Método Pomodoro pode potencializar sua concentração

A grande proposta da metodologia é, não só otimizar o tempo, mas também organizar melhor o dia a dia

size_810_16_9_timer-de-cozinha

Apesar de o nome ser mais conhecido pelos deliciosos molhos de tomate – afinal, pomodoro em italiano significa “tomate” -, a técnica nada tem a ver com a receita.

Foi assim que o criador dela, o italiano Francesco Cirillo, resolveu chamá-la, após usar um timer de cozinha no formato do fruto para gerenciar seu tempo.

A base desse método é, basicamente, dividir o trabalho em blocos, dedicando um período específico para cada atividade, seguido de uma pausa rápida. Dessa forma, você consegue se manter totalmente focado durante o prazo proposto e executar ainda melhor suas funções.

Publicidade

Após muitas pesquisas, Francesco concluiu que 25 minutos são o ideal para cada bloco, também chamados de “pomodoros”. E, passado esse ciclo, você deve fazer uma pausa de cinco minutos. Ao final de quatro pomodoros, dê um descanso maior para o seu cérebro: 30 minutos.

A grande proposta da metodologia é, não só otimizar o tempo, mas também organizar melhor o dia a dia. Para não se frustrar, a dica é separar as tarefas em pomodoros que são viáveis de ocorrerem nesses 25 minutos – nem um a mais, nem um a menos.

Essa noção vem da tentativa e erro: é mais fácil criar sua divisão e estudar quanto tempo você leva para finalizar cada uma das tarefas – ou melhor, quantos pomodoros.

Ah, nem precisa dizer que você precisa desligar o WhatsApp, Facebook, Instagram e tudo mais que causa distrações.

Uma das maiores dificuldades é que você tem de realizar as atividades sem absolutamente nenhuma interrupção – só parar se for uma emergência.

O chefe chamando (ou sua mãe, enquanto estuda) ou um telefonema importantíssimo, por exemplo, não podem ser ignorados. Aí você para o cronômetro – que não precisa ser um tomatinho, claro – e recomeça quando puder terminar sem ser interrompida.

Aliás, falando em pausa, esses cinco minutos podem, muito bem, se adaptarem à sua necessidade. Se a atividade foi mentalmente mais exaustiva, vale dar uma esticadinha para não começar a próxima tão cansado. Só não deixe para amanhã!

O ideal mesmo é você ir testando o método, ajustando conforme sua necessidade de tempo e pausas específicas. É ruim estar todo empolgado com algo, produzindo ~loucamente~ e “ter que” parar, porque acabou o tempo.

Então, para evitar esse tipo de situação, adapte os 25 minutos ao tipo de atividade que você se propõe a fazer. Escrever uma redação, por exemplo, requer, no mínimo, uma hora – a inspiração nem sempre aparece, assim, logo de cara!

O método Pomodoro é uma forma simples, barata e rápida de treinar sua concentração, bem como conhecer seus limites. A proposta inicial não é tão longa assim, o que facilita bastante a adesão da técnica. Afinal, 25 minutos longe do celular não matam ninguém, não é?

Fonte: Exame.com

Como reter talentos líquidos?

Os tempos de liquidez nos mostram que a mobilidade é um dos principais desafios que as corporações precisam lidar na atualidade

noticia_113207

Identificar pessoas na quantidade e com as competências certas é essencial para o sucesso de toda empresa. É a qualidade da equipe que vai determinar o êxito, ou não, da companhia. Na Era da liquidez, em que cada vez mais os profissionais priorizam a mobilidade, um dos grandes desafios das corporações é mantê-los inspirados para permanecerem. Mas, afinal, como criar um ambiente de trabalho diferenciado para reter colaboradores com este perfil?

Talentos líquidos prezam, acima de tudo, por liberdade e não concebem um clima organizacional burocrático, pouco transparente ou sem abertura ao diálogo. Além disso, eles precisam se identificar com os valores da companhia onde trabalham para, realmente, estabelecerem laços. A mensagem institucional, portanto, deve ser clara e objetiva, sobretudo, em relação à mobilidade.

É necessário transmitir que a organização está de braços abertos para a troca de áreas, de função e até mesmo de uma empresa para outra dentro do próprio grupo, incluindo suas filiais em cidades ou em países diferentes. Uma política mais restritiva relacionada a isso, pelo contrário, propicia a fuga deles que, muitas vezes, vão direto à concorrência, onde acreditam haver um clima corporativo mais inovador e participativo. Daí a importância de se ter uma comunicação específica para eles.

Por conhecerem o seu potencial, os talentos líquidos sabem o que devem fazer para realizar suas tarefas cada vez melhor e de maneira mais eficaz. E não gastam tempo e energia em um local no qual não acreditam ou não enxergam possibilidades reais de crescimento, mas, principalmente, de mudanças. Em contrapartida, esperam ter um acompanhamento constante de seu desempenho, após feedbacks regulares, com o reconhecimento adequado.

Bem mais do que apoiar e estimular, é fundamental promover realmente a mobilidade dentro da companhia. Programas que identifiquem não somente o perfil profissional de cada funcionário, como também o de aspirações e o de potenciais compõem o mapa das oportunidades que legitima o acesso às novas trajetórias dos talentos.

Regras, no entanto, devem ser seguidas para que o desejo por mudanças destes profissionais não acabe por desestruturar a organização. A pressa desmedida deles em mudar, muitas vezes, é maior do que o período de lapidação de seus talentos, o que pode comprometer o desenvolvimento e o aprendizado em pouco tempo. É preciso, por isso, realizar cada transição com calma, não encurtando os caminhos, garantindo, assim, a mobilidade correta, tanto para eles quanto para a empresa.

Os tempos de liquidez nos mostram que a mobilidade é um dos principais desafios que as corporações precisam lidar na atualidade.

 E que, para serem bem sucedidas, é preciso não somente se adequar ao perfil destes novos profissionais, mas, acima de tudo, apostarem neste fator para inovarem processos e aperfeiçoarem sua comunicação. Por desejarem liberdade para o desempenho de suas habilidades, estes talentos apontam que é necessário espaço, ainda que controlado estrategicamente, para se desenvolverem, criando, assim, cada vez mais laços para desejarem, de fator, permanecer em longo prazo.
Fonte: Administradores.com

Como lidar com uma oferta irrecusável estando trabalhando

Como agir? Contar ou não contar na empresa o que está acontecendo?

noticia_109966

Um dia você está trabalhando tranquilamente quando recebe uma mensagem convocando para um processo seletivo em uma outra empresa. É bom estar preparado, uma vez que essa situação pode acontecer mesmo que você nem esteja buscando tal oportunidade, por inúmeras razões – desde uma indicação de conhecido até uma empresa de recursos humanos encontrar o seu currículo.

E agora? Como agir? Contar ou não contar na empresa o que está acontecendo?

 A responsável pela qualidade da NOSSA Gestão de Pessoas e Serviços, Thaisa Batista, entende que o candidato tem que ter sim o seu plano pessoal e profissional definido. No momento em que ele recebe uma oportunidade, cabe um momento de análise do contexto da empresa, dele inserido em suas funções e fazer uma auto análise se ele está feliz hoje onde ele está:

“Quando se recebe uma proposta de trabalho ou quando se faz uma oferta, como ocorre praticamente todos os dias aqui na NOSSA, não há muitas informações para passar em um primeiro momento. É um processo seletivo, portanto não há garantia de vaga. Ainda não há informações sobre qual é a expectativa da contratação e nem como serão as atividades exercidas na rotina de trabalho. Tudo precisa ser levado em consideração na hora de pensar em fazer esta escolha.” alerta Thaisa.

Avisar ou não aos superiores?
Sobre comunicar a empresa que está buscando uma nova oportunidade fora dela ou mesmo que recebeu uma oferta, a especialista afirma que tudo vai depender muito do relacionamento entre este profissional e o seu gestor direto ou com a empresa:

“Se for percebido que a empresa é muito fechada e ela não entende que este profissional precisa buscar novas oportunidades para crescer mesmo que seja em outra empresa, eu acredito que não vale a pena contar. Mas uma empresa que pensa no bem dos funcionários, independente se for dentro ou fora da empresa, aí sim vale a pena comentar a proposta. Vale até mesmo discutir se haverá realmente essa nova oportunidade de crescimento na carreira.”

Thaisa explica que muitas vezes essas oportunidades aparecem quando o colaborador nem está buscando uma nova vaga e muito menos está pretendendo sair da empresa naquele momento, porém quando ele recebe uma oferta, pode conversar com seus gestores para saber como ele é visto dentro da organização e se ele pode ter novas oportunidades ali dentro mesmo. Desta maneira é possível aferir a real possibilidade dele deixar o posto que ocupa em busca de uma nova chance.

Confira algumas dicas para lidar com novas propostas
– Procure conhecer bem a empresa que está te buscando. Se tiver amigos ou parentes que trabalham nesta outra empresa, vale conversar com eles para saber sobre o ambiente;
– Compare e analise não só os desafios laborais, mas também o salário atual com o que lhe foi proposto e os demais benefícios;
– Liste possibilidades de evolução profissional nesta nova empresa como intercâmbios, subsídio para educação, etc;
– Durante a entrevista aproveite para tirar o máximo de informações sobre o que eles esperam de você e quais serão as suas responsabilidades;
– Conseguiu a nova oportunidade? Agora concilie a mudança e negocie um prazo para sair da atual empresa e assumir a vaga conquistada. Deixe sempre as portas da empresa em que você está deixando abertas;
– Se durante o processo de seleção o candidato perceber que a nova oportunidade não é tão vantajosa quanto a atual, o melhor é ficar onde está. Neste momento é importante conversar com seus superiores a respeito do que aconteceu e o que motivou a permanência na empresa. Uma conversa mais franca sempre pode render novas oportunidades ou melhorias em seu trabalho.

Fonte: Administradores.com

Nunca diga ao chefe estas frases na avaliação de desempenho

Não gostou do feedback? Resista ao ímpeto de soltar algumas frases que podem surgir na cabeça nesse momento

size_810_16_9_executivo_boca

São Paulo – Revelar a frustração e colocar em prática a atitude defensiva é tentador depois de receber críticas ao seu desempenho durante a reunião de avaliação com o chefe. No entanto, (e obviamente) é mais vantajoso resistir a este comportamento instigante, segundo Michael Kerr, autor do livro The Humor Advantage (A Vantagem do Humor), em reportagem no Business Insider.

Mais indicado do que se contorcer de desconforto é respirar fundo e mostrar ao gestor que você está atento à mensagem e interessado em aprender com ela.

E quando o profissional discorda radicalmente do que é dito por seu chefe? Ao fim da reunião agradeça, diga, porém, que não tem certeza se está de acordo com aquele feedback, peça tempo para pensar e pergunte pela possibilidade de um novo encontro depois de uma semana, indica Kerr. Nada como o tempo para tornar a conversa mais produtiva e menos reativa.

Confira as frases que segundo o especialista é melhor riscar do seu repertório em reuniões de feedback para manter uma boa relação no trabalho.

1. “Mas isso não está no meu job description” ou “ isso não é responsabilidade minha”

O risco é parecer preguiçoso. Segundo Kerr, o gestor vai entender que há mais preocupação em diminuir responsabilidades do que ajudar a empresa a suceder. As empresas buscam justamente pessoas dispostas a fazer o que for preciso sem se preocupar sobre de quem é a responsabilidade.

2. “Não sou pago para isso” ou “ não sou pago o suficiente para”

Mais uma vez a imagem que vai marcar a memória do gestor é de uma pessoa que quer fazer menos ou o mínimo que lhe é requisitado.

3. Se você acha que eu sou ruim, você deveria prestar atenção ao….

Quem escolhe falar isso ao chefe se mostra mesquinho, tentando transferir a culpa ou dando desculpas, segundo Michael Kerr. Mantenha o foco no seu desempenho em vez de falar dos outros durante a reunião.

4. “É o que todo mundo me diz”, “é o que meu último chefe disse também” ou “ sim, já ouvi isso antes”

Dá a ideia de impermeabilidade a feedback ou de incapacidade para mudar um comportamento, segundo o especialista. Se o que seu chefe fala já foi dito a você, considere, ao menos, que essa é uma percepção comum sobre você e trabalhe para corrigir sua atitude, aconselha Kerr.

5. “ Gostaria que tivesse me dito isso antes”

Não é grave mas é inadequada. Melhor sair do passado e voltar-se para o futuro. Kerr sugere frases como “estou feliz por saber disso agora” ou “definitivamente vou trabalhar nessa questão para o futuro”.

6. “Posso fazer críticas construtivas a você, agora?”

Se avaliar o chefe não é parte oficial da reunião de análise de desempenho na sua empresa, criticá-lo só vai expor o clima defensivo que se instalou sobre você, segundo o especialista. De acordo com Kerr, não há problema em expressar seus pensamentos e preocupações e se o chefe pede uma avaliação sua do desempenho dele não há porque não falar, mas há que se tomar muito cuidado para não ofendê-lo.

7. “Eu acho que você está sendo crítico demais”

Mesmo que seja verdade, a imagem que você vai transmitir ao dizer isso ao chefe, de acordo com Kerr, é que não quer aceitar a responsabilidade ou que não dá importância a detalhes. É melhor colocar mais atenção no que é realmente importante, indica o autor.

Fonte: Exame.com

9 dicas para conseguir emprego em época de crise

Dica número #3: seja criativo. As empresas recebem muitos currículos, todos iguais, tente se destacar

noticia_113047

Em período de crise, entrar no mercado de trabalho ou reconquistar um emprego é ainda mais complicado. Mas algumas atitudes podem dar um empurrãozinho para está empenhado nessa missão. Confira as dicas da consultora de RH Michelle Digiácomo, proprietária da Contato Gestão de Pessoas:

1. Diferencie-se
Isso vale principalmente para o comportamento. As empresas buscam pessoas com autonomia e iniciativa para fazer as coisas. Muitas empresas têm porte pequeno, por isso precisam de pessoas com atitude para resolver problemas e desempenhar tarefas variadas.

2. Atualize seu currículo
Deixe-o direcionado para as vagas que está buscando, descreva as atividades mais importantes que exerceu em suas experiências, corrija várias vezes a ortografia e a gramática (acredite, isso faz diferença).

3. Seja criativo
As empresas recebem muitos currículos, todos iguais. Um currículo que destaca um bom resultado que o candidato alcançou em outra empresa, alguma inovação, vai chamar mais a atenção dos avaliadores. Algumas pessoas enviam vídeo ou criam um design diferenciado. Outros canais importantes para chegar às empresas são o Facebook e o LinkedIn.

4. Capacite-se
Avalie a possibilidade de fazer cursos para se atualizar na sua área. Aqui você vai pensar: “Mas estou desempregado, como vou pagar cursos!” Primeiro, tire a venda da negatividade dos olhos e vá até o Google e escreva – Cursos Gratuitos. Pesquise, sempre vai ter algo relacionado à sua área que poderá fazer.

5. Informe-se
A internet oferece a possibilidade de acesso a diversos conteúdos informativos de maneira gratuita. Portanto, utilize seu tempo livre para ler artigos, textos e notícias sobre assuntos da sua área de atuação. Isso vai ajudar no momento da entrevista de emprego, quando você poderá mostrar-se atualizado e interessado pelo conhecimento.

6. Mostre-se
Não adianta se qualificar e cruzar os braços à espera de trabalho. O profissional competitivo é proativo e corre atrás das oportunidades. Inscreva-se nos sites de emprego na internet, acompanhe os jornais e comunidades na internet relacionadas à sua área de atuação. Também encaminhe seu currículo a pessoas que você conhece que podem ter conhecimento de algumas oportunidades.

7. Crie e mantenha um bom networking
Faça contatos nas redes sociais (LinkedIn é uma ótima opção), acompanhe empresas relacionadas a sua área de trabalho, seja participativo com postagens, artigos e divulgações, mostre-se.

8. Prepare um bom currículo
O ideal é que tenha uma, no máximo duas páginas. Os itens mais avaliados por recrutadores são as experiências profissionais e os conhecimentos. Essa parte tem que estar impecável. É preciso detalhar quais foram suas atividades nas determinadas experiências e qual foi o período (mês e ano que entrou e saiu da empresa). Imprescindível também detalhar seu conhecimento técnico. Vale compartilhar os resultados alcançados nos últimos empregos, principalmente quando se trata de vagas para a área comercial. Não é necessário escrever endereço completo, RG e CPF, nome de pai, mãe, título de eleitor… Recomendo colocar nome completo, idade, bairro, e-mail e telefone.

9. Prepare-se para a entrevista de emprego
Pesquise sobre a empresa, faça uma lista de perguntas que possam ser feitas e tente respondê-las. Na hora da entrevista, chegue com antecedência, vista-se adequadamente e mantenha o celular desligado. Responda às perguntas de forma tranquila, sem mentiras ou exageros, aponte os pontos fortes e fracos de maneira sincera e especifique as qualidades para o cargo. Identifique as situações em que observou fraquezas e as melhorou. Nunca minta, não comente sobre problemas pessoais, nem fale mal dos colegas ou da empresa anterior. Não exagere nas qualidades. Por fim, mesmo que esteja nervoso, tente ser você mesmo encare a entrevista como uma conversa com o entrevistador.

Fonte: Administradores.com

5 estratégias para descomplicar a procura por emprego

Para especialistas, o processo exige autoconhecimento e deve ser encarado como um projeto

size_810_16_9_entrevista-de-emprego

São Paulo – Entre uma infinidade de e-mails sem respostas e a ansiedade de se colocar no mercado, procurar um novo emprego pode ser tarefa tão desesperadora quanto conturbada.

Porém, algumas estratégias simples podem tornar a busca mais organizada eficiente. Lembre-se: nessa hora, é vital não desperdiçar tempo.

 O caminho requer dedicação e autoconhecimento. Segundo Isis Borge, gerente de divisão da Robert Half, todo o processo deve ser encarado como um projeto, com cronograma e tempo reservado para as tarefas.

Já Adriana Gomes, consultora de carreira e editora do site Vida e Carreira, diz que o primeiro passo para se candidatar a vagas é conhecer seus pontos fortes.

Confira as dicas das especialistas para descomplicar e acelerar o processo de recolocação em cinco etapas:

1. Encontrar sua área foco

Que tipo de vaga você está procurando? Parece óbvio, mas essa é a parte mais importante na hora de procurar um novo emprego – e a mais difícil.

A dica de Adriana Gomes é começar o processo achando o seu foco no que diz respeito à área de atuação: “Não existe vaga de ‘qualquer coisa’. Para buscar uma vaga, você precisa saber quais são as suas competências”.

Quando encontrar o seu perfil, as especialistas também recomendam definir as empresas em que deseja trabalhar e que estejam dentro da sua área.

2. Currículo pronto para envio

Após definir o que você quer como profissional, chegou a hora de reformatar o seu currículo. Segundo Isis, o documento deve ser claro, direto e sem foto: “os recrutadores usam filtros eletrônicos, então é importante que seu currículo tenha palavras-chave relacionadas à vaga desejada”.

Depois, ela recomenda sempre ter o CV sempre à mão, pronto para mandar por e-mail, quando uma vaga aparecer ou o RH entrar em contato. A gerente da Robert Half frisa a importância de uma resposta rápida para não perder oportunidades.

3. A hora da ação!

Com tudo pronto, chega a hora de fazer contato e mandar e-mails. A partir da relação de empresas desejadas, as duas especialistas recomendam usar a sua rede de contatos: o famoso networking.

Entre seus conhecidos, amigos, professores e colegas de trabalho, você pode sondar quem trabalha nas suas empresas alvo. Vale divulgar que está em busca de uma oportunidade profissional, buscar conselhos e pedir contatos. “Um dos maiores erros”, diz Isis Borge, “é ser tímido na hora de pedir ajuda e não explorar sua rede”.

A gerente também indica buscar feiras relacionadas ao seu setor, para ver palestras e apresentar seu cartão de visita para representantes de empresas do seu interesse. “Dá para conhecer muitas empresas em uma tarde só”, afirma a gerente.

4. Defina um cronograma

A tarefa deve ser encarada como um projeto, então é necessário reservar um tempo para que ele tenha andamento. “É para colocar na agenda e fixar como obrigação”, diz a gerente da Robert Half.

Ter controle do seu progresso também é importante, com metas semanais determinadas e mantendo contatos e respostas atualizados.

Na hora de cobrar o recrutador ou RH, vale o cuidado para não ser inconveniente. Se existir a vaga, o contato pode ser em cinco dias ou uma semana, para dar tempo de avaliarem o currículo. Já se não existir, um e-mail pedindo a confirmação de recebimento é o ideal.

5. Conseguiu a entrevista, e agora?

Para Adriana, não se preparar bem para a entrevista é um erro fatal dos candidatos. Ela recomenda procurar informações sobre a empresa, o mercado e também sobre a vaga. O candidato precisa estar pronto para justificar por que é o mais indicado para aquele cargo.

“Mantenha seu foco, só querer um emprego é difícil em um mundo de especialistas. Quanto mais domínio e segurança no seu objetivo, mas fácil”, diz a consultora.

Se o profissional está empregado e quer mudar, as entrevistas devem ser em horários alternativos, antes ou depois do expediente, até no horário do almoço, mas sem prejudicar o emprego atual. “É preciso ser profissional até o último minuto”, diz Adriana.

Fonte: Exame.com

 

Experiência profissional no exterior está entre as três mais desejadas na carreira, diz pesquisa

Quando questionados sobre as três coisas mais importantes na vida, viajar e conhecer outras culturas foi a segunda opção mais citada pelos jovens (47%), atrás apenas de sucesso profissional (67%)

noticia_112972

Nova pesquisa “Carreira dos Sonhos”, elaborada pelo Grupo DMRH em parceria com a Nextview People, aponta que trabalhar em outros países, imersos em outras culturas, está em primeiro lugar entre as experiências que jovens em início de carreira (77%) e profissionais de média gestão (55%) gostariam muito que fizesse parte de sua trajetória profissional. Além disso, quando perguntados sobre o que fariam diferente se o dinheiro não fosse um problema, a maior parte dos jovens (41%) disse que viajaria mais.

Quando questionados sobre as três coisas mais importantes na vida, viajar e conhecer outras culturas foi a segunda opção mais citada pelos jovens (47%), atrás apenas de sucesso profissional (67%). Esse item também ficou entre as três coisas mais importantes na vida para a média gestão, sendo citado por 33% desses profissionais. Apareceu em terceiro lugar, depois de sucesso profissional (62%) e boa relação familiar (50%).

 “Uma excelente forma de vivenciar experiências fora do país que contribuam para o desenvolvimento de carreira, principalmente dos jovens, é por meio do intercâmbio”, afirma Carla Esteves, sócia-diretora da Cia de Talentos, empresa do Grupo DMRH. “Acreditamos que essa é uma das experiências mais intensas que se pode ter. Além de levar à fluência em outro idioma, o intercâmbio coloca a pessoa em um ambiente novo, completamente diferente do que está acostumado, interagindo com desconhecidos e tendo que analisar situações, tomar decisões e agir sozinha”, complementa.

Isso tudo, segundo ela, faz com que o profissional traga na bagagem de volta uma série de competências que são valorizadas pelo mercado. “A experiência do intercâmbio, independentemente do modelo escolhido, desenvolve a autonomia, a autoconfiança, a capacidade de adaptação, a resiliência, o relacionamento interpessoal e amplia significativamente o repertório cultural do participante”, diz Patrícia Zocchio, CEO da Experimento Intercâmbio Cultural, maior rede especializada exclusivamente em intercâmbio cultural no Brasil.

Se o objetivo é ter uma carreira internacional, é interessante aproveitar o intercâmbio não só para estudar um idioma, mas também para trabalhar. “A interação com profissionais de culturas diferentes em um contexto de trabalho expõe a pessoa a situações que viverá em uma carreira internacional. E isso com certeza traz vantagens na hora de disputar uma vaga. Além disso, ainda pode render um networking valioso no futuro”, ressalta a sócia-diretora da Cia de Talentos.

Uma das apostas da Experimento para este ano são os programas que, além do curso de idiomas, oferecem também formação universitária ou profissionalizante e ainda a opção de trabalhar durante o intercâmbio, recebendo salário na moeda local. “Em um período de oscilação econômica, esse tipo de programa ganha muito mais visibilidade”, afirma Patrícia.

A pesquisa “Carreira dos Sonhos” entrevistou 72.593 profissionais entre fevereiro e março deste ano, e tem como objetivo retratar quais são as aspirações profissionais e as empresas dos sonhos de profissionais de diferentes gerações (jovens, média gestão e alta liderança).

Fonte: Administradores.com