo G1, os profissionais devem levar em conta seu plano de carreira, objetivos e como a mudança de emprego ou área pode impactar a sua vida pessoal, além de considerar o momento econômico do país.

Segundo Gustavo Parise, diretor executivo da Korn Ferry Futurestep, o ano de 2016 foi marcado pela instabilidade política e econômica, que afetou as oportunidades no mercado de trabalho, impactando as decisões dos profissionais. “Quem deseja fazer uma movimentação, mas não está sendo procurado pelas empresas, fica reticente com a mudança porque prefere ter menos riscos. Toda mudança gera um risco, independente da natureza da profissão, empresa ou salário”.

Os especialistas afirmam que o mercado de trabalho já começou mais movimentado em 2017 por causa das vagas que ficaram “represadas” no ano passado e começaram a aparecer agora. “Muitas empresas estão se planejando e reiniciando projetos que antes estavam parados. O ano continuará com contratações mais criteriosas e seletivas, com as companhias precisando cada vez mais de profissionais de alta performance e comprometidos”, afirma Fernando Mantovani, diretor de operações da Robert Half.

Além do cenário econômico, o profissional deve avaliar a oportunidade de emprego de maneira ampla para chegar a uma decisão. Plano de carreira, desafios, remuneração, benefícios e perspectivas de crescimento estão entre os fatores que devem fazer parte da avaliação.

Para Ricardo Rocha, diretor da Michael Page, o salário não deve ser o fator mais importante para a troca. “Mas não adianta mudar para um setor que está em dificuldade, decrescendo. Isso não vai fazer bem para a carreira”, afirma.

 “Não é sempre que vale a pena trocar de emprego. Toda decisão deve ser muito bem avaliada, pensando em quais serão os impactos na vida pessoal e profissional”, afirma Parise.

Os especialistas listaram o que os profissionais devem avaliar na hora de mudar de emprego. Veja abaixo:

1) Plano de carreira

Todos os especialistas afirmaram que um dos principais fatores para trocar de emprego deve ser uma reflexão se essa movimentação faz sentido para a carreira. Ou seja, avaliar quais benefícios ela trará para o profissional no longo prazo.

Ricardo Rocha, diretor na Michael Page, lembra que de 2011 a 2014 foi comum ver movimentações apenas por crescimento de cargos e salários. “No longo prazo, isso não pode ser tão bom. É importante entender o que leva a mudança”.

Segundo Fernando Mantovani, diretor de operações da Robert Half, outro fator para se colocar na balança é de que experiências curtas no currículo podem deixar futuros recrutadores em dúvida sobre o comprometimento do profissional. Assim, é necessário que a mudança realmente reflita um movimento de carreira que faça sentido.

2) Motivação

Segundo Gustavo Parise, diretor executivo da Korn Ferry Futurestep, o profissional tem que saber claramente qual é a sua motivação para a mudança de emprego ou carreira. “O direcionador motivacional tem que ser mais baseado no desafio que vem pela frente e nas oportunidades de crescimento”. Ele ressalta que o dinheiro não deve ser o motivo principal para uma mudança.

Objetivo profissional, perspectivas para o futuro, desafios, escopo do trabalho, oportunidades para aprendizado e crescimento, salário, localização e benefícios estão entre os fatores que devem entrar na conta na hora de decidir ser vale ou não mudar de emprego ou carreira.

3) Vagas represadas devem ser lançadas

As incertezas econômicas de 2016 afetaram o mercado de trabalho e frearam as contratações, mas segundo os especialistas ouvidos pelo G1, muitas empresas que deixaram projetos engavetados no ano passado devem voltar a contratar em 2017. Isso pode ser uma oportunidade para os profissionais que procuram emprego.

“Aos poucos a economia começa a dar sinais de recuperação, refletindo também no reaquecimento das contratações. A tendência é que o setor de vendas, por exemplo, seja o primeiro a sentir a melhora, sendo ele um dos meios para a garantia da continuidade e expansão dos negócios. Tecnologia, finanças e engenharia são outros setores que também estão em alta”, afirma Mantovani.

4) Identificação com a cultura da empresa

O salário e os benefícios não devem ser os únicos fatores considerados na hora de trocar de emprego ou de área. Identificação com a empresa e com sua cultura, escopo do trabalho e da função, desafios e planejamento de carreira devem ser levados em conta na hora da avaliação.

“É importante ter em mente que a avaliação de uma oferta de trabalho não deve se resumir à questão financeira”, diz Mantovani.

“Não ter recebido bônus ou aumento salarial não deve ser o direcionador para mudar de trabalho. Esse é um perigo que muitos acabam acreditando por causa de um resultado negativo”, afirma Parise.

5) Perspectivas para a empresa

Segundo Rocha, é muito importante que o profissional entenda o momento do setor e da empresa em que deseja trabalhar. “É importante fazer uma pesquisa para saber como a empresa está, assim como ela faz com o candidato. Isso conta muito na hora da escolha e também na entrevista, pois mostra interesse em entender o negócio”.

Muitas empresas passam por dificuldades financeiras e têm condições limitadas de desenvolver novos talentos e oferecer oportunidades profissionais.

“O ideal é o profissional avaliar se a companhia na qual deseja ingressar oferece um projeto sustentável para a sua carreira, se há compatibilidade com o que ele busca e se há perspectivas de crescimento do negócio”, afirma Mantovani.

Fonte: G1

O que faz de você um profissional eficiente?

Ser eficiente é ser produtivo, é buscar o melhor rendimento com o mínimo de erros possíveis, é ser competente e encontrar formas de resolver desafios antes mesmo que alguém peça

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Um profissional eficiente está longe de ser aquele profissional “faz tudo”. Uma pessoa pode ser eficiente em muitas áreas da sua vida, mas também pode deixar outras de lado, o importante é tentar encontrar o equilíbrio e não achar que eficiência é sinônimo de perfeição.

Por exemplo, é possível ser eficiente quando se trata de saúde, da relação e dos cuidados com a família e da casa, uma pessoa também pode ser eficiente nos estudos e no trabalho. Mas, também é possível não ser tão eficiente em outros pontos. É o que acontece com grande parte das pessoas, algumas conseguem mostrar eficiência em casa, com a família, com a saúde, mas não conseguem ser um estudante ou um profissional eficiente.

O comportamento de profissionais eficientes

A eficiência é uma característica que algumas pessoas vão adquirindo ao longo do tempo e de acordo com as experiências que cada indivíduo vive, essa característica pode se aprimorar ou simplesmente ser esquecida, cabe a cada pessoa definir como se comportar diante de cada situação que vive durante o dia a dia.

Normalmente, as pessoas confundem eficiência e eficácia.

Ser eficiente é ser produtivo, é buscar o melhor rendimento com o mínimo de erros possíveis, é ser competente e encontrar formas de resolver desafios antes mesmo que alguém peça.

Ser eficaz é ser útil para alguém ou em alguma situação, de acordo com o dicionário, eficaz é ser capaz de alcançar o resultado desejado.

Entendendo a diferença entre ser eficiente e ser eficaz, é possível perceber como pode ser e como deve comportar um profissional eficiente. Dessa forma, é interessante ressaltar que independente da área que uma pessoa for mostrar eficiência, é preciso trabalhar e exercitar vários pontos que estão consciente e inconscientemente enraizados na vida e no dia a dia dela.

Por isso, atente-se a cada uma das sugestões listadas abaixo:

 Trabalhe a mente e o corpo

Para um profissional ser verdadeiramente eficiente, é fundamental que ele foque nas tarefas mais importantes, outra ideia excelente é anotar os afazeres e analisar aquilo que pode ser delegado a outras pessoas ou não, afinal, a pessoa que faz de tudo um pouco está longe ser eficiente.

Procurar visualizar o resultado para não perder tempo, tratar o tempo gasto como se ele fosse dinheiro é fundamental, pensando assim, as pessoas tendem a fazer as coisas com mais agilidade e precisão, evitando desperdício de tempo.

A ansiedade é algo que passa longe da eficiência, por isso, manter o controle da ansiedade é essencial para um profissional eficiente, um dos “remédios” para a ansiedade, é ter uma qualidade de vida bacana, por isso, dormir e se alimentar bem faz parte do pacote chamado ‘eficiência’.

Truques e Tecnologia

O profissional eficiente utiliza de todos os meios possíveis para não perder nenhum ponto de uma reunião, de um curso ou de uma palestra, por exemplo. Nesse caso, anotar tudo que for dito não é suficiente, o profissional eficiente prefere gravar para não perder nenhum detalhe.

Outra questão bastante comum é demanda de trabalho e as demandas que vão aparecendo durante o dia. O profissional eficiente deve sempre responder os e-mails de forma breve e objetiva, assim ele consegue ser direto, e ainda consegue resolver a questão desafio poupando tempo para os próximos e-mails.

A tecnologia está a favor das pessoas eficientes, criando mecanismos de atalho para realizar tarefas de forma ágil e eficiente. Com isso, é possível resolver várias questões em um determinado período de tempo, lembrando que tudo deve ser bem feito, o profissional eficiente não faz nada “mais ou menos”.

Agenda e Alimentação

Se você achou estranho que esses dois itens estejam no mesmo tópico, fique tranquilo, você já vai entender o motivo dessa junção.

A alimentação está dentro da questão “trabalhar mente e corpo”, por isso, criar uma rotina alimentar saudável faz toda a diferença na performance de um profissional. Comer bem e comer certo está muito mais fácil, existem inúmeros restaurantes delivery que oferecem refeições na medida certa e com os ingredientes que você precisa.

Mas, por que a agenda faz parte disso tudo? Simplesmente pela organização.

A organização é fundamental para o bom desempenho de um profissional eficiente. Se organizar e ter o controle do que vai acontecer durante o dia faz total diferença nos resultados entregues, quer um exemplo? Veja como isso é realmente verdadeiro.

Imagine que um colaborador de uma empresa X, saindo atrasado de casa e ao entrar no carro observa que precisa abastecer o carro, mas tudo bem, ele para no posto de combustível, pede para completar e observa que esqueceu a carteira em casa. Ele volta em casa, volta no posto, paga sua conta e chega no trabalho 2 horas a mais que o horário normal.

E não para por aí, ele perdeu uma reunião extremamente importante, deixou tudo nas mãos do estagiário que estava completamente despreparado, e para reverter essa situação, ele terá que se reunir com o seu gestor durante o horário de almoço para pegar as informações da reunião que faltou.

Ou seja, por conta de um atraso e de um deslize, todo o dia desse colaborador foi comprometido. Percebe como a organização e o planejamento faz parte da agenda de um profissional?

Para ser verdadeiramente um profissional eficiente, é necessário ter habilidades para lidar com o tempo que se tem, é ser organizado e fazer planejamento, mas, acima de tudo, é saber qual o momento certo para delegar, é seguir exemplos e dizer que errou quando isso acontecer.

Quando um objetivo é o mesmo para todos, se torna simples ter várias pessoas eficientes em um grupo. Por isso, o ideal é procurar despertar nas pessoas o espírito do trabalho em equipe, é mostre a elas que são capazes, e mais, é dar a elas o poder de fazer, isso irá despertar a eficiência que estava adormecida.

José Roberto Marques é presidente do Instituto Brasileiro de Coaching

Fonte: Administradores.com

Mercado não quer profissional que “só acerta”, diz professora

Segundo professora da IESE Business School, erros técnicos podem fazer muito bem à carreira — desde que você saiba o que fazer com eles

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São Paulo — Por vaidade ou medo de punição, muitos profissionais evitam a todo custo qualquer tipo de erro — e, quando eventualmente cometem algum, fazem de tudo para escondê-lo ou minimizá-lo. Sem perceber, estão sabotando o próprio sucesso.

Isso porque quem tem uma relação conflituosa com as próprias falhas corre o risco de ter o aprendizado limitado e não crescer na carreira, alerta a professora espanhola Mireia Las Heras, da IESE Business School.

Em entrevista exclusiva a EXAME.com, ela explica que os erros podem ser importantes pontos de inflexão na trajetória de um profissional.

Desde que seja técnica, e não ética, diz a professora, a falha é uma oportunidade de reorganizar os seus padrões de comportamento. Quando o “tropeço” desencadeia reflexões, certamente resultará em novas e preciosas competências.

Segundo Las Heras, o mercado de trabalho prefere quem é capaz de enfrentar esse processo com serenidade. “Se você sabe justificar por que aquele determinado risco compensava, e o que você aprendeu com o erro decorrente daquele risco, será visto como mais valioso pelas empresas”, diz ela.

E o que dizer do profissional que sempre acerta? Talvez ele seja muito habilidoso — ou, mais provavelmente, ele não experimenta nada novo. O resultado dessa “prudência” é o bloqueio à própria criatividade e a incapacidade de gerar inovação.

Confira a seguir os principais trechos da conversa com a professora da IESE Business School sobre o tema:

EXAME.com — Cometer erros sempre faz mal para a carreira?

Mireia Las Heras — Não. Desde que seja de natureza técnica, e não moral, a falha promove a aprendizagem. Pode trazer sucesso se, mais tarde, você estiver diante de um emprego em que pode aplicar aquela lição que aprendeu com o seu erro.

Errar é bom porque você enxerga situações em que a sua lógica não funciona. Mas você deve ser capaz de refletir, extrair informações, analisar os motivos do erro. Depois precisa usar essa informação nos seus próximos desafios.

Qual é a melhor forma de falar sobre os próprios erros profissionais?

Numa entrevista de emprego, por exemplo, fale sobre os seus erros do passado sem deixar de explicar o que aprendeu com eles. Se você sabe justificar por que aquele determinado risco compensava, e o que você aprendeu com o erro decorrente daquele risco, será visto como alguém mais valioso pelas empresas.

Os erros são uma consequência do risco. Imagine uma pessoa que vai esquiar, por exemplo. Se ela não cai nunca, há duas possibilidades. A primeira, mais rara, é que ela é muito boa nisso. A outra hipótese é que ela só se movimenta por áreas planas da neve e então, claro, não leva nenhum tombo. Isso quer dizer que ela é genial no esqui? Não, só quer dizer que ela não se arrisca.

No mundo do trabalho também é assim. Uma pessoa que não erra nunca talvez saiba muito, seja excelente. Mas outra possibilidade, mais provável, é que ela não esteja experimentando nada novo.

Por que os profissionais se arriscam tão pouco?

O problema é que, quando um profissional erra, geralmente “cortam seu pescoço”, ele não pode se equivocar uma segunda vez. Ninguém gosta de ser penalizado. A única forma de evitar o castigo é evitar o erro, ou seja, evitar o risco.

O problema é que a inovação pressupõe que você faça experimentos, e nem todas eles vão funcionar. Fazer protótipos, testes, tudo isso tem um custo que pode não gerar nenhum benefício. A maioria das empresas não quer isso.

Acontece que a inovação que elas tanto procuram muitas vezes está dentro de casa. Há funcionários capazes de gerar novas soluções e produtos, mas preferem não fazer isso porque não querem arriscar. Muita gente talentosa prefere não dizer, não fazer, para não ter a possibilidade de errar.

Os acertos são sempre propositais ou há algo de sorte?

Há êxitos que atribuímos ao nosso próprio talento, mas que decorrem de mudanças externas. Imagine, por exemplo, que tenho uma empresa que produz abacates nos Estados Unidos. Não é o ideal, porque os custos ali são muito maiores do que no México, por exemplo. Mas, se houver uma mudança conjuntural, em que se proíbe a importação de abacates nos Estados Unidos, eu terei um sucesso estrondoso. Não é porque eu seja um gênio dos negócios, mas o entorno mudou e acabei me dando bem.

As condições externas têm mudado muito radicalmente, e 2016 foi prova disso. Aconteceram muitas coisas que “não podiam” acontecer. Donald Trump foi eleito. O Brexit se tornou realidade. Tudo isso têm efeitos sobre as nossas chances de sucesso ou fracasso.

Nesse ambiente de mudanças e incertezas, há mais tolerância com erros?

Depende do tipo de erro. Há equívocos técnicos, erros de cálculo. Podem ser até erros táticos ou estratégicos ligados à visão de negócios. Você pensa que o mercado vai evoluir em uma determinada direção, e ele vai para outra. Esse tipo de engano muitas vezes é apenas resultado desse ambiente incerto em que vivemos.

Outra coisa muito diferente é uma falha ética, isto é, um ato de má fé que você comete em benefício próprio, apesar de saber que pode prejudicar outras pessoas. Esse tipo de erro não é acidental, não tem justificativa e nunca terá um efeito positivo na sua carreira.

Qual é o segredo para transformar um erro em aprendizagem?

Faça uma reflexão sobre o que aconteceu. Muitas vezes, você não conseguirá fazer isso sozinho, isto é, será necessário estar acompanhado de uma pessoa de fora, que não esteja envolvida em tudo que aconteceu.

No entanto, para que isso funcione, é obrigatório ter vontade de mudar. Aprender algo significa mudar o seu modo de fazer alguma coisa, transformar a sua forma de pensar. Significa incorporar uma nova informação ou experiência na sua próxima ação, isto é,  executá-la de forma diferente daquela a que você está acostumado. Quem não está disposto a fazer esse movimento nunca vai aprender com os próprios erros.

Fonte: Exame.com

Cresça profissionalmente: 4 dicas para conquistar reconhecimento e ser promovido

Para ter uma carreira de destaque é necessário desenvolver competências que são exigidas pelo mercado

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Quem ingressa no mercado de trabalho tem uma série de expectativas, como crescer na carreira, ganhar mais, realizar-se profissionalmente e ser reconhecido pela empresa. Porém, nem todos conseguem alcançar o sucesso, seja por falta de capacitação ou carência de habilidades. Para ter uma carreira de destaque é necessário desenvolver competências que são exigidas pelo mercado. Uma das maneiras de ser promovido é justamente buscar qualificação por conta própria. Para não perder competitividade no mercado de trabalho, é importante procurar especialização e planejar o crescimento da carreira. Para auxiliá-lo nessa tarefa, veja algumas dicas para se desenvolver profissionalmente e conquistar uma promoção.

Faça um planejamento de carreira

Já parou para pensar que é preciso muita dedicação para decolar profissionalmente? Hoje em dia, cada vez mais a meritocracia é valorizada como quesito principal para promoções em detrimento do “jeitinho”, indicações ou apadrinhamentos. Os setores de RH das empresas já possuem planos de cargos e salários definidos, além de critérios de ascensão profissional. Uma vez que o colaborador sabe como a companhia funciona, fica mais fácil moldar as próprias qualificações às necessidades do trabalho. Já quando não há uma política clara sobre o crescimento na organização, o profissional deve demonstrar no dia-a-dia as competências que domina, para ganhar a admiração dos superiores.

Estude sua área de atuação

É indispensável se dedicar a uma área de conhecimento, sabendo qual o cenário atual da profissão, as possibilidades de atuação e perspectivas para a área. A aplicação da análise SWOT na gestão de carreira pode ser muito útil, pois permite identificar os pontos fortes e fracos, além de avaliar as oportunidades no mercado de trabalho. Esse diagnóstico possibilita traçar um plano de carreira consistente, uma vez que várias áreas do conhecimento estão passando por transformações. Identifique o que os profissionais bem-sucedidos fazem para poder trilhar um caminho semelhante. Geralmente, esses profissionais possuem uma formação focada em determinada área, o que o coloca em destaque e aumenta as chances de contratação ou promoção.

Invista em novos cursos

Para se destacar na empresa em que atua, é essencial demonstrar o domínio de algumas competências e conhecimentos técnicos. Cursos específicos podem ser eficazes para suprir carências na formação profissional. Hoje em dia é possível fazer várias capacitações e até obter certificações por meio da internet, sem precisar sair de casa. Otimizar a formação com foco nas próprias necessidades de conhecimento, bem como da organização em que trabalha, aumenta a eficiência no desenvolvimento das tarefas do cotidiano.

Aprimore suas habilidades

No mercado de trabalho as companhias estão interessadas não só em pessoas que dominam conhecimentos, mas, acima de tudo, em quem sabe aplicá-los e têm vontade de gerar resultados positivos. Cada profissão requer um grupo de habilidades específicas, necessárias para o desenvolvimento de tarefas com excelência. Ao identificar os conhecimentos práticos essenciais para a profissão, é preciso buscar formas de desenvolver essas habilidades. Mais uma vez, os cursos rápidos podem ajudar bastante a acelerar a aprendizagem.

Célio Antunes é CEO e fundador da Impacta, grupo educacional com cursos livres voltados para as áreas de Gestão, Design, Tecnologia da Informação e Mercado Digital

Fonte: Administradores.com

Pessoas com inteligência emocional evitam dizer estas 5 frases

Autor do livro Inteligência Emocional 2.0 listou no LinkedIn expressões que indicam falta de consciência social. Confira algumas para evitar no trabalho

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São Paulo – Você pode até não ter ouvido falar em consciência social, mas provavelmente sabe reconhecer quando está diante de alguém com essa habilidade.

São aquelas pessoas que parecem ler os pensamentos dos outros, que percebem qual a melhor hora para fazer piada e rir junto com alguém e qual o momento de falar sério ou de apenas ouvir.

Segundo Travis Bradberry, um dos autores do livro Inteligência emocional 2.0 (HSM), a consciência social é a faceta da inteligência emocional que se volta para o exterior. É a capacidade de observação e reconhecimento das emoções de indivíduos e também de grupos, uma destreza que permite ajustar o comportamento adequando-o ao clima daquele instante.

Quem tem consciência social sabe a hora certa de pedir um aumento ao chefe, por exemplo, e consegue ter a presença de espírito de adiar uma conversa difícil ao reconhecer que o seu interlocutor está no limite das emoções.

Mas em um mundo em que as pessoas parecem não ouvir, apenas aguardar a sua vez de falar, essa competência está comprovadamente em falta, afirma Bradberry em texto publicado na plataforma Pulse do LinkedIn.  Com o foco voltado para nós mesmos, perdemos completamente a capacidade de enxergar o outro.

“Não podemos esperar entender alguém até que voltemos toda a nossa atenção em sua direção”, escreve Bradberry. Segundo ele, a vantagem de estimular a consciência social é que pequenas correções de rota melhoram drasticamente o relacionamento com as outras pessoas.

Entre as pequenas adaptações com grande poder de resultado, ele indica riscar algumas frases do vocabulário. Pessoas com inteligência emocional certamente evitam expressões que podem ofender seus colegas de trabalho, chefes e subordinados, por exemplo. Reunimos algumas que podem atrapalhar especialmente seus relacionamentos profissionais:

“Você sempre” ou “Você nunca”

Frases definitivas deixam as pessoas na defensiva e criam um obstáculo para que elas escutem a mensagem que você quer transmitir, diz Bradberry.

Atenha-se aos fatos, sugere o autor de Inteligência Emocional 2.0. Se a frequência da atitude que o incomoda é uma questão você pode sempre dizer: “parece que você faz isso frequentemente” ou “ Você fez isso o bastante para que eu percebesse”, indica.

“Como eu já tinha dito”

Essa frase dá destaque para o fato de que a informação está sendo repetida e pode sugerir que isso o aborreceu.  Sentir-se ofendido por ter que dizer algo já mencionado revela insegurança ou arrogância, ou as duas coisas, segundo o autor.

Ao repetir uma informação certifique-se de que está sendo mais claro do que da primeira vez, escreve Bradberry.

“Boa sorte”

“Essa é sutil. Certamente não é o fim do mundo desejar sorte a alguém mas você pode fazer melhor já que essa frase traz implícita a ideia de que as pessoas precisarão de sorte para ter sucesso”, diz o especialista.

Certamente trocar o boa sorte por “ tenho certeza de que você tem o que é preciso para chegar lá” vai aumentar o nível de confiança de quem recebe a mensagem.

“Você que sabe” ou “O que você preferir”

É inegável a aura de indiferença que paira na conversa quando um dos participantes solta frases como essas duas.

Sua opinião é importante para quem a pede, diz Bradberry, por isso esforçar-se para fazer alguma consideração sobre o que foi dito mostra que você se importa com o interlocutor.

“Pelo menos eu nunca”

Essa frase é carregada da agressividade típica de quem prefere apontar o dedo para o erro alheio na tentativa de tirar a atenção dos próprios equívocos.

Admitir erros é o melhor jeito de evitar que uma discussão tome proporções maiores, na opinião do especialista. Você pode substituir a frase acima por um pedido de desculpas e levar a conversa na direção de um possível entendimento.

Fonte: Exame.com

10 perguntas para fazer uma autoavaliação de carreira

Se a sua empresa tiver que otimizar recursos e dispensar 20% do quadro, qual a certeza que você tem hoje que estará nos 80% que ficam?

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A crise econômica nacional tem motivado empresas a demitirem funcionários. Na hora de decidir por quais deles entrarão no corte, os chefes e gestores observam as áreas da companhia como um todo, visando a dispensa de funcionários em quadros menos importantes. Com isso, você já parou para pensar qual a sua relevância dentro do sistema organizacional?

Se a sua empresa tiver que otimizar recursos e dispensar 20% do quadro, qual a certeza que você tem hoje que estará nos 80% que ficam?

Esse foi o tema do bate-papo entre Scher Soares, especialista em mudança de comportamento, e o filósofo Leandro Karnal.

Durante a conversa, ambos levantaram as 10 questões essenciais para fazer uma efetiva avaliação da carreira, conforme lista abaixo:

1) O que você fez de mais relevante no seu atual cargo no último ano?

2) As atuais atividades do seu cargo correspondem às suas expectativas?

3) Os seus resultados correspondem às expectativas da empresa?

4) Em qual posição você está e em qual você gostaria de estar?

5) Qual o seu histórico de crescimento dentro da empresa e evolução curricular desde que ingressou na companhia?

6) Qual a característica imprescindível ao cargo que você exerce? Você a tem?

7) Como você avalia sua estabilidade na empresa?

8) O que você faz pode ser feito por outra pessoa ou substituído por uma máquina?

9) Por que você acha que não seria o primeiro a ser cortado?

10) O que te torna imperdível para a empresa atualmente?

“Para responder a todas essas perguntas com qualidade, é preciso destinar um certo tempo. A autoavaliação da carreira é o primeiro passo para sair dos 20% para os 80%”. Ninguém é insubstituível, mas a decisão de se tornar imperdível ou não é da própria pessoa”, explica Scher.

Fonte: Administradores.com