Por que um bom líder deve ser também um bom ouvinte?

O primeiro passo para o sucesso de uma empresa é garantir que a equipe mantenha-se engajada e sinta-se parte da organização

No mundo corporativo, é muito comum observarmos em aspirantes a líderes uma carência enorme quando se trata da capacidade de ouvir os colaboradores antes de se posicionar. Muitas vezes um executivo em uma posição de liderança toma decisões sem ao menos sequer ouvir seus subordinados, colegas ou seus clientes.

O primeiro passo para o sucesso de uma empresa é garantir que a equipe mantenha-se engajada e sinta-se parte da organização.

Para isso, ouvir a equipe é fundamental. Um líder eficiente deve estar próximo, evitando criar barreiras que atrapalhem o desempenho do grupo. A proximidade também ajuda a compreender o perfil de cada colaborador e entender quem se dará melhor com cada tipo de tarefa. Dessa forma, é possível chegar mais facilmente aos resultados.

Além de construir uma boa equipe de trabalho, um bom líder sabe mantê-la. E para isso é necessário lembrar que a posição hierárquica de uma empresa não é determinada apenas pelo cumprimento das metas estabelecidas. Aquele que está num cargo de liderança deve acima de tudo estabelecer parcerias com os colegas e trabalhar em conjunto, valorizando os colaboradores e preocupando-se com o seu bem-estar.

Saber ouvir, mais do que fazer com que outras pessoas criem empatia, faz com que um líder aprenda mais e, consequentemente, se desenvolva mais. Além de fortalecer relacionamentos e aumentar a capacidade de influência da liderança de uma equipe, saber ouvir também faz com que o ambiente de trabalho se torne mais saudável e esteja mais aberto à inovação.

É preciso também ter um canal aberto de comunicação. E isso, muitas vezes, é um grande desafio para todos aqueles que exercem o papel de liderança. Isso porque estão acostumados a serem incentivados a falar e serem muito comunicativos, mas vale lembrar que a arte da comunicação também envolve a escuta. Os que alcançam essa habilidade conquistam muitos benefícios.

Como já dizia um provérbio chinês: sábio é aquele que ouve, não aquele que fala. Portanto para aprimorar suas habilidades de liderança, pelo menos de vez em quando empregue esse simples exercício: “Shut up and listen!”

Renato Grinberg  Especialista em gestão e liderança.

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Você tem medo de perder o controle, a liderança ou o respeito?

Quando falamos de controle, sempre penso que ações estruturadas levam ao resultado esperado

Quem ocupa uma posição de liderança, um cargo de comando, nem sempre está preparado psicologicamente para enfrentar críticas. E críticas são bem diferentes de feedback, porque quando você tem o retorno, a avaliação do seu desempenho em um projeto, significa que os resultados foram analisados e, também, a sua capacidade de gerir todos os elos da cadeia que comandou por meses, até que houvesse a conclusão do trabalho. Seja o feedback positivo ou negativo, ele se difere da crítica porque é feito com embasamento em fatos concretos. Já as críticas, em geral, se referem à postura, ao seu comportamento como líder – e essas quase nunca nos agradam.

Diante das críticas, pode surgir o medo de perder o controle, a liderança e até o respeito da equipe. E, dentre todos esses fatores, qual deles é mais importante para você?

Quando falamos de controle, sempre penso que ações estruturadas levam ao resultado esperado. Sendo assim, na liderança de um projeto, penso que é necessário estar próximo das pessoas, de maneira a ser um facilitador entre a estratégia e o operacional, para que se crie uma situação propícia para que entreguemos o que precisa ser feito. Confiar no outro para resolver os problemas e pedir ajuda quando necessário é o que torna uma equipe coesa e mantida ‘sob controle’. Perder o controle, portanto, na minha visão, é simplesmente ter uma equipe desunida, desconectada e distante de sua liderança.

Em relação ao medo de perder a liderança, eu disse, em um artigo anterior, que podemos ser líderes em um projeto e liderados em outro, quando atuamos em grandes companhias, e isso só nos acrescenta, porque conseguimos aprender com outras lideranças a ser melhores – ou a errar menos, também. Por isso, é importante ter o mindset de não tirar nota alta, mas, ser melhor naquilo que se propõe a fazer, porque quando você é coerente com seus próprios valores, os resultados aparecem e a liderança é naturalmente mantida e valorizada. Por último, creio que nem preciso explicar que o medo de perder o respeito é desnecessário se você mantiver as atitudes que expliquei acima.

É importante transformar todo esse medo de perder em energia motivadora diante de uma crítica, porque essa atitude pode levá-lo a tornar-se referência, deixando um legado de conquistas importantes para a empresa que representa. E, então, as críticas se tornarão feedbacks, sempre positivos.

Marcelo Tertuliano — Administrador de Empresas, com 23 anos de experiência na função financeira, dos quais, 15 anos em posições de liderança. Atualmente está à frente da área financeira de uma grande mineradora em Moçambique.
Fonte: administradores.com.br

Ex-chefe de RH do Google explica quando grandes diferenças salariais são aceitáveis

Para Laszlo Bock, as áreas mais propícias a gerar grandes inovações devem ter os maiores benefícios para profissionais excepcionais

como gestores devem estabelecer os salários de suas equipes? Como saber que área, entre tantas de uma empresa, deve ser privilegiada com pagamentos maiores? E, dentro dela, que condicionantes podem jogar o valor um pouco mais para cima ou para baixo em cada caso? Questões envolvendo o benefício básico do mundo profissional – o pagamento em dinheiro pelo trabalho realizado – são tão antigas quanto as próprias funções. E recentemente foram ainda mais instigadas por movimentos de equidade de pagamentos entre gêneros, liderados por mulheres.

É verdade, entretanto, que, em alguma medida, distinções salariais sempre existirão nas empresas. Mas qual a forma de implementá-las que, ao mesmo tempo, seja meritocrática e justa?

Para Laszlo Bock, que por dez anos exerceu a posição de “vice-presidente de pessoas” (People Operations VP) no Google, só há uma forma de fazer isso: identificando as áreas que são capazes de gerar verdadeiras transformações na empresa e, ali, disponibilizar as maiores diferenças salariais a favor dos profissionais de alta performance.

“A performance humana funciona de forma diferente dos números gerenciais. Se você tira o melhor jogador de futebol de campo, por exemplo, não só o time dele, mas todo o jogo perde uma qualidade imensa. Em algumas áreas das empresas, é parecido. Há pessoas esforçadas e na média das demais, mas há pessoas excepcionais que sozinhas podem fazer uma diferença enorme”, comentou Laszlo durante sua apresentação na HSM Expo, em São Paulo.

Usando o exemplo das empresas de tecnologia, ele citou os engenheiros de software, que, nesse caso, são os maiores geradores de inovação interna, segundo ele. “Bill Gates disse uma vez que um excelente operador de torno mecânico merece várias vezes o salário de um médio, mas um grande desenvolvedor de software vale 10 mil vezes o de um regular”, lembra, estendendo o exemplo para a área corporativa. “Profissionais de finanças devem ser valorizados, mas não há como um deles ter um impacto tão maior que outro.”

Em uma escala comparativa, ele citou posições em finanças, vendas e marketing em que, da primeira até a última, deve aumentar a diferença entre os profissionais medianos e os excepcionais. Os profissionais de tecnologia ficariam acima desses, merecendo as maiores diferenças a favor de quem apresenta uma performance acima da média.

Essa “injustiça”, porém, deve se restringir à performance profissional, não sendo estendida a diferenciações por gênero, religião, orientação sexual, e nem mesmo perfis psicológicos, como pessoas mais ou menos extrovertidas, segundo o especialista. E de preferência incluir outros métodos de compensação por metas atingidas, seja um plano de cargos ou bônus financeiros.

Criando essa rede de benefícios, diz o executivo, é mais factível que os funcionários da empresa sejam compreensivos com eventuais diferenças salariais entre áreas e posições. “As pessoas podem entender as diferenças de pagamentos se verem a diferença que o trabalho de cada um faz ali. Mas se você discrimina funcionários por outras questões, está encorajando-os a procurar outro lugar para trabalhar.”

Pequenas atitudes valem mais do que grandes mudanças

Em outros conselhos deixados durante sua apresentação, Laszlo, que é autor do livro Um novo jeito de trabalhar (Editora Sextante, 2015) e dono da Humu, consultoria para transformação organizacional nas empresas, lembrou da importância dos gestores manterem constantemente conectados à força de trabalho, incentivando, mesmo com pequenas atitudes, a valorização da equipe.

“Tradicionalmente, mudanças nas companhias acontecem de cima para baixo. Já vi muitas vezes um novo CEO assumir e prometer uma série de mudanças. Sabe o que acontece? As pessoas fazem o que é possível mas em geral não estão nem aí, porque sabem que daqui alguns anos esse cara já saiu de lá”, aponta.

Segundo ele, a melhor forma de gerar uma melhora na produtividade das equipes é com pequenos e constantes “empurrões”. Mesmo que seja um feedback sobre uma atividade específica ou uma simples preocupação com o bem-estar do funcionário no ambiente de trabalho.

“Já notamos, com o trabalho em algumas companhias, que o chefe escrever constantemente para a equipe, não para cobrar, mas demonstrando preocupação com o ambiente de trabalho, já gera um aumento de 2% na produtividade de cada um”, garante. “Talvez vocês achem isso pouco, mas lembrem que não custou absolutamente nada.”

De forma geral, aponta o especialista, a grande chave para uma constante melhora na performance de grandes equipes está nessas ações, seja por meio de benefícios financeiros ou de relação de proximidade, que reconhecem o valor do profissional. “Não importa o quanto sua empresa lucra, o tamanho dela ou em que setor atua. Todos seres humanos querem poder confiar nos outros e ser respeitados.”

A prova disso, diz, está nas empresas consideradas as melhores para se trabalhar nos Estados Unidos, segundo o ranking anual da revista Fortune. No ano passado, o Google ficou com o prêmio, enquanto a segunda colocada foi a rede de supermercado Wegmans, que passa longe de ser uma das maiores empresas do país.

Fonte: epocanegocios.globo.com

Quer aprender algo novo? Saia da sua zona de conforto

A estabilidade “desliga” os centros de aprendizado do cérebro, mostra pesquisa de Yale

A incerteza pode ser muito estressante. Mas estar fora da sua zona de conforto e não saber o que vai acontecer envia sinais para que o cérebro comece a aprender. Pelo menos é o que mostra um novo estudo feito por pesquisadores de Yale.“Nós só aprendemos quando há incerteza, e isso é uma coisa boa”, explica Daeyeol Lee, professor de neurociência, psicologia e psiquiatria de Yale. “Não queremos ficar aprendendo o tempo todo. Se o cérebro aprendesse sempre, nós provavelmente desistiríamos ao experimentar o fracasso, não persistiríamos.” Ou seja: situações instáveis podem ser desconfortáveis, mas são ajudam seu cérebro trabalhar à todo vapor.

Estabilidade “desliga” o cérebro
Se você quiser maximizar o aprendizado, deve fazer coisas difíceis em 70% do seu tempo, aconselha a Inc. Se você não tem algum nível de estresse sobre o resultado de seu trabalho, seu cérebro ‘desliga’ o centro de aprendizado.

O estudo observou um grupo de macacos, que deveriam apertar botões de cores diferentes para receber uma recompensa. Mas não era sempre que o macaco recebia o petisco. Alguns botões tinham taxas estáveis – de 20% e 80%. Outros eram mais imprevisíveis e a frequência variava.

Os cientistas então mediram a atividade cerebral dos macacos. Quando eles conseguiam prever com que frequência receberiam um petisco, as regiões do cérebro associadas ao aprendizado se desligavam. Quando eles não sabiam o que aconteceria, essas áreas ficavam mais ativas.

Quando você descobre a melhor forma de se comportar em um ambiente, aprender novas técnicas tem pouco sentido. O que não é um problema se você está tentando descobrir quantos minutos precisa para cozinhar um ovo. Mas em outras áreas da vida, continuar aprendendo pode trazer vantagens.

“Talvez a descoberta mais importante do estudo seja a de que as capacidades do cérebro não são ‘fixas’, mas elas se adaptam conforme a estabilidade do ambiente. Quando você entra em um ambiente novo e volátil, isso pode aumentar a tendência do cérebro de absorver novas informações”, resume Lee.

Fonte: epocanegocios.globo.com

Autorreflexão – o feedback próprio é essencial

Não importa o quanto trabalhamos, estudamos e experimentamos novos desafios, sempre teremos algo a melhorar, seja na nossa vida pessoal ou na carreira

A inevitável experiência adquirida com o passar dos anos, nos expõe conscientemente a frequentes e intermináveis reflexões que por vezes são carregadas de críticas pessoais e interpessoais. Neste singelo e natural processo, estão contidas importantes e imprescindíveis alavancas para o desenvolvimento do autoconhecimento, o que considero fase predecessora do amadurecimento que a maioria somente atinge tardiamente, impactando profundamente sua eficácia prática.

Os jovens que anseiam por evolução pessoal e profissional dispõem de ferramentas simples e poderosas que os torna precoce e estrategicamente capacitados a altos níveis de desempenho pessoal e profissional com equilíbrio e segurança, obtendo então, a maturidade na juventude.

Não importa o quanto trabalhamos, estudamos e experimentamos novos desafios, sempre teremos algo a melhorar, seja na nossa vida pessoal ou na carreira.

Alguns instrumentos nos auxiliam na escalada. Entre eles, destaco o “feedback”, que se consolidou ao longo dos últimos anos como prática cada vez mais valorizada, principalmente pelas novas gerações, que não se contentam apenas com o apontamento da qualidade do seu trabalho. Além disso, muitos millennials consideram este um aspecto determinante na hora de escolher entre ficar em um emprego ou abraçar uma nova oportunidade.

O problema, no âmbito profissional, está no fato de que, quanto mais reconhecimento recebemos e quanto mais alto o nosso cargo, menor é o feedback que se recebe. É nessas horas – e até antes disso – que é preciso desenvolver o hábito da autorreflexão. Esta é não só uma oportunidade de aprender mais sobre você como indivíduo, mas também um momento para sair do caos do dia a dia e analisar com mais calma tudo que o cerca.

Mas é aquele velho ditado: “falar dos outros é fácil, difícil é falar sobre nós mesmos”. A autorreflexão não é algo simples, demanda tempo e humildade. É preciso abrir mão de nosso orgulho para entender que temos, sim, diversos aspectos a serem melhorados. Pensando nisso, decidi separar quatro pontos que podem facilitar sua aplicação prática:

1. Método

Não adianta nada parar para refletir sem nenhum planejamento ou forma de registro. Evite fazer isso perto de muitas pessoas, em momentos que elas provavelmente precisarão interrompê-lo. Como você se organiza melhor? Seja escrevendo em uma espécie de diário, enviando e-mails ou mensagens para você mesmo, é essencial que todas as ideias que surgirem nesse momento de autorreflexão sejam lembradas de alguma forma. Não importa se você chegou a alguma conclusão ou não. Mesmo que o registro seja composto apenas por perguntas que possam ser retomadas em um outro momento.

2. Rotina

A autorreflexão deve fazer parte de sua rotina, sem ser diferente de frequentar uma academia ou ir para as aulas de inglês. Este processo não deve ser feito apenas quando você está “com tempo”, porque isso significa que ele não tem tanta importância quanto suas outras tarefas. Na verdade, ele é tão importante quanto, já que pode fazer com que essas tarefas sejam realizadas cada vez melhor. Portanto, estabeleça um horário e tente segui-lo à risca.

3. Ajuda

Assim como uma equipe precisa de feedback, um líder também deve se abrir aos comentários e sugestões feitos por seus colaboradores. Esse é o primeiro passo para aprender a abrir mão do orgulho e assumir seus próprios efeitos. De qualquer forma, a maioria das pessoas continua tendo dificuldade para fazer sua autorreflexão. Portanto, não se envergonhe. Vale a pena contar com o apoio de um terapeuta ou algum tipo de coach que te auxilie pelo menos nos primeiros meses da prática.

4. Meta

Estabelecer objetivos, mesmo que observados seus momentâneos limites, define parâmetros mensuráveis que em muito o auxiliará na efetiva implementação das adaptações e obtenção das melhorias.

Gostaria de ter experimentado, na juventude, o discernimento que a maturidade nos oferece tardiamente!

Egton Pajaro — Empresário.

Fonte: administradores.com.br

Você precisa aprender inglês se quiser ter um negócio vencedor

Com apoio de ferramentas e plataformas acessíveis na internet é possível criar rotina produtiva de aprendizado

Você deve ter escutado durante toda sua vida que aprender um segundo idioma seria algo importante para sua carreira no futuro. Pois bem: esse futuro já chegou. E essa outra língua que você precisa dominar é, principalmente, o inglês. Ah, e tem mais: se você empreende ou integra alguma equipe no mundo das startups, a necessidade é ainda maior.

Os mercados estão cada vez mais internacionalizados. Do cliente estrangeiro à ferramenta gringa que você usará para analisar relatórios, muita coisa exigirá que você compreenda bem o idioma estrangeiro. O inglês se consolidou como uma espécie de língua universal e é o que hoje conecta empresas e profissionais das mais diferentes nacionalidades.

No segmento das startups, isso é mais enfático. Primeiro, porque mesmo no dia a dia da empresa aqui no Brasil é muito comum o uso de termos em inglês. E você precisa compreendê-los para lidar com parceiros, desenvolver estratégias e, principalmente, encontrar investidores.

Em uma reportagem publicada recentemente pela Gazeta do Povo, a mentora de startups e coordenadora do Centro de Empreendedorismo da Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP), Alessandra Andrade, ressalta a importância do idioma para as startups. “Essas empresas devem ter condições de se comunicar com grandes players: devem pensar em inglês, ter domínio para poder assinar contratos, entender o que estão assinando, as responsabilidades e com o que estão se comprometendo”, afirma.

‘Um dos primeiros tipos de documentos dessas parcerias é o NDA, que é um acordo de confidencialidade. É muito importante saber de todos os riscos que correm e o que podem esperar”, ressalta Alessandra.

Investimento estrangeiro

Hoje, há muitos empreendedores brasileiros no Vale do Silício e outros mercados de empreendedorismo de alto impacto. Isso tem aberto portas importantes e criado pontos entre o nosso país e oportunidades internacionais. Muitos investidores estrangeiros têm olhado e colocado dinheiro em startups brasileiras. Mas como você vai entrar nesse radar sem conseguir fazer uma apresentação em inglês, conversar com investidores de outros países ou mesmo sequer ler um edital estrangeiro?

“Não adianta querer fechar negócio com inglês de balada. É bem mais complicado que conquistar a atenção de alguém em um bar”, ressalta Alessandra Andrade.

Informação

Outro dado importante é que quem empreende ou atua numa empresa de alto impacto precisa estar bem informado. Saber antecipadamente o que está acontecendo no mundo é estratégico. E isso só é possível se você souber ler e ouvir em inglês. Acompanhar os principais sites de sua área, analisar relatórios e assistir a análises são atividades muito importantes.

A propósito, uma iniciativa da Wise Up em parceria com a Gazeta do Povo merece atenção nesse ponto. Com o objetivo de estimular o estudo diário do inglês, a escola de idiomas e o veículo de notícias criaram o canal Wise Up News. Trata-se de um site de notícias, com conteúdo exclusivamente em inglês. O espaço é atualizado diariamente e traz informações sobre o Brasil e o mundo. É uma maneira de se manter por dentro dos acontecimentos mais importantes aprendendo inglês ao mesmo tempo.

Direto ao ponto

Se você já domina um pouco do idioma e agora precisa avançar para conseguir desenvolver a conversação com fluência, o professor Ron Martinez, do departamento de Letras Estrangeiras Modernas da UFPR, deixa algumas dicas. Em entrevista à Gazeta do Povo, ele recomenda focar em um conteúdo específico, o conhecido English for Specific Purposes (ESP). “Considero que é um mito a necessidade de ter um nível de inglês nativo. O inglês hoje pertence a todo mundo e, para me comunicar, não preciso pronúncia de um australiano ou anglo-americano nativo para me fazer entender. Precisa ter inglês suficiente para se comunicar bem. Mas o mais importante é saber lidar com situações do contexto, da área em que está atuando”, afirma.

Dicas: leia textos da área, assista a vídeos e veja reportagens. Na sequência ou paralelamente, busque o suporte de um professor para lhe auxiliar no processo de aprendizagem e orientando sobre detalhes da linguagem que sozinho não dá para esclarecer sempre.

Fonte: administradores.com.br

Voltar atrás na contratação de um candidato: pode ou não pode?

Os riscos da não-contratação de um funcionário, quando é gerada a expectativa de efetivação e uma análise sobre o tema no contexto do eSocial

Não são incomuns os casos em que, após todo um processo de entrevistas e avaliações, um candidato a uma vaga de uma determinada empresa é informado que será contratado, mas, por fim, tem suas expectativas frustradas por uma mudança de postura inesperada da companhia em questão.

Mesmo que nenhum contrato tenha sido assinado, a não contratação, nestes casos, quando foi gerada uma expectativa de contratação, pode gerar transtornos para uma empresa no plano da justiça do trabalho. Foi o que ocorreu em caso recente, em que uma loja de Santa Catarina foi obrigada a indenizar em R$ 6 mil, um candidato aprovado e não efetivado. O candidato alegou que, durante o período de seleção recusou outras oportunidades, teve de abrir conta salário, arcar com diversos custos e inclusive realizar exames. A decisão foi emitida, conforme divulgação da ConJur, pela 5ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho.

Vale salientar, que essa conduta de “voltar atrás” por parte das empresas pode gerar processos requisitando a indenização por danos morais. Dentre os exemplos que temos na Justiça Trabalhista sobre casos como esse, é possível observar montantes que vão de R$ 4.000,00 até R$ 20.000,00, dependendo da gravidade de cada situação e do grau de compromisso gerado por parte da empresa que desistiu de uma contratação.

Os cuidados na fase de seleção

Para que se evite tais prejuízos às empresas contratantes, o recomendado nestes casos é cumprir com o seu papel da melhor forma possível logo no estágio inicial, ou seja, na fase de seleção propriamente dita, uma vez que caso se verifique qualquer conduta lesiva por parte da empresa, poderá esta sofrer sanções tanto na esfera administrativa como judicial, o qual verificamos no caso supramencionado.

Para tanto, traçar um perfil de candidato ideal é uma ótima estratégia, afinal, quando se tem em mente uma persona fixa para determinada vaga, fica mais fácil excluir aqueles concorrentes que não atendem às suas especificações.

Estabeleça também valores éticos e morais que estejam em conformidade com a missão da empresa, assim como atributos imprescindíveis e características de natureza pessoal que possam dialogar com o perfil desejado.

Além disso, pode-se também elaborar uma série de perguntas assertivas que consigam extrair do candidato no momento da entrevista justamente aquilo que o empregador precisa saber. Primeiramente, por exemplo, um recrutador pode definir o perfil técnico do candidato: suas competências, certificados e sua formação. E após esta etapa, é recomendado procurar investigar o perfil profissional do entrevistado, sempre o questionando a respeito de sua forma de trabalho e de relacionamento com outros colaboradores, experiências anteriores, interesses pessoais, objetivos à longo prazo, etc.

O passo essencial, por fim, é só gerar expectativas de contratação quando ela for ocorrer de fato, não pondo em risco a credibilidade da empresa junto ao mercado de trabalho e evitando possíveis punições na esfera trabalhista.

Atenção ao eSocial

Fora os danos já mencionados, como processos judiciais e indenizações onerosas, com a implementação do e-Social para empresas agora em 2018 e pequenas empresas em 2019 todos os cuidados acima devem ser redobrados para que uma empresa evite transtorno com os órgãos fiscalizatórios. O sistema, como já vem sendo discutido no ambiente de negócios brasileiro, exige o registro de 45 eventos, sendo um deles a Admissão ou Desligamento no Cadastro Geral de Empregados ou Desempregados.

Desse modo, caso haja o vínculo empregatício com o candidato no caso de o mesmo já ter sido aprovado no processo seletivo, ou ainda, ter sido gerada a expectativa de contratação, sua contratação deve ser regularmente informada ao eSocial nos leiautes S-2190 e S-2200, sendo que, caso tal obrigação acessória não seja respeitada poderá a empresa ser penalizada por multa prevista no artigo 47 da CLT pelo não registro do empregado, que varia de R$ 3.000,00 e R$ 6.000,00, como também multa previdenciária mínima de R$ 2.331,32 e Máxima de R$ 233.130,50. Aplica-se também a multa pela entrega fora de época entre R$500,00/mês de atraso (empresas do SIMPLES e lucro presumido) a R$1.500/mês de atraso (demais pessoas jurídicas), ou pela omissão de informações, cuja multa será de 3% do valor das transações comerciais ou das operações financeiras, próprias da pessoa jurídica ou de terceiros em relação aos quais seja responsável tributário, no caso de informação omitida, inexata ou incompleta (artigo 57 da MP no. 2.158/01).

Para que se possa assegurar tranquilidade a todas as partes envolvidas em um processo de contratação, recomenda-se às empresas que planejam realizar seleções em breve, uma consultoria trabalhista capacitada, inclusive para sanar dúvidas sobre as rotinas impostas pelo e-Social.

Existe, por fim, um caminho em que nem colaboradores, nem empresas são prejudicadas e ele envolve planejamento, transparência e uma comunicação clara entre as partes, sempre em conformidade com as normas do país e efetivando a construção de relações que favoreçam o crescimento do País.

*Dhyego Pontes é consultor trabalhista e previdenciário da Grounds.

Fonte: administradores.com.br