7 passos para ter inteligência emocional no trabalho

A inteligência emocional pode criar um ambiente de empresa, se for aplicável não apenas para a gerência, mas para ajudar todos os funcionários

A indústria de psicologia e neurociência tem estudado como funciona a inteligência emocional desde 1990. Nos últimos 28 anos, para entender seu esforço, identificar lacunas e desenvolver um plano de ação para melhorar a qualidade das relações em áreas de diversidade, incluindo o ambiente de trabalho, a educação e a família.

A inteligência emocional pode criar um ambiente de empresa, se for aplicável não apenas para a gerência, mas para ajudar todos os funcionários, é importante fornecer treinamentos com objetivos, pesquisas e conteúdo claros. Existem algumas categorias que ajudam a fazer um passo a passo do processo como um todo:

Auto-conhecimento

Quando se fala em Inteligência Emocional sempre é mencionado sobre o QE, que é a capacidade de: reconhecer, compreender e gerenciar nossas próprias emoções. Reconheça, entenda e influencie as emoções de outras pessoas criadas por Dan Goleman em 1996. Se você conhece a si mesmo, pode melhorar seus sentimentos.

Auto-regulação

Pensadores positivos, até mesmo para orar e meditar, são ferramentas que exigem autor regulamentações. Ajudando a ter autocontrole: menos ansioso, isso controlará qualquer resposta impulsiva. Além disso, torná-lo mais consciente de suas atitudes, melhorar a capacidade de ser mais flexível para se adaptar em novos cenários que mostram que você pode ser mais inovador.

Motivação

Determinação, definição de metas, comprometendo-se a melhorar constantemente a si mesmo. Motivação é uma ferramenta poderosa e mantém você otimista e aberto a novas oportunidades ignorando obstáculos

Empatia

A capacidade de entender a outra pessoa, colocar-se no lugar deles, a empatia é uma das chaves para que a Inteligência Emocional ajude no seu sucesso. Além disso, para reconhecer as necessidades das pessoas, é uma outra maneira de antecipar uma situação, sem esquecer de ter consciência política

Habilidades Sociais

Hoje em dia, com a tecnologia sendo acessível, é mais necessário desenvolver habilidades sociais para poder negociar e ter empatia. Se você sabe como convencer alguém, certifique-se de que sua comunicação seja clara, seja capaz de orientar, inspirar e trabalhar com pessoas diferentes e que seja capaz de trabalhar com opiniões diferentes.

Inteligência Emocional nos Relacionamentos

Inteligência emocional trará outra palavra para relacionamentos, especialmente em relacionamentos românticos que se transforma cada vez a quem é que possui a liderança. De acordo com muitos estudos, entender, expressar e administrar emoções lhe dá a capacidade de torná-lo um melhor relacionamento.

Inteligência Emocional na Liderança

Com tantas informações externas, não há desculpa para não ser um líder de sucesso, muitos treinamentos, programas são fornecidos por organizações para melhorar o desempenho, livros são acessíveis para desenvolver novas habilidades para tornar seu ambiente de trabalho mais profissional e saudável, e até mesmo conteúdo na internet, como artigos, livros e vídeos, pode resultar em um melhor candidato para ser contratado ou promovido.

O estudo que apresenta os 7 passos, conclui o modelo de Liderança em Inteligência Emocional onde pessoas podem aplicar no ambiente de trabalho, porque onde há sempre uma hierarquia que as pessoas têm que respeitar umas às outras, aprender a ouvir, ser adaptável para diferentes ocasiões e opiniões há sempre espaço para as pessoas se tornarem melhores seres humanos e fazer com que o trabalho não seja tão estressante e difícil como normalmente é. No fim do dia o que todos querem é se sentir que fazem parte de um time, onde suas opiniões são importantes, que cada um é visto como um elemento único, com suas diferenças podendo contribuir em um pro em comum.

Karoline Gebrael — Executiva de mídia na Sony Pictures International at UM Worldwide

Fonte: administradores.com.br

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Como desenvolver a habilidade de resolver problemas complexos?

Esta é a habilidade mais importante que precisamos desenvolver para sermos bem sucedidos na Quarta Revolução Industrial

Um dos melhores filmes de 2015 foi ‘Perdido em Marte’ (The Martian), estrelado por Matt Damon e dirigido por Ridley Scott. O filme, baseado no excelente livro homônimo de Andy Weir, conta a história de um astronauta que é esquecido em Marte por ser erroneamente considerado morto. Acompanhamos a sua luta para sobreviver no planeta vermelho, enquanto a NASA, depois de descobrir que ele está vivo, trabalha sem parar para trazê-lo de volta à Terra.
O personagem de Damon, vencedor do Globo de Ouro e de diversos outros prêmios pela atuação divertidíssima enfrenta todo tipo de problema que aparece: falta de água, de alimento, incapacidade de se comunicar com o planeta Terra. Com atitude e bom humor, o astronauta vai resolvendo problemas extremamente complexos, um a um, contra o relógio, até conseguir atingir seu objetivo: voltar para casa.
capacidade de solucionar problemas complexos é a habilidade mais importante que precisamos desenvolver para sermos bem sucedidos na Quarta Revolução Industrial, de acordo com o Fórum Econômico Mundial. Até 2020, essa revolução transformará a maneira como vivemos e trabalhamos, com avanços em inteligência artificial, robótica, machine learning, carros autônomos e biotecnologia. De acordo com o relatório ‘Jobs lost, jobs gained’ da consultoria McKinsey, essas transformações tecnológicas têm o potencial de fazer desaparecer 15,7 milhões de empregos até 2030 apenas no Brasil, e criar milhões de outros que hoje não existem.

Essa capacidade é um pacote multidimensional de competências com alto nível de abstração, assim como a inteligência humana. É a coleção de processos e ações fundamentais para resolver problemas mal definidos, o que não pode ser alcançado com atividades triviais de rotina. Combinações criativas entre conhecimento e um amplo conjunto de estratégias são necessárias — e as soluções são, geralmente, imperfeitas. Esse processo combina aspectos cognitivos, emocionais e motivacionais em situações nas quais há muita coisa em jogo. O mundo atualmente enfrenta diversos problemas extremamente complexos, como a mudança climática, o crescimento populacional acelerado, a ameaça de guerras, o mal uso e distribuição de recursos naturais. Além desses grandes exemplos, muitos outros fazem parte do nosso dia a dia: encontrar a pessoa certa para dividir a vida e escolher uma carreira que não só nos traga dinheiro, mas também nos deixe felizes, são apenas dois tipos de problemas complexos que enfrentamos. Mas enfim, como desenvolver essa habilidade tão importante e preparar nossas carreiras para a revolução tecnológica à nossa frente?

Uma excelente forma de desenvolvermos a capacidade de solucionar problemas complexos é nos tornarmos lifelong learners, cultivando o hábito de estudar continuamente ao longo de nossas vidas. Fazer um MBA, pós-graduação, mestrado, doutorado ou um curso de seis meses e equilibrar as demandas de estudo com nossas carreiras, famílias e tudo que fazemos em nossa rotina diária é um problema bem complexo. Estudar não só nos capacita tecnicamente, mas também nos ajuda a desenvolver essa habilidade tão importante.

Profissionais capazes de estudar continuamente, enquanto trabalham, demonstram uma série de competências dentro do pacote ‘capacidade de solucionar problemas complexos’. Para equilibrarem as demandas profissionais com a dedicação à família e os estudos, esses profissionais desenvolvem disciplina e inteligência emocional, além da capacidade de priorizar, fazer escolhas e conciliar objetivos conflitantes. Ao lidar com o custo de cursos dessas especializações, muitas vezes bem altos, esses profissionais buscam formas criativas de pagar seus estudos — vão ao encontro de bolsas, conseguem ajuda da empresa em que trabalham ou optam por projetos e consultorias pontuais em paralelo à carreira. E, ao longo dessa jornada, esses profissionais desenvolvem growth mindset (mentalidade de crescimento), resiliência e demonstram comprometimento com objetivos de longo prazo. Não por acaso, aqueles capazes de estudar continuamente ao longo de suas carreiras são os mais requisitados no mercado de trabalho.

Se não tomarmos a iniciativa em nossas carreiras e começarmos a agir agora mesmo em prol do desenvolvimento de nossas habilidades, em especial a capacidade de resolver problemas complexos, corremos o mesmo risco do herói do filme interpretado por Matt Damon: de ficarmos perdidos para sempre num lugar sem saída e sem tempo hábil de promover as mudanças necessárias para chegarmos onde queremos.

*Carlos Souza é diretor-geral da Udacity para América Latina.

Fonte: epocanegocios.globo.com

Por que empatia é tão importante para a vida profissional?

A empatia é influenciada em parte pela genética, mas pode ser aprendida e treinada

É muito comum pensar que no ambiente profissional é mais importante ser racional e lógico, evitando assim mostrar as emoções.

Porém, hoje vim falar sobre a empatia, uma habilidade que necessita deixar as emoções aparecerem para se conectar às outras pessoas, e como isso pode ser positivo para a sua equipe, para o cliente, o ambiente de trabalho e para você mesmo.

De acordo com o dicionário Michaelis, empatia é:

– Habilidade de imaginar-se no lugar de outra pessoa;
– Compreensão dos sentimentos, desejos, ideias e ações de outrem;
– Qualquer ato de envolvimento emocional em relação a uma pessoa, a um grupo e a uma cultura;
– Capacidade de interpretar padrões não verbais de comunicação;
– Sentimento que objetos externos provocam em uma pessoa.
– Segundo a neurociência, dentro do cérebro humano existem os neurônios espelhos. Esses neurônios espelham movimentos e emoções, é a parte do seu cérebro que fica mais ativa quando você está observando alguém fazendo qualquer coisa.

Para você entender melhor como isso funciona, vou citar um caso real. Na década de 1980, a norte americana Patricia Moore revolucionou o design dos eletrodomésticos depois de viver a rotina de uma senhora octogenária. Durante 3 anos (1979 a 1982), Patricia se vestiu como uma senhora de 85 anos. A personagem usava bandagens enroladas para mantê-la encurvada, talas nos braços e nas pernas para dificultar a flexibilidade, e calçados desiguais que a obrigada andar de maneira trôpega. Mas por que ela fez isso? A motivação de Patricia era entender o mundo pela visão de pessoas idosas, para saber quais eram os obstáculos reais da vida delas. A partir dessa experiência, ela desenhou eletrodomésticos mais acessíveis e desenvolveu uma série de produtos que beneficiaram todas os públicos, incluindo, é claro, senhoras de 80 anos.

O exemplo de Patricia Moore nos dias de hoje é um tanto quanto radical, pensando nos recursos que temos em mãos e toda a tecnologia existente. Mas a essência do experimento, o objetivo de “viver na pele” de outra pessoa, se não é passando pela mesma experiência, é por meio da empatia.

Em 2015, foi criado o Museu da Empatia (Empathy Museum) em Londres. Esse museu conta com 2 instalações: “A Mile in My Shoes” e “Human Library”. Com um formato de caixa de sapato, o “A Mile in My Shoes”, traz a proposta de te fazer sentir a experiência de como é viver, por alguns minutos, a vida de outra pessoa de uma forma inusitada: calçando os sapatos dela. Enquanto o “Human Library”, é uma biblioteca com todos os livros encapados de branco, cuja proposta é que você escolha um daqueles livros sem julgar pela capa, mas por meio de uma anotação sobre ele, onde o doador conta porque aquele livro é especial.

Vale lembrar que você não precisa ir até Londres para experienciar a empatia. Pequenas ações no cotidiano podem ajudar a se tornar alguém mais empático, tanto nas relações pessoais quanto nas profissionais, como veremos adiante nesse artigo.

Aplicando a empatia no dia a dia

Partindo desses dois exemplos, temos uma visão macro sobre como a empatia não é nenhuma novidade, e que existe espaço para ela no mundo. Mas pensando em trazer também esse assunto num contexto diário, fui conversar com 3 profissionais que são empáticos no cotidiano, e tratam isso com naturalidade.

O primeiro foi o Analista de UX da DB1 IT Services, Carlos Capel. Durante a nossa conversa, Carlos me explicou como acredita na necessidade da empatia dentro do trabalho de um profissional de UX, bem como de toda a equipe que desenvolve um novo software. Da importância que existe ao criar um sistema pensando na trajetória do usuário, ter empatia com o público-alvo de uma plataforma, por exemplo, é garantir que o software vai alcançar a satisfação de quem está usando, e provavelmente isso influenciará na percepção do cliente também.

Também bati um papo com a Lídia Garcia de Campos, Analista de Marketing Digital da DB1 Global Software. Com cerca de 7 anos de experiência na área comercial, Lídia trouxe para a nossa conversa sua forma de acreditar que empatia ajuda a melhorar o relacionamento com o cliente. A empatia fez com que ela entendesse melhor os clientes, cultivando uma relação de acolhimento, confiança e ajuda. Ter empatia com o cliente é entender as dores dele e suprir as dúvidas. Mesmo que ele não esteja no momento de fechar um negócio, ao desligar o telefone esse contato estará satisfeito com o atendimento a ponto de um dia voltar ou até mesmo indicar a solução para um amigo.

Por fim, conversei com o Gerente de Projetos da DB1 IT Services, Victor Cobo. Victor é um líder responsável por uma equipe com cerca de 15 pessoas, e falamos sobre como a empatia ajuda no processo de gestão da equipe. Dentre as diversas formas de aplicar a empatia dentro da equipe, um dos pontos principais levantados pelo gestor foi na resolução de conflitos.

É muito comum existir momentos de tensão dentro de algum projeto, e nessas horas é normal alguém perder a paciência, ou acabar falando mais do que deveria. Em momentos assim, é importante não assumir um lado da briga. A dica de Victor é: fazer uma análise da situação com um olhar neutro, como alguém de fora, e com empatia, a fim de entender o ocorrido. O segundo passo é trazer a empatia para a situação, fazendo que as pessoas envolvidas naquela discussão possam compreender a visão do colega de trabalho, para que exista uma melhor reflexão e compreensão do ocorrido.

Como praticar a empatia?

De acordo com a pesquisa da Neurocientistas, a empatia é influenciada em parte pela genética, mesmo assim ela pode ser aprendida e treinada. É possível desenvolver a empatia por meio de alguns estímulos, como:

– Ler livros de ficção, pois fazem com que você tenha que entender os personagens e os conflitos da história.
– Dançar em dupla, pois trabalha a comunicação não verbal.
– Observar as pessoas. Pode parecer bobeira, mas observar outras pessoas é uma forma de exercitar a empatia, pois os neurônios espelhos se mantem ativos e geram empatia pelos outros.
– Quer saber mais sobre a ciência por trás da empatia? O canal LifeHacker publicou um vídeo que traz uma explicação simples sobre como a neurociência entende o funcionamento da empatia de forma fisiológica.

Não confunda empatia com simpatia

Para finalizar, gostaria de destacar que empatia e simpatia não são a mesma coisa. O francês Gérard Jorland, pesquisador do Centro Nacional de Pesquisas Sociais em Paris, explica que empatia é a capacidade de se colocar no lugar do outro, a fim de entender os sentimentos, mesmo que não seja possível vivenciar as mesmas emoções. Enquanto a simpatia é vivenciar as emoções do outro sem se colocar no lugar dele. Existe um vídeo da The RSA (Royal Society for the Encouragement of Arts, Manufactures and Commerce) que explica sobre essa diferença.

Gustavo Takahashi – Formado em Publicidade e Propaganda pela UniCesumar, faz parte da equipe de Marketing da DB1 Global Software, atuando como Designer Gráfico e Audiovisual. Se interessa por assuntos sobre tecnologia, comunicação, comportamento e smart cities.

Fonte: administradores.com.br

A chave para uma liderança melhor, segundo esses gurus indianos

Raj Sisodia e Nilima Bath defendem a construção de líderanças “mais femininas”, o que melhoraria níveis de depressão e estresse nas empresas

Pergunte a dois indianos por que o mundo corporativo, depois de engolir tantos livros, teses e pensadores, precisa falar de novo tipo de liderança. Se os indianos no caso, forem Raj Sisodia, fundador do Capitalismo Consciente, e Nilima Bath, coach, palestrante e professora de ioga, a resposta não será simples. Tampouco virá “sem energia”. A dupla buscou inspiração em uma tradição indiana, a Shakti [entidade que move o Universo, gera a vida e significa poder] para definir o que considera, em tempos de turbulências e grandes mudanças, uma liderança positiva e consciente.

Publicada no livro Liderança Shakti: o equilíbrio do poder feminino e masculino nos negócios, a tese deles é que a liderança predominante na economia e até na política, até o século XXI, baseia-se em aspectos do “poder masculino”. Ou seja, uma liderança pautada em valores positivos, como coragem e resiliência, mas também negativos, como a competitividade, controle e combate. “A forma antiga de liderar, que persiste há milhares de anos, gerou enorme progresso material, mas também muito sofrimento”, diz Raj Sisodia à Época NEGÓCIOS. O predomínio dessas características, diz Sisodia, ajuda a criar ambientes de pressão, com maiores níveis de estresse, ansiedade e depressão. O que estaria faltando nas empresas é a tal da “energia feminina” — manifestada por características como empatia, compaixão e criatividade.

Para Sisodia e Bath, um líder consciente (seja homem ou mulher) é aquele que busca e consegue praticar um equilíbrio entre os poderes femininos e masculinos. “Esse líder é capaz de caminhar entre qualidades díspares, como empatia e resiliência, de modo a tomar a melhor decisão para aquele momento”, diz Nilima Bath à reportagem. Ao equilibrar poderes e energias, o líder consciente, segundo eles, não agirá imprimindo seu poder sobre os outros, em nome de seus próprios interesses ou baseado no comando e controle. É um líder que criará um ambiente onde as pessoas terão “boa performance e não burnout”, segundo Raj.

A chave para desenvolver essa liderança mais equilibrada perpassa uma transformação interna, cultivando aquilo que Nilima define como “presença”. “É um estado de concentração onde você está calmo, centrado e equilibrado, a despeito das turbulências ao seu redor”, diz. Assim como a ioga, é preciso praticar a presença para evoluir. Isso inclui exercícios de mindfulness, por exemplo, e reflexões sobre a posição de poder do líder (“você exerce um poder baseado em privilégios”?), seu comportamento (“você é flexível na hora de agir?”) e a congruência de suas ações (“você toma decisões alinhadas ao seus valores e crenças?”).

Na visão deles, a liderança consciente, baseada no modelo Shakti, só é possível de ser praticada sob determinadas condições e que envolvem um propósito maior do negócio. “Se você é uma pessoa egoísta, que usa as outras para atingir seus objetivos, então você não é um líder. Você é um tirano e vemos muitos assim nas empresas, somente em busca de dinheiro e poder. Não sei se vão querer mudar.” Para Nilima, a vontade de mudar desponta em momentos de crise, onde a estratégia do líder para sua empresa precisa ser revista.

É natural pensar que a difusão dessa “energia feminina” nas empresas, contribuindo para a criação de mais líderes conscientes, depende da inclusão de mais mulheres na liderança. Mas não é só isso, defendem os indianos. “Precisamos de equidade, claro, mas precisamos trazer à tona as mulheres e tudo aquilo que elas representam: compaixão, leveza, suavidade, beleza, cuidados. O líder homem precisa absorver esses novos aspectos e mentalidade”. Do contrário, defende Sisodia, serão criados polos de poder, onde a competição pode aumentar, criando até uma espécie de “batalha de sexos”. “Precisamos de mais mulheres no poder, mas os homens que já estão lá precisam aprender com elas, cultivar novas formas de agir.”

Fonte: epocanegocios.globo.com

Como responder a estas 10 perguntas difíceis em entrevistas de emprego

Qual personagem histórico você convidaria para jantar e por quê? Que parte do jornal você leria primeiro? Confira alguns conselhos para se sair bem no processo seletivo

A entrevista de emprego é um dos momentos mais importantes para quem está em busca da tão sonhada vaga. É comum imaginarmos algumas perguntas que certamente estarão no roteiro do entrevistador, mas sempre há chances de nos depararmos com algumas questões perigosas e difíceis de responder.Confira alguns conselhos do coach de carreira Hallie Crawford ao site Fast Company e saiba como passar por todas elas sem entrar em pânico.

Se o seu empregador atual fizesse uma festa de aniversário para você, quais 5 palavras escritas no bolo o descreveria melhor?
Pode parecer uma pergunta boba, mas ela pode revelar quais as suas percepções sobre o que seu gerente acha de você. Por isso, antes de responder, pergunte-se como seus colegas o descreveriam e qual foi o último elogio que você recebeu do seu gerente. Nesse momento, a criatividade na resposta também pode ajudar, mas não exagere, sugere Crawford: “Você não quer dar a impressão de que seu bolo de aniversário seria muito grande”, diz ela, “então tente manter as palavras curtas e doces.”

Qual personagem histórico você convidaria para jantar e por quê?
Pense em quem você admira. Pode ser um escritor, um ator, um cientista ou algum nome destaque do setor em que você trabalha. Em seguida, reflita sobre o que mais você aprecia em suas realizações e como essa pessoa te inspira. Por que você gostaria de ser amigo desta pessoa? Use esses elementos ao responder.

Nomeia uma marca que represente você como pessoa.
Não é uma marca que você ama, mas uma que incorpore quem você é. Crawford aconselha pensar em seus principais valores pessoais e em marcas que teriam esses mesmos valores. Se os seus valores éticos incluem o respeito ao meio ambiente e aos animais, pense em empresas que criem produtos recicláveis ou biodegradáveis ou que não realizem testes em animais, por exemplo. Conte sobre os valores que você compartilha com a marca por que eles são importantes para você.

Descreva uma situação em que você tivesse de tomar uma decisão mesmo sem ter todas as informações necessárias.
Se você se preparou para a entrevista, certamente deve ter algumas das suas principais realizações em mente. Use uma delas para descrever a situação, quais informações faltavam e os resultados alcançados. Assim, você mostrará ao recrutador o quanto você pode ser perseverante.

Venda-me uma ideia, e me venda o oposto da ideia.
Crawford sugere perguntar ao recrutador se eles têm uma ideia específica em mente. Se não, considere uma ideia que você teve recentemente ou chegou a discuti-la com sua equipe. Pense nos argumentos contra ou a favor no momento em que ela foi apresentada e atente-se para parecer o mais convincente possível. Com isso, o recrutador saberá se você é capaz de apresentar ideias para a sua equipe, mesmo que não concorde coma ideia.

Um dos seus colegas de trabalho tem um algum hábito irritante e que está prejudicando seu trabalho, como você resolve?
Esse tipo de pergunta é feita para mostrar como você lida com os outros. Busque exemplos de situações da vida real, se possível, e penso no que o incomodou. Existe uma maneira mais eficaz de lidar com a situação se isso acontecer de novo? Conte sobre o hábito irritante e quais medidas você tomaria para tentar resolver a situação, e claro, mantendo um bom relacionamento com seu colega de trabalho.

Que parte do jornal você leria primeiro?
Perguntas como esta permitem conhecê-lo melhor como pessoa, e respondê-la não é tão simples quanto parece. Uma dica é pensar na editoria que você mais gosta (tecnologia, moda, esporte, etc.), e se existe uma maneira de ligar isto à sua vida profissional. Por exemplo, se você gosta de tecnologia, você pode explicar que o seu gosto sobre esse assunto significa que gosta de aprender a fazer coisas novas, está aberto a mudanças e se mantêm atualizado nas tendências atuais.

Deixe seu currículo de lado e diga o que faz você ser quem você é
Outra pergunta com o intuito de conhece-lo melhor. Nada de repetir o resumo do currículo ou do LinkedIn. Em vez disso, você pode contar a história por trás do seu início no setor em que trabalha ou por que o seu projeto ou sua proposta de venda é uma ideia única. Uma outra alternativa é explicar seus três principais valores e por que eles são tão importantes para você.

O que há de errado com o seu empregador anterior ou atual?
Este tipo de pergunta não é feita para que você fale mal das empresas que já trabalhou, mas para descobrir por que você está procurando um novo emprego. Você está buscando uma posição mais desafiadora ou mais oportunidades de crescimento que a sua empresa atual não proporciona? Conte isso ao recrutador.

Conte-me sobre o pior gerente que você já teve.
Antes de criticar seu chefe, lembre-se de que o recrutador tem seu currículo e sabe onde você trabalhou. Uma alternativa é explicar sobre um estilo de liderança que não é a ideal para você, e caso não tenha tido algum chefe ruim, não invente. Deixe o recrutador saber o quão honesta foi sua relação com seus chefes anteriores e que você é capaz de trabalhar com diferentes estilos de personalidade e gerenciamento.

Fonte: epocanegocios.globo.com

Networking: é possível aprender e desenvolver esta habilidade?

Mesmo que uma pessoa seja mais experiente, é possível trocar e aprender algo com a outra

Networking é a capacidade de criar e estabelecer uma rede de contatos. Ele funciona como um sistema de suporte onde se exercita o compartilhamento de informações, conteúdos e até serviços entre indivíduos ou grupos que têm interesses em comuns.

Quando existe um sentido de reciprocidade, o benefício é mútuo. Mesmo que uma pessoa seja mais experiente, é possível trocar e aprender algo com a outra.

É importante ressaltar que networking não é apenas conseguir novos contatos, mas também manter os já realizados. Além disso, no networking é mais importante a qualidade do que a quantidade de sua rede.

Segundo o administrador de empresas e palestrante Max Gehringer, networking é “uma questão de paciência e não urgência”. Ou seja, não é apropriado e nem recomendado, conhecer uma pessoa e imediatamente entregar o seu currículo ou tentar vender um serviço ou produto.

O networking na era das redes sociais ganhou agilidade e cresceu em importância, e este fenômeno também revolucionou o contexto atual do mercado de trabalho. Não existem mais barreiras para se comunicar e chegar até as pessoas e empresas.

Porém, não é recomendável entrar no LinkedIn e Facebook, convidar e adicionar todo mundo. Para criar, desenvolver e gerenciar uma boa rede profissional, não basta elevar o número de contatos. As interações e trocas são fundamentais. A velha questão sobre quantidade x qualidade também deve ser considerada.

A equação de sucesso é cultivar conexões genuínas. Sua rede pode ser ampliada de forma espontânea, consistente, e principalmente, que cause boa impressão. Concentre-se em escutar e focar sua atenção em pessoas que você vê potencial de relacionamento futuro, seja como fornecedor, parceiro de negócios, sócio ou funcionário.

Para o empreendedor, o networking pode ser fundamental para o crescimento do seu negócio. É um processo de construção de amizades motivada por interesses mútuos e possíveis atuações em redes colaborativas.

Cultivando conexões genuínas, com o tempo e um pouco de prática, seu capital social se torna cada vez mais valioso, expandindo sua capacidade de formar relacionamentos sólidos, pessoais e profissionais.

Ressalto três regras básicas e fundamentais para fazer, expandir e viver o seu Networking com satisfação e resultados positivos:

Definir seus objetivos

É fundamental ter clareza sobre aquilo que se espera. O networking é utilizado para se aproximar das pessoas e empresas certas, alavancar a carreira e o seu negócio.

O que você busca a curto, médio e longo prazo? Uma promoção? Um cargo de liderança? Mudar de área ou de atuação? Se tornar um empreendedor?

O método SMART (S=Específico M=Mensurável A=Atingível R=Relevante e T=Temporal) é uma ferramenta valiosa para definir metas. Recomendo que a utilize para explicitar seus objetivos. Com certeza te ajudará neste desafio.

Ser verdadeiro, sincero e autêntico

Hoje, a criação de networking acontece simultaneamente no mundo off-line e on-line. É possível criar uma rede a partir de um evento presencial, online, utilizando o LinkedIn, Facebook e outras ferramentas da internet.

A autenticidade e a sinceridade são características que mais influenciam na hora de criar e manter contatos. Estas atitudes ajudam a aproximar pessoas que tenham os mesmos os objetivos e interesses que os seus.

O inverso também é verdadeiro. Conectar-se com pessoas diferentes pode te tirar da “zona de conforto”, questionar, complementar e agregar na sua trajetória, abrindo espaço para novos aprendizados, interações e relações.

Sua imagem e postura no mundo virtual deverão representar aquilo que você é na vida real. Não caia na armadilha e tentação de criar um personagem falso. Estas atitudes te levarão ao descrédito.

Buscar o aprendizado contínuo

Uma pessoa com bons relacionamentos é simpática e curiosa, além de ter interesse pelo aprendizado e descobertas. Estas atitudes só aumentarão seu repertório e conteúdo, e sem dúvida o seu networking.

Participe de grupos, workshop, associações e cursos de sua área e de seu interesse, para que possa aprofundar seus conhecimentos e adquirir novos.

E por último, acesse o módulo “abundância”. Abasteça-se de conhecimento e compartilhe. Você verá que a espontaneidade e a fluidez do networking genuíno serão férteis e gratificantes.

Boa sorte!

Tânia Ludovico – Executiva de RH na innovativa executivos associados.

Fonte: administradores.com.br

6 livros que todo profissional de RH deve ler

A leitura é essencial para quem quer expandir os conhecimentos e enfrentar os desafios do setor

Estar antenado e se atualizar em sua área é imprescindível para o profissional que deseja se destacar no mercado. A necessidade de reciclagem está ainda mais latente no campo de Recursos Humanos que, hoje, passa por um processo de transformação, no qual novas tecnologias, processos e estratégias estão inundando a vida dos RHs de forma cada vez mais presente.

Pensando nisso, listo, abaixo, seis livros sobre gestão de pessoas, comportamento humano e negócios para gerar inspiração e impacto no dia-a-dia dos profissionais que atuam e desejam se especializar na área. Confira:

Gestão de Pessoas

The Power of People (Jonathan Ferrar, Sheri Feinzig, Nigel Guenole)

Se você quer começar a usar dados para melhorar os resultados dos recursos humanos da sua empresa, este é um dos principais livros de RH que você precisa ler. Nesta obra, os três grandes especialistas em análise da força de trabalho trazem estudos de caso que vivenciaram e tudo o que aprenderam em anos de trabalho com People Analytics. Você aprenderá por onde começar, como gerar resultado rapidamente, quais são as melhores práticas e como gerar ainda mais valor, trazendo uma mentalidade analítica para todo o RH. The Power of People é inestimável para os executivos de Recursos Humanos que estabelecem ou lideram funções analíticas.

Scrum: A arte de fazer o dobro do trabalho na metade do tempo (Jeff Sutherland)

Você acredita que o seu trabalho e o dos seus colaboradores não são tão produtivos como poderiam ser? Então leia este livro. Scrum é um método prático e incrível que surgiu no meio de tecnologia, mas que pode muito bem ser transposto para qualquer área de uma empresa. Desde o advento do método, já foram registrados ganhos de produtividade de até 1.200%. Aprenda a organizar melhor seus projetos e equipes, e, a melhorar a produtividade dos projetos da sua companhia, tudo o que precisa para levar a metodologia ágil das startups para a sua área de RH.

Comportamento Humano

Criatividade S/A (Ed Catmull)

Sabe qual é a fórmula de sucesso por trás de filmes que adoramos como Toy Story ou Procurando Nemo? O autor desse livro nos mostra isso, através da trajetória da Pixar, empresa que ele fundou junto com Steve Jobs. Ele conta com detalhes como se pode construir uma cultura de criatividade num ambiente corporativo, que nem sempre dá abertura a isso, e, como essa cultura pode ajudar uma empresa a se tornar bem sucedida.

Reinvente sua Empresa (David Heinemeier Hansson)

Já pensou que fazer menos coisas pode impulsionar um crescimento maior para sua empresa? Parece estranho, não é? Mas é isso que os autores deste livro mostram com suas experiências em negócios bem sucedidos. Eles criticam várias ideias tradicionais, criticam os workaholics e pregam a ideia de que você deve produzir poucas coisas muito boas, ao invés de muitas coisas razoáveis.

Negócios

Empresas Feitas para Vencer (James C. Collins)

Nesta obra incrível, Jim Collins se propõe a responder quais são os fatores que fazem empresas boas, medíocres e até as ruins se transformarem em empresas que têm um sucesso duradouro. A partir de uma pesquisa extensa ele nos traz exemplos, muitas vezes contra intuitivos, que podem ser aplicados na cultura de uma companhia desde sua criação para que ela possa atingir a excelência.

A Startup Enxuta (Eric Ries)

Aposto que se você não trabalha em uma startup deve estar pensando que pode pular esta obra, afinal os ensinamentos aqui não valeriam para empresas grandes e bem estabelecidas, não é? Mas é aí que você se engana. “A Startup Enxuta” mostra uma nova forma de abordar problemas e projetos, que pode ser aplicada tanto em empresas de garagem como por profissionais inovadores em empresas grandes, e que traz muito mais agilidade e menos desperdício de esforço.

Com estas dicas tenho certeza que vocêenf, assim como estará mais preparado para enfrentar os desafios do setor e conseguirá absorver os benefícios que a inovação e a tecnologia podem trazer à sua rotina de trabalho.

Mariana Dias – Formada em Administração pela USP e tem especialização em Empreendedorismo e Inovação pela Universidade de Stanford.

Fonte: administradores.com.br