Como deixar qualquer viagem de negócios menos sacrificante

Tratar a oportunidade como aventura e conhecer pessoas novas são alternativas para que o trabalho se torne uma boa experiência

Londres (Reino Unido), Nova York (EUA) e Pequim (China). Os maiores centros de negócios do mundo costumam ser também destinos bastante cobiçados pelos turistas. Viajar a trabalho, contudo, pode ser uma tarefa difícil, quando não desagradável, para muitos profissionais. E o descontentamento não é a toa. Quem já viajou a trabalho sabe que é comum ter de buscar Wi-Fi para conseguir trabalhar ou não ter horário livre para conhecer a cidade.Segundo artigo de Stephan Spencer, autor do livro The Art of SEO (A Arte do SEO, em tradução livre) para o Harvard Business Review, alguns profissionais enxergam as viagens a trabalho como uma “maldição”. “Quando eu disse a alguns fundadores de startups em meados dos anos 90 que eu faria uma longa viagem de negócios para a Nova Zelândia, mais do que um previu a morte da minha empresa”, escreveu ele.

Na avaliação de Spencer, o ideal é que o profissional trate cada momento da viagem como uma nova aventura — interaja com o local, evite ficar on-line e, se possível, reserve um dia para conhecer o destino.

“Embora as dicas possam parecer uma boa maneira de perder o emprego, é possível fazer tudo isso e ainda aumentar a produtividade”, indica Spencer, que também é palestrante.

E se algo urgente aparecer enquanto você estiver viajando? Peça a um assistente virtual para lidar com isso, sugere. “Se você não puder contratar um auxiliar, peça para a pessoa para quem você viaja ajudar com indicações de lugares. Quando estive pela última vez na Romênia visitando um cliente, perguntei sobre seus restaurantes favoritos e coisas para fazer. Não só foi um grande quebra-gelo, mas me levou a ótimos lugares que eu nunca teria conhecido de outra forma.”

Mesmo em uma curta viagem de negócios, existem maneiras mais acessíveis de trazer a aventura de volta e reduzir o aborrecimento do trabalho. Algumas opções são se hospedar em hostels ou Airbnb, conhecer um museu depois da reunião e comer pratos diferentes todos os dias no almoço. “O importante é sempre tentar algo novo”, garante o autor.

Para Spencer, a aventura não é inimiga dos negócios. Pelo contrário. Lidar com o novo, conhecer culturas diferentes e improvisar em situações complexas são habilidades que os empregadores buscam em profissionais.

Fonte: epocanegocios.globo.com

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5 dicas para cumprir suas metas em 2019

Cada decisão tem o seu ônus e bônus. Uma dica importante é tomar uma decisão após um período de análise e não de forma abrupta.

Aprender a tomar decisões é como andar de bicicleta: não tem idade. A maioria das pessoas aprendem a se equilibrar em uma bicicleta na infância, porém o equilíbrio que se pode ser alcançado por meio da tomada de decisões nem sempre os indivíduos atingem. Até mesmo na fase mais madura.

A boa notícia é que tudo é uma questão de prática. Ou seja, qualquer pessoa pode aprender a tomar decisões. Das mais simples, como o horário fixo de despertar, as mais difíceis como trocar de emprego. O tipo de decisão varia conforme o contexto que este indivíduo está inserido. Por exemplo, no ambiente de trabalho bons líderes são aqueles que escutam os outros, independente do cargo. Com esse nivelamento esses gestores conseguem tomar decisões melhores já que captam o que incomoda e o que deixa os funcionários felizes. Quando vamos para um contexto pessoal, ao tomarmos decisões como um rompimento de uma relação amorosa e\ou de amizade e seguirmos com essa decisão, em médio prazo, a confiança desse indivíduo aumenta. Isso acontece porque o cérebro tende a ter uma sensação de dever cumprido. É a chamada satisfação pessoal. O oposto disso também é válido, ou seja, quando a pessoa decide incluir outro indivíduo na sua vida e seguir com essa decisão.

Cada decisão tem o seu ônus e bônus. Uma dica importante é tomar uma decisão após um período de análise e não de forma abrupta. Logo, não tomá-la de “cabeça quente” e sim ter uma análise mais racional. Observar e apontar os possíveis efeitos da decisão que se pretende tomar.

Nas turmas da Minds Idiomas, temos mais de 10 mil alunos, há o aconselhamento de profissões para todos eles. Não somente para o público juvenil. Os adultos também têm estes direcionamentos nas aulas. Há muitas pessoas insatisfeitas nas profissões que optaram e não conseguem fazer um planejamento para trocar de carreira porque não decidem o que querem efetivamente fazer. “Sempre brinco que para sabermos o que queremos devemos olhar para dentro. No Brasil, o acesso a psicólogos ainda é algo associado a um custo alto. Isso é um pouco utópico. Há diversas Universidades que oferecem o atendimento psicológico gratuito. Um terapeuta pode ajudar aos profissionais a tomarem as melhores decisões no seu ambiente de trabalho e na vida”, elucida Augusto Jimenez, psicólogo da Minds English School.

Para ajudar você a cumprir as suas metas traçadas para 2019, o especialista e psicólogo da rede educacional Minds Idiomas, lista 5 atitudes para começar hoje mesmo:

1) Papel e caneta na mão

O ato de escrever as nossas metas com prazos e forma de se se conquistá-las faz com que a nossa mente se concentre de forma mais eficaz para conseguir o que pretendemos. Além de escrever os seus objetivos fixe-os em uma parede ou outro aparato que tenha o costume de olhar diariamente. O nosso cérebro precisa fixar/captar o que queremos a médio/longo prazo todos os dias. Afinal, tomamos as decisões no momento que escrevemos elas, mas para permanecer fazendo as atividades que nos farão concretizar os nossos objetivos é difícil do que o ato de decidir. Resiliência e sempre ter os objetivos á vista facilitarão para conseguir o que se quer. Essa dica vale tanto para desejos pessoais quanto profissionais.

2) Fique atento(a) ao tempo dedicado a redes sociais

A tecnologia veio para nos ajudar, porém tudo é uma questão de equilíbrio. Muitos indivíduos não conseguem cumprir com atividades que delimitam porque alegam a “falta de tempo”. Entretanto, quando medimos o período gasto nos smartphones todos os dias percebe-se o quanto de tempo temos para conseguir alcançar os nosso sonhos/metas escritos. Assim, baixe apps que cronometrem o quanto você fica na internet e diminua esse tempo caso esteja ultrapassando mais de 1 hora diária.

3) Cuide da sua mente e do seu corpo

Essa dica parece óbvia, porém é a que menos as pessoas se dedicam. Delimitar as pessoas pode ser mais fácil do que ter resiliência para cumpri-las. Por isso, comece um psicólogo e faça exercícios físicos. Encontre um esporte/atividade que realmente goste. Ambos os processos ativarão a sua mente para conseguir os seus sonhos e ter um dia a dia melhor em 2019.

4) Compartilhe as suas metas com os amigos/família

Você já deve ter ouvido aquele conselho de não falar para as outras pessoas quais são as suas metas/sonhos. Indo de encontro a essa fala, afirmo que é importante que você compartilhe com os indivíduos que lhe querem bem os seus planos. Isso porque muitos deles podem lhe ajudar a conseguí-los. Lembre-se que por mais que convivamos com as pessoas, nunca seremos capazes de saber tudo sobre elas. Talvez aquela oportunidade de emprego que você está traçando esteja mais próxima do que você imagina. Um amigo e/ou familiar pode trabalhar na empresa que você deseja e você não ter conhecimento disso. Pessoas que nos querem bem podem sim nos ajudar a conquistar os nossos sonhos. Por isso: compartilhe. De preferência pessoalmente.

5) Pensou em desistir?

Essa é a última dica. Todos os seus humanos têm dias difíceis e dias mais tranquilos. Quando pensar em desistir de fazer as coisas certas para conseguir o que realmente quer lembre-se que a sua decisão reafirma quem você é e que não há sentimento melhor do que estar em paz consigo mesmo. Logo, quando pensar em desistir de fazer as coisas certas para ter o resultado lá na frente, lembre -se que ao conquistar o seu objetivo a longo prazo, a sua mente ficará em paz e você terá todas as recompensas de ter ido ao encontro de quem você é e do que você realmente quer.

Fonte: administradores.com.br

Os desafios de ser mulher no mercado de tecnologia

O que fazer para melhorar essa situação no mercado de trabalho?

Sempre gostei muito de exatas e constantemente me vi sendo uma das únicas mulheres no meio. Aos 9 anos, peguei uma apostila de HTML da minha mãe e comecei a desenvolver sites. Aos 11, vendi um template para um blog por 15 reais. Mas foi aos 13 que resolvi focar em competições de matemática. Representei o Brasil em sete competições internacionais e fui a sexta mulher da história do País a ir para a Olimpíada Internacional. Isso para mim foi um marco, já que, desde 1979, seis alunos brasileiros participam por ano do evento e apenas sete mulheres participaram até então. Olhando além, para se ter uma ideia, dos participantes de todos os países todo ano, aproximadamente 10% é mulher. É muito pouco!

Das Olimpíadas, fui estudar em Harvard e voltei às raízes da computação. Confesso que, lá, havia mais mulheres em computação do que eu via por aqui. Ainda somos minoria nos cursos de ciências e tecnologia. Hoje, no Brasil, correspondemos a apenas 17% do total de programadores.

Mas essa percepção não para por aí. Ao longo da minha trajetória acadêmica e profissional, continuei a perceber este gargalo.

Cheguei a ser a única desenvolvedora da equipe algumas vezes. Na última empresa que trabalhei nos EUA, na Quora, no Vale do Silício, a proporção de mulheres desenvolvedoras era maior que a média, mas ainda éramos poucas se comparadas ao número de homens.

Acredito que ainda existe muita segregação e isso vem desde a infância. As meninas são ensinadas a brincar de boneca e casinha, enquanto os meninos brincam de legos e outras coisas mais criativas. Eu, particularmente, brincava de tudo. Herdei os legos do meu irmão e as barbies da minha irmã. Além disso, desde pequena, tive contato com computador e tinha a liberdade de aprender sozinha. Mas eu tenho plena consciência que muitas meninas não têm o apoio que tive.

Hoje, eu tenho um programa de mentoria para meninas onde selecionamos as poucas premiadas nas olimpíadas pra incentivá-las a continuar. A maioria das alunas já ouviram de colegas, pais ou professores que deveriam desistir. Isso sem falar dentro do âmbito profissional, no qual ainda existe as “politicagens” dentro das empresas, onde não há um processo claro de promoção e o beneficiado acaba sendo aquele que tem mais influência política, quase um esquema de “broderagem”. Fora os casos mais graves de assédio, que já ouvi de alunas, colegas de faculdade e colegas de trabalho.

Um dos pontos que faz sentido analisarmos sobre essa minoria é a autoconfiança. Vejo em muitas meninas e mulheres uma confiança muito menor do que a dos homens. Muitas mulheres não sabem se auto-promover tão bem. Por exemplo, existem estatísticas conhecidas que provam que as mulheres só se candidatam para uma vaga de trabalho se atingirem 100% dos requisitos, enquanto os homens se candidatam se atingirem aproximadamente 60%.

As mulheres têm mais medo de errar. Sentem a necessidade de serem perfeitas. Mas, na verdade, não precisamos ser perfeitas, temos apenas que ser corajosas e tentar. São questões bastante enraizadas. As meninas são sutilmente ensinadas a ficar escondidas e acabam sendo menos seguras, menos ousadas e corajosas, têm muito medo de errar e acabam perdendo oportunidades. É algo cultural e muito forte. Tem até um TED talk maravilhoso que fala exatamente disso.

Eu, particularmente, nunca tive experiências diretas de desincentivos. Sempre fui muito apoiada pela minha família, professores e amigos. Mas tive muitos anos de aprendizado para conseguir ser mais segura de mim, perder medo de errar, e, saber me vender melhor. Foi a consequência do machismo enraizado que mais me afetou e ainda me afeta.

O que fazer para melhorar essa situação no mercado de trabalho?

Como empreendedora, acredito que para termos maior representatividade de gênero no mercado de trabalho devemos investir em processos justos e transparentes. Estabeleça um fluxo objetivo de promoção e ajuste salarial, e, não deixe a politicagem reinar na sua empresa. Tenha um processo justo, objetivo e holístico de compensação e reconhecimento dos funcionários. Para isso, estabeleça um procedimento de revisão de performance regular, que leve em consideração a opinião de todos que trabalham com a pessoa, não apenas seu líder direto. Defina faixas de níveis que correspondam às responsabilidades e performance dos funcionários e também a faixa salarial, e use a revisão de performance para definir em qual nível cada colaborador se encaixa. Dessa forma você cria uma ferramenta justa de avaliação de performance e promoção.

É importante também ter esse propósito no processo de recrutamento e seleção. Lembre-se que os recrutadores tendem a contratar mais pessoas parecidas com si mesmos. Isso adiciona muito viés no processo seletivo, ou seja, homens tendem a contratar mais homens. E, como eu disse anteriormente, as mulheres se vendem menos, mas isso não significa que são menos competentes. Portanto, organize o processo de seleção de forma objetiva, estruturando antecipadamente as fases seletivas e quais perguntas ou testes são relevantes para medir as capacidades que você procura em alguém. Dessa forma você não depende da capacidade de autopromoção da pessoa para medir suas qualidades, competências e experiências.

Além disso, é importante buscarmos sempre inspirações. Incentive programas de mentoria na empresa e traga mulheres de sucesso para palestrar e falar com seus colaboradores. Mostre bons exemplos e representatividade através de dados e consequências do machismo no dia a dia. Em suma, mostre como sua empresa pode ser mais forte com mais representatividade.

Deborah Alves — 25 anos, é formada em Ciência da Computação e Matemática pela Harvard. Foi engenheira de software na Quora, no Vale do Silício, e cofundadora da BRASA – Brazilian Student Association, uma organização de estudantes brasileiros fora do Brasil com o intuito de empoderar gerações de líderes brasileiros. Hoje, atua como CTO da Cuidas, startup que conecta empresas com médicos de família para atendimentos no próprio local de trabalho.

Fonte: administradores.com.br

3 passos para lidar com os desafios das mudanças

A forma como encaramos o processo de mudança, na maioria das vezes, transforma em algo pior do que realmente é

Para 34% dos brasileiros, mudança é a palavra escolhida para representar o ano de 2018. A iniciativa para determinar a palavra do ano é uma parceria entre a Cause, empresa apoiadora de marcas e organizações na identificação e gestão de causas, com a Ideia Big Data, empresa de pesquisa e consultoria de dados. Foram três etapas para chegar no resultado. Após 600 palavras diferentes serem selecionadas ao longo do ano, um grupo de especialistas definiu cinco como finalistas. A decisão final foi determinada por uma votação popular com mais de cinco mil repostas registradas. Nesse período de mudanças, não passa despercebido o receio que ainda existe para enfrentar o desconhecido. Pode ser uma mudança na casa, de cidade, de emprego, no visual ou, até mesmo, interna. Não importa se ela é grande ou pequena, mudar traz ansiedade e medo. A forma como encaramos esse processo, na maioria das vezes, transforma em algo pior do que realmente é. Mas, é importante lembrar que não ser tão difícil quanto parece, não quer dizer ser fácil. Para que a mudança seja realizada sem gerar estresse e desconforto, a coach Janaina Manfredini indica três passos:

1. Identificação: geralmente nos apegamos na rotina justamente para evitar as temidas mudanças. E isso não é de todo ruim, já que rotinas aumentam a produtividade. Enquanto ela está trazendo bons resultados e você está feliz com isso, continue nesse caminho. Mas, a partir do momento em que não traz mais resultados positivos e você não vê mais produtividade, talvez esteja na hora de rever velhos hábitos e planejar algumas mudanças. Identifique seus medos e entenda o que você precisa mudar, seja uma mudança interna ou de emprego, perceba o que não está funcionando mais para você.

2. Aceitação: perceber que precisamos mudar o jeito ou o ambiente que nos serviu até então para sobrevivência e segurança pode ser um obstáculo. Mas tudo isso pode ser enfrentado. Comece encarando a si mesmo, avaliando o que lhe faz bem e o que já lhe atrapalha. Assuma humildemente que pode melhorar. E que, sim, você não é perfeito, é um ser humano perfeitamente imperfeito. Mas isso não faz de você menos especial, ao contrário, isso é o que nos torna diferentes e únicos.

3. Evolução: após perceber e aceitar que você precisa mudar, é preciso ter coragem para enfrentar as mudanças da rotina, mas é isso que evolui as pessoas. Omeletes são feitos com ovos quebrados, músculos doem quando crescemos, a evolução muda nossa história, ela não será mais a mesma, mas será melhor. Não vai ser fácil, ninguém disse que seria. Mas pode ser divertido e, com certeza, será realizador. Principalmente quando você olhar para trás e ver onde poderia estar e o quanto seria irrelevante para você e para a sociedade.

Fonte: administradores.com.br

Qual o legado que você deixou pelo caminho?

Avaliar as conquistas e lições de empregos passados é um exercício interessante e pode ajudar a definir que tipo de profissional você é

Quando falamos em legado, sempre vem à cabeça uma ideia mais futurística, relacionada ao que vamos deixar depois da nossa passagem por algum lugar. Exatamente por isso é preciso ter atenção. O legado nos acompanha desde sempre. A cada empresa que passamos, deixamos um pedacinho de nós, ou a nossa marca.

Em algumas entrevistas de emprego, o recrutador perguntar para o candidato qual o legado que ele espera deixar na empresa onde pretende trabalhar. A resposta pode direcionar bem o que o profissional espera com aquela vaga, mas falará ainda mais sobre ele, seu grau de autoconhecimento e maturidade, além da sua visão do mundo.

Portanto, preocupar-se com o legado é um item importante para a carreira. Você já parou para pensar no legado que já deixou nas empresas pelas quais passou ao longo da sua trajetória profissional?

Avaliar as conquistas e lições de empregos passados é um exercício interessante e pode ajudar a definir que tipo de profissional você é, quais os aspectos e habilidades mais positivas você tem e quais os pontos que talvez você precise melhorar para continuar sua caminhada profissional.

Até uns anos atrás, falar sobre legado era mais frequente para referir apenas às empresas e nem tanto ao profissional, como se as corporações escrevessem suas histórias sem as pessoas. Em uma visão mais moderna de carreira é importante destacar a jornada, reconhecer o papel dos profissionais dentro das corporações, em especial os que fizeram (fazem) diferença em todo o ecossistema corporativo.

O legado de um profissional é moldado com a soma de alguns sucessos, muitas lições, experiências e transformações que ele deixou na empresa e na sua equipe, seja pelo conjunto da obra, como também pode ser em uma boa execução de um projeto específico.

Se você está em dúvidas sobre os legados que deixou, se pergunte em qual momento você fez a diferença na empresa em que trabalhou, qual o resultado mais incrível que entregou, a inovação que aplicou ou qualquer outra contribuição que você se orgulha.

As empresas também têm um papel importante sobre o investimento no capital humano, sim porque elas também precisam estarem abertas para a inovação de seus profissionais. Uma companhia que trabalhe com a cultura do medo ou a falta de respeito será menos adequada para que seus colaboradores se sintam à vontade para fazer a diferença, caso contrário, muitos só vão ficar pensando em como sair daquele lugar. Por isso, cabe a nós gestores, incentivar também um ambiente positivo e propício para que novas histórias e legados possam ser escritos.

Bem, a pergunta final que faço é como você gostaria de ser lembrado pelas empresas que passou?

Braulio Lalau de Carvalho — CEO da Orbitall, empresa do Grupo Stefanini.
Fonte: administradores.com.br

Atitudes para a virada profissional em 2019

O ideal é aproveitar o início do ano para repensar ações, traçar metas, levantar o astral, descansar, construir novos objetivos e mudar algumas atitudes

A virada do ano é marcada por comemorações com família, amigos e colegas de trabalho. Mas também é um período de reflexões e retrospectos. Metas não alcançadas, uma promoção esperada que não aconteceu, uma demissão e projetos não executados podem desencadear pensamentos negativos e sensações de fracasso. Situações como essas podem ser gatilhos para a depressão e outras doenças psicológicas, como a ansiedade e a síndrome do pânico. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), até 2020, a depressão será a doença que mais causará incapacitação no mundo. Economicamente falando, a OMS calcula que um trilhão de dólares por ano sejam perdidos por conta da queda da produtividade causada por essa patologia.

Diante disso, o ideal é aproveitar o início do ano para repensar ações, traçar metas, levantar o astral, descansar, construir novos objetivos e mudar algumas atitudes. Aproveitar esse momento para pensar em formas de se aprimorar e cuidar de si mesmo, mentalmente, fisicamente e espiritualmente. Tudo isso precisa estar em equilíbrio. Trabalhar em si mesmo, fazer o que gosta e se desconectar um pouco das rotinas também é importante para a saúde mental.

Olhar para si mesmo e focar no aprimoramento profissional pode ser uma boa alternativa para evitar ou enfrentar a depressão. A busca por conhecimento, o aprendizado e a convivência com outras pessoas no ambiente de trabalho ajudam a ocupar a mente, a encontrar outras formas de ver a vida.

Além de preencher a mente com novos conhecimentos e atividades enriquecedoras, a busca por aperfeiçoamento ajuda a crescer profissionalmente. Workshops, cursos de idiomas, profissionalizantes, pós-graduações e outras atividades podem aprimorar o currículo e garantir uma imagem ainda melhor do trabalhador na empresa. Inclusive, a própria corporação pode fazer parte disso. Investindo em treinamentos individuais e em equipes, em capacitações complementares, dinâmicas e em outras formas de desenvolver habilidades e potencializar conhecimentos.

O mundo vive um momento tecnológico, no qual novas profissões estão surgindo, a indústria 4.0 também está criando novas maneiras de se trabalhar e vários formatos de negócios. Por isso, estar preparado para essas transformações é indispensável. E isso vale tanto para a empresa, quanto para as pessoas, especialmente para os profissionais. Um estudo da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) mostra que 65% das crianças de hoje terão uma profissão que sequer foi criada.

Portanto, investir em aprendizado é se preparar para o hoje e ainda para um futuro próximo. Afinal, quem está no mercado hoje atuará junto com os novos profissionais e, em muitos casos, precisará lidar com essas novas profissões e principalmente, com robôs, que devem ganhar cada vez mais espaço no dia a dia das empresas e na vida das pessoas.

Diante disso, 2019 é momento para se abrir para novas possibilidades, perspectivas e atitudes. É hora de superar o passado, traçar novos objetivos e iniciar uma virada profissional.

Patrícia Lisboa — Head trainer e hacker comportamental.

Fonte: administradores.com.br

Sua mente acompanhou a sua carreira?

Professor dá 9 dicas para ter sucesso em novos cargos

Uma das grandes queixas de profissionais é a falta de resultados depois de muitos anos de empresa. Mas como mudar essa realidade? O professor Luciano Salamacha, do MBA da Fundação Getúlio Vargas conta que, após uma palestra, um engenheiro o procurou dizendo que estava desestimulado porque não tinha os mesmos resultados de quando começou na empresa como estagiário e seguiu na companhia até se tornar gerente. Salamacha faz uma analogia a carreira de qualquer pessoa a um copo d’água. “Ao ser estagiário o copo está vazio, o líquido que será utilizado para enchê-lo será o mérito alcançado em cada atividade. O profissional fez algo bom, alguém reconheceu, o copo começa a encher. Claro, quando uma pessoa entra numa função básica em uma empresa qualquer feito se torna reconhecimento. O tempo passa o estagiário é promovido o copo enche. Uma nova função é um novo copo, que vai enchendo segundo o desempenho, só que com mais cobranças.”

O professor explica que a cada novo cargo, obrigatoriamente, se espera outra performance. Logo, quando o profissional não entende esse novo ciclo em sua vida, tende a continuar com comportamento de estagiário, mas querendo reconhecimento como engenheiro, por exemplo.

Cada promoção é um novo ciclo, um novo copo para encher. E, a partir das promoções, aumentam as responsabilidades e a exigência de performance. O que antes era motivo de elogios como a coordenação de um trabalho em equipe, agora é uma questão de responsabilidade inerente ao cargo. È nesse momento em que muitas pessoas, de maneira inconsciente, tentam voltar ao desempenho que antes enchia o copo mais rápido, ou seja, deixam de se comportar como gestores para voltar a executar a tarefas que antes rendiam alta performance. Entretanto, os copos não são os mesmos.

Salamacha é enfático: não adianta a carreira evoluir se a mente não acompanhar. Uma mente atrasada no ciclo pode levar o profissional a querer se comportar, no novo cargo, como no anterior. “Temos que nos preparar para os saltos na profissão.” O professor diz que neurocientificamente, cada vez que uma pessoa se sente insegura, tende a correr em busca de um porto seguro que, neste caso, seria tentar voltar a atuar tal qual agia quando recebia mérito. Na carreira isso é um erro fatal.

O professor lista 9 dicas de como fazer para a sua mente seguir sua carreira:

1 – Cuidado com a autocrítica, quando se conquista um novo cargo não se tem obrigação de saber tudo sobre aquela função logo no primeiro dia. Diminua sua exigência a respeito da qualidade de sua performance no início.

2 – Seja aprendiz em qualquer cargo. Toda vez que chegamos em uma nova função temos que nos colocar na posição daquele que ainda tem o que aprender, aquele que ainda não sabe de tudo. Todo mundo precisa de tempo para aprender uma nova função, seja ela qual for.

3 – Aprenda a conquistar a autoridade do seu cargo. Quando uma pessoa é promovida pode ganhar poder, mas não necessariamente autoridade. A autoridade é quando as pessoas reconhecem em você o conhecimento da área, alguém que deve ser seguido, ouvido, ponderado e considerado. Autoridade se conquista na equipe com mais compartilhamento.

4- Entenda que você não é mais o mesmo. Ao ser promovido foi excluído de um bando e passa a participar de outro. Não é mais igual aos outros do antigo grupo. Entenda o que o novo bando espera de você.

5 – Seja humilde. Entenda porquê pessoas na mesma posição que você está agora agem da forma que agem. Veja com o olhar do outro que já esteve na mesma posição que você. Aprenda recalibrar o olhar para a nova função.

6- Entenda o que a empresa espera de você e da função. Não fique no automático È tudo novo, novos desafios, corra atrás.

7 – Sinta-se seguro para fazer o follow up. Promoção exige acompanhamento. É como um jogo de videogame, a cada fase a dificuldade aumenta, o número de pontos é conquistado mais devagar.

8 – Não volte casas nesse jogo. Quando a pessoa vai percebendo que não performa como antes, ela tenta resgatar a forma que evoluiu na empresa. Mas nem a pessoa, nem o cargo, nem a empresa são os mesmos. A mente tem que evoluir.

9- Não abandone seu cargo de gestor para retomar a operação, a menos que seja crucial. Você já fez isso e agora o papel é outro. Entenda-o e o assuma.

Fonte: administradores.com.br