A diferença entre sorte e sucesso

Os dois conceitos se tocam e muitas vezes acabam andando de mãos dadas, mas um pode acontecer sem o outro, sendo sempre algo subjetivo

Muitas vezes a sorte e o sucesso são vistas como sinônimas ou com conceitos muito similares. A verdade é que andam muito próximas uma da outra, mas são coisas diferentes. A sorte pode ser definida como a soma de talento mais oportunidade. Mesmo quem ganha na lotaria acabou tendo ou fazendo a oportunidade de jogar, e o talento para acertar ou se disponibilizar a acertar. O sucesso, por seu turno, é algo pessoal e que significa coisas diferentes para cada pessoa. Contudo, para se ter sucesso não é necessário ter sorte e sim trabalho e dedicação, bem como, para se ter sorte não significa que se foi bem-sucedido.

Se não vejamos alguém que decidiu apostar todo o seu dinheiro numa jogada de pôquer, por exemplo, e acaba terminando empatado ou fazendo um split pot, como se diz na linguagem do jogo, não teve o sucesso de ter vencido, mas teve a sorte de não ter perdido o seu dinheiro. Isso também acontece no inverso, uma vez que, apostando todo o seu dinheiro numa jogada, mas analisando as probabilidades, o comportamento do oponente, percebendo como as cartas haviam saindo anteriormente e o talento para reconhecer o potencial do seu jogo decide apostar todo o seu dinheiro, convencido que essa oportunidade é sua melhor jogada, fazendo com que o oponente ou oponentes acabem desistindo da jogada. Foi bem-sucedido em afastar os oponentes, porém, isso resultou de dedicação e análise, e não de sorte.

Claro que os dois conceitos se tocam e muitas vezes acabam andando de mãos dadas, mas um pode acontecer sem o outro, sendo sempre algo subjetivo.

Isso significa que as pessoas podem de facto criar sua própria sorte, aproveitando oportunidades e se expondo a elas com talento para poder alcançar, porém o sucesso que pode ou não ter sorte para ser alcançado já depende do objetivo e do ponto de vista de cada um, uma vez que, dependendo dos valores e interesses das pessoas, o sucesso é sempre questionável.

No fundo, existem pessoas de sorte, pessoas de talento e pessoas trabalhadoras, e para alcançar o sucesso de forma mais direta é necessário que em dada altura essas pessoas estejam envolvidas em determinado projeto ou acontecimento. Mas como o sucesso e a própria sorte dependem do ponto de vista, alcançá-las depende exclusivamente do que faremos de nossas vidas e de que lado estamos para as poder analisar. Um dos filmes que melhor exemplifica isso mesmo é o filme Coach Carter, em que Samuel L. Jackson se assume como treinador de basquete de um time de liceu que era visto apenas como problemático e sem sucesso. Ele trabalhou com os rapazes que já tinham o talento, mas estava sendo mal conduzido e aproveitado, lhes deu um objetivo e se guiou por fazer deles melhores pessoas. No final, acabam não tendo o sucesso desportivo pretendido, mas o sucesso pessoal foi mais que alcançado que era o objetivo desde o começo.

Nesse sentido, todos nós podemos definir e olhar para nossas vidas para analisar onde já somos bem sucedidos e onde tivemos sorte, mas para poder ter mais de ambos tudo dependerá de nós e de como encaramos a vida.

Fonte: Administradores.com

Só há um jeito bom de responder a pergunta sobre pontos fracos

Para a pergunta constante em entrevistas de emprego, recrutadora do Facebook explica qual a resposta que é esperada

Em uma entrevista de emprego tradicional, há um conjunto clássico de perguntas, como “onde você se vê em cinco anos?” ou “qual foi sua maior conquista?”. Entre elas está uma das questões que mais causam ansiedade nos candidatos: qual é sua maior fraqueza?

Para não ser pego de surpresa e ter que pensar na hora em uma resposta. Quem tem processos seletivos pela frente ou entrevistas marcadas faz bem em tomar algum tempo para refletir sobre essa questão e planejar exatamente como respondê-la.

Para a provocadora pergunta sobre fraqueza, uma recrutadora do Facebook, Ambra Benjamin, recentemente ofereceu uma boa resposta na rede social Quora. Afinal, é momento de se gabar um pouco, dizendo que sua maior fraqueza é o perfeccionismo ou assumir responsabilidades demais, ou entregar uma falha séria?

Segundo Benjamin, vangloriar-se é a pior linha a se seguir. Além de serem muito batidas, respostas desse tipo são inúteis em uma entrevista de emprego, porque não dizem nada ao entrevistador sobre quem o candidato de fato é.

Quando o recrutador faz essa pergunta, ele quer saber como você se enxerga e o quanto você está consciente de suas habilidades – e não necessariamente qual é, de fato, o seu ponto fraco. “O entrevistador está fazendo essa pergunta para colher sinais valiosos sobre sua percepção de si mesmo. Estar consciente de suas lacunas é importante.”

Caso você seja de fato perfeccionista demais – algo que pode ser uma fraqueza real –, Benjamin aconselha que você pule para seu segundo maior ponto fraco, seja ele qual for. Dessa forma, você evita sair com uma imagem pedante e de pouco autoconhecimento.

Fonte: Exame.com

3 sinais de que seu talento virou uma maldição para sua carreira

O sonho de ser reconhecido como o futuro líder da sua empresa pode virar um pesadelo. Veja se você está caindo nessa armadilha

São Paulo — Ter um grande talento e ser reconhecido como o futuro líder da sua empresa é o sonho de qualquer profissional. O que poucos imaginam é que essa situação aparentemente perfeita pode se tornar um pesadelo.

Não é raro que muitos jovens promissores se sintam aprisionados pelas expectativas da empresa, como se nunca pudessem sair do papel de “top performers”. É quando o talento vira uma espécie de maldição, dizem Jeniffer e Gianpiero Petriglieri, professores de comportamento organizacional na escola INSEAD, em artigo para o site da “Harvard Business Review”.

Os pesquisadores acompanharam executivos com esse perfil ao longo de 20 anos e perceberam que algumas dinâmicas bastante desfavoráveis se repetiam no médio prazo. Com o desejo de se provarem merecedores dos “aplausos” dos seus gestores, muitos profissionais evitavam desafiar processos ou pedir ajuda para suas tarefas.

O resultado disso é que, ironicamente, as qualidades que os haviam transformado nas estrelas da empresa começaram a desaparecer. Eles passaram a operar em modo automático, sem correr riscos, mais ou menos como todos os outros.

A isso se soma o peso de serem os “heróis” da empresa. “As outras pessoas idealizam o talento dos ‘high potentials’ como uma defesa contra o futuro incerto da companhia”, afirmam os professores da INSEAD. “Os talentosos sentem esse fardo e, se o futuro não é tão brilhante quanto todo mundo esperava, será culpa deles”.

À medida que a competência vai se transformando em estigma, esses profissionais sentem que o seu próprio futuro na organização também está em cheque, e fazem tudo para garantir a sua sobrevivência.

Para não decepcionar as expectativas de chefes, colegas e subordinados — para não mencionar as suas próprias — eles começam a encarar cada nova oportunidade como uma obrigação, e cada novo desafio como um teste.

Inseguro e agarrado ao status quo, o futuro líder vira apenas um funcionário modelo.

Isso porque os riscos deixam de ser oportunidades para o aprendizado e passam a ser evitados a qualquer custo. “É assim que pessoas especiais se tornam comuns”, escrevem os Petriglieri. Em vez de expandir suas habilidades, elas só arriscam movimentos que já dominam bem.

Para evitar esse caminho pouco promissor, é importante identificar sinais de que isso pode estar acontecendo com você. Os especialistas listam três, que você verá a seguir:

1. Você sente que precisa provar o seu talento o tempo todo

Um comportamento tipicamente humano diante de um feedback positivo é saboreá-lo…mas só por alguns instantes. Pouco tempo depois, o prazer do reconhecimento se dissipa e dá lugar ao medo de que surjam expectativas novas e mais difíceis de atender.

Isso é reforçado pela promessa de que haverá aumentos ou promoções caso o seu desempenho se mantenha nas alturas. No esforço de fazer com que isso aconteça, você pode cair numa espiral de ansiedade para mostrar a todos que pode lidar com qualquer desafio da forma mais perfeita possível.

O resultado é o excesso de trabalho e o esgotamento físico e mental. E o pior: por mais que você se esforce, sempre terá a impressão de que não está sendo reconhecido.

2. Você não age naturalmente

Profissionais “amaldiçoados” pelo próprio talento costumam ser muito preocupados com a própria imagem, embora sintam no fundo que gostariam de ser mais autênticos. Preocupados em reafirmar constantemente o seu próprio valor, eles deixam de agir com espontaneidade porque acreditam que só podem expor o seu lado mais brilhante.

Essa situação pode gerar um sentimento de falsidade e inadequação. Muitos acabam sonhando em conseguir um novo emprego, em que possam ser livres para ser eles mesmos, afirmam os professores da INSEAD.

O mecanismo é parecido com o que a psicóloga Alice Miller descreve como o “drama da criança talentosa”. Constantemente apontada pela família como inteligente e curiosa, a criança aprende a esconder seus sentimentos e necessidades para não decepcionar os pais. Com o tempo, essa prática trará uma enorme sensação de vazio e dificuldade para se autoconhecer. Não é muito diferente do que ocorre com os executivos tachados como “top performers” nas empresas.

3. Você está sempre adiando projetos interessantes

Quando entram na armadilha criada pelo próprio talento, muitos profissionais deixam de enxergar valor no presente. Eles imaginam que, se fizerem exatamente o que a empresa quer no momento atual, terão enormes recompensas no futuro. Com isso, o agora perde totalmente a graça e o sentido.

Na prática, isso significa que deixarão de se dedicar a trabalhos prazerosos e importantes para eles se não forem “investimentos” a longo prazo. Em outras palavras, é como se o presente merecesse ser sacrificado em nome de um futuro glorioso — que talvez nunca chegue.

Cedo ou tarde, esse comportamento trará frustração e um desligamento gradativo dos seus próprios objetivos de carreira. Logo a empresa também perceberá isso. Afinal, os resultados de um trabalho feito apenas por obrigação costumam ser medíocres.

Tenho esses sinais. E agora?

De acordo com Jennifer e Gianpiero Petriglieri, a “maldição” do talento é bastante comum e poderosa, mas pode ser quebrada.

O primeiro passo para se livrar dela é assumir o seu próprio potencial sem deixar que ele “possua” você. Em termos mais simples, isso significa não acatar servilmente todas as tarefas transmitidas a você pelos seus gestores, apenas para não decepcioná-los.

Dizer “não” de vez em quando não significa ser rebelde; trata-se simplesmente de estabelecer prioridades e pôr certos limites, quando necessário. “Tenha em mente quais são as suas necessidades e quais são os desejos dos outros, sem deixar que nenhum deles acabe por consumir você”, recomendam os professores.

Muitas vezes, a única forma de não escravizar a si mesmo é pedir ajuda. Não é porque você é visto como um profissional talentoso e promissor que precisa ter sempre todas as respostas. Ao contrário, saber quando buscar o apoio de outras pessoas é um sinal de maturidade e autoconhecimento, duas competências raras e essenciais.

Outra recomendação dos pesquisadores da INSEAD é trazer toda a sua personalidade para o escritório — e não só o lado mais polido dela. “Os nossos maiores talentos costumam brotar de feridas e esquisitices, do lado mais áspero e menos conformistas de nós mesmos, escrevem eles. “Não lute contra essas fontes mais sombrias do seu talento; aprenda a canalizá-las”.

Em tempo: os empregadores também precisam fazer a sua parte. Em vez de rotular os jovens mais promissores como “futuros líderes”, o que estimula comportamentos artificiais e conservadores, as empresas deveriam oferecer apoio prático para que eles progridam. “O melhor jeito de desenvolver líderes é oferecer ajuda para que aprendam a liderar”, concluem os especialistas.

Fonte: Exame.com

Como aumentar a produtividade dividindo seu tempo em blocos?

Por vezes, além de inimigos da produtividade, alguns fatores do cotidiano acabam por provocar ansiedade, depressão e outras doenças psicossomáticas, prejudicando até mesmo a qualidade de vida das pessoas

Em 25 anos de experiência no treinamento de líderes e profissionais que buscavam maior produtividade em ambiente corporativo, deparei-me com questões muito parecidas, quase iguais, que impediam essas pessoas de alcançarem maior desempenho em suas atividades. Os desafios incluíam pouco tempo para muita demanda, ambientes de trabalho muito dispersos, excesso de reuniões e hábitos de saúde inadequados.

A lista de obstáculos não tem fim e atinge com frequência colaboradores de todos os níveis hierárquicos. Muitas vezes, além de inimigos da produtividade, esses fatores acabam por provocar ansiedade, depressão e outras doenças psicossomáticas, prejudicando até mesmo a qualidade de vida das pessoas.

Se você se identificou com o tema, sugiro que ao invés de se entregar às circunstâncias, opte por assumir o papel de protagonista para mudar sua vida. Mas, a solução não cairá do céu. É preciso disciplina e persistência para readaptar sua rotina de trabalho.

Lembre-se, entretanto, de tomar cuidado para que o desejo de perfeição imediata não prejudique seu caminho.

Compartilho com você quatro dicas para que sua produtividade aumente consideravelmente:

Entenda seu corpo – Observe seu ritmo, seu corpo e como ele funciona. Alongue-se, movimente-se, beba água, coma adequadamente e respeite seu ritmo biológico. Respire fundo e procure relaxar. Perceba em quais momentos do dia você fica mais desperto e sempre que possível encaixe suas demandas mais complexas para estes momentos.

Não sobrecarregue seu cérebro – Seu cérebro perde o foco a cada duas horas de repetição da mesma atividade. Então, uma boa estratégia para não sobrecarregá-lo pode ser agrupar as atividades por similaridade e se organizar para que cada bloco seja concluído a cada duas horas. Exemplo: duas horas de atividades que exijam contato com pessoas (reuniões, atendimentos e interações) e outras duas realizando atividades intelectuais (ler, escrever, planejar estratégias, etc).

Só prometa o que pode cumprir – No mundo corporativo é difícil dizer “não” para urgências. Mas lembre-se: atender não é resolver. É necessário priorizar o que vai agregar maior valor aos seus resultados, e não se deve prometer o que não se pode cumprir. Se você prometeu dar uma resposta, por exemplo, até o fim da tarde de um dia, seja fiel à sua promessa, para não colocar sua credibilidade em risco.

Priorize – Estabeleça até três metas para seu dia de trabalho. Intercale-as com blocos de atividades necessárias, urgentes, rotineiras e burocráticas, por exemplo. Isso ajuda no foco e na performance, evitando que você seja atropelado pelas suas próprias demandas.

Otimize sua rotina para não encerrar o dia com a sensação de tempo perdido!

Lucimar Delaroli – Consultora da Integração Escola de Negócios.

Fonte: Administradores.com

Currículo falso: o recrutador está de olho

Na ânsia por uma recolocação no mercado de trabalho, algumas pessoas cometem o erro de utilizar informações falsas, um risco que não vale a pena correr

Na ansiedade de conseguir uma nova oportunidade de trabalho, muitas pessoas se perdem ao elaborar um currículo. Colocam informações falsas e acabam perdendo a oportunidade ou prejudicando um candidato que realmente preencha todos os requisitos que a vaga requer. Desse modo, ao elaborar um currículo, é necessário atentar-se ao seu conteúdo, pois todas as informações devem ser verídicas. E para não cometer este erro, seguem algumas importantes orientações:

– Muitos tópicos podem ser facilmente comprovados, como fluência em outro idioma, por exemplo. Basta uma conversa com o candidato na língua para identificar se tem, de fato, habilidade para tal;

– Atente-se ao período de permanência nas empresas. Com receio de achar que o recrutador achará pouco tempo ou que está há muitos meses desempregado, alguns candidatos estendem a data;

– Cursos que não foram realizados, como graduação, informática etc, são fáceis de comprovar. O recrutador pode entrar em contato com a instituição e/ou solicitar os devidos diplomas e certificados;

– Disponibilidade para viajar ou trocar de residência. Este item é bem importante e o candidato tem que estar ciente quanto a sua disponibilidade. Apenas preencher não é garantia de que conseguirá a oportunidade;

– Informar experiência em um cargo no qual nunca atuou, ou só ouviu falar e quer se candidatar à vaga. É algo que o recrutador pode identificar facilmente na entrevista, realizando algumas perguntas técnicas.

– Por estes motivos, o indicado é colocar no currículo apenas informações verdadeiras para não correr o risco de fechar várias portas no decorrer da busca por recolocação profissional.

Juliana Barsotti – Tecnóloga em Gestão de RH e graduada em Psicologia. É coordenadora de RH da TOP PEOPLE, empresa especializada em trade marketing e recrutamento e seleção.

Fonte: Administradores.com

As 4 atitudes dos candidatos que mais incomodam os recrutadores

Especialistas dizem quais são os comportamentos que realmente tiram os recrutadores do sério — e como evitá-los

São Paulo — O mau momento do mercado de trabalho brasileiro faz com que os candidatos cheguem cada vez mais nervosos, aflitos e angustiados às entrevistas de emprego. É compreensível — mas todo esse estresse é mais nocivo do que parece.

Luís Fernando Martins, diretor da consultoria de recrutamento Hays Response, diz que a urgência em conseguir uma recolocação, ironicamente, faz com que muita gente apresente comportamentos que terminam por afastar oportunidades.

Em doses exageradas, a ansiedade tira a atenção, acentua cacoetes, atrapalha a espontaneidade da conversa e impede que o candidato revele plenamente o seu potencial na entrevista.

“O recrutador normalmente dá um desconto, porque sabe que a crise deixa as pessoas mais tensas”, diz Tatiana Penteado, gerente de mercado na consultoria Produtive. Mas às vezes o afobamento é tanto que se torna irritante e, para o prejuízo do candidato, acaba por desviar o foco do que realmente importa.

Mas quais atitudes realmente tiram os recrutadores do sério e devem ser evitadas a qualquer custo? Martins e Penteado fizeram uma lista com as principais. Confira:

1. Não largar o celular

Parece surreal, mas até pessoas que estão precisando urgentemente de trabalho não conseguem desgrudar dos smartphones durante a entrevista de emprego. Às vezes o apego à telinha é sutil: o candidato apenas checa rapidamente se há alguma notificação entre uma frase e outra. Parece pouco, mas é o bastante para sugerir ao recrutador que ele não está tão interessado na oportunidade.

“A impressão que fica para nós é a de superficialidade, embora muitas vezes o gesto seja irracional, automático, ligado a uma necessidade cada vez maior de estar conectado o tempo todo”, diz Martins. “É lamentável, porque as pessoas estão deixando de viver o momento presente e perdem oportunidades de relacionamento”.

Para cativar o entrevistador, o conselho do especialista é dedicar toda a sua atenção a ele enquanto durar a conversa. Se tiver algum problema pessoal naquele dia, explique de antemão que talvez precise atender um telefonema urgente no meio da entrevista. Se não, o smartphone deve estar bem guardado e no modo avião.

2. Exagerar na autopromoção

É óbvio que todo candidato tentará “se vender” em uma entrevista de emprego. Mas há várias maneiras de fazer isso — e a prática do autoelogio não é a melhor delas. “É cansativo quando o profissional adota um tom muito narcisista na conversa, dizendo que é muito competente e que todos os seus resultados são exclusivamente por mérito próprio”, diz Penteado.

O princípio é o mesmo que vale para os currículos: quando o candidato se define como alguém perseverante, criativo, dedicado e carismático no “resumo de qualificações”, na verdade está dizendo que é arrogante, prepotente e ingênuo.

Além de ineficaz, o elogio ao próprio comportamento não convence ninguém. “O recrutador acredita em quem consegue se promover de forma inteligente, com base em exemplos e histórias reais, que façam o outro tirar suas próprias conclusões sobre o seu talento”, diz a gerente da Produtive.

3. Não avisar que vai se atrasar

Traço da cultura brasileira, a falta de pontualidade não pega bem em processos seletivos. É claro que imprevistos acontecem — mas é obrigatório avisar que você chegará atrasado caso seja surpreendido por um engarrafamento, por exemplo.

O melhor, claro, é evitar a demora. Mesmo que o dia pareça tranquilo, sem trânsito ou previsão de chuva, saia com antecedência para chegar pelo menos 15 minutos mais cedo do que seria necessário. Além de evitar o problema em si, isso fará com que você tenha tempo para relaxar um pouco antes de entrar na sala da entrevista.

Se mesmo assim acontecer, é importante ligar para o recrutador. Além de explicar claramente o motivo do atraso, é bom dar uma estimativa de quanto tempo extra você necessitará para chegar. “Sem isso, a impressão que fica é que a pessoa não tem um bom planejamento e, principalmente, que não tem interesse na vaga”, diz Martins.

4. Falar demais (ou de menos)

O nervosismo às vezes se manifesta de formas opostas, mas igualmente incômodas: a pessoa se torna verborrágica, dando detalhes desnecessários sobre sua trajetória, ou se comporta de forma lacônica, exigindo que o outro precise extrair informações a conta-gotas.

No primeiro caso, a situação fica ainda pior se a tagarelice incluir mentiras. Alguns candidatos “aumentam” algumas informações sobre si mesmos: dizem que concluíram cursos que só foram iniciados, afirmam ter inglês fluente quando dominam apenas o básico e até exageram o tamanho das equipes que lideraram.

O detalhe é que todos esses dados podem ser (e muitas vezes são) checados pelos entrevistadores. “Às vezes perguntamos ao candidato qual foi o motivo de uma demissão, mesmo quando já sabemos a história que a empresa nos passou”, diz Martins. “Quando as versões são diferentes, fica uma sensação de desconfiança”.

Fonte: Exame.com

Os impactos positivos de uma pós-graduação na sua formação

Encarar um cenário de transformações constantes e ágeis exige, acima de tudo, conhecimento

Ao mesmo tempo em que têm se reconfigurado numa velocidade cada vez maior, os mercados também ficaram mais competitivos. E encarar um cenário de transformações constantes e ágeis exige, acima de tudo, conhecimento. Por isso, a qualificação deixou de ser um requisito básico e passou a ser um diferencial competitivo.

Justamente por ser um fator estratégico, num contexto bastante fluido, o aprendizado precisa ser contínuo. E é nesse sentido que a pós-graduação se apresenta como uma alternativa objetiva e eficiente para essa demanda.

Confira abaixo alguns dos principais impactos positivos de uma pós graduação na sua formação:

Desenvolvimento pessoal

Um dos maiores impactos de um pós-graduação é no quesito crescimento pessoal. Antes de tudo, ela tem uma grande capacidade de proporcionar um ambiente propício para o desenvolvimento desse aspecto. Procure uma instituição que ofereça, por exemplo, disciplinas preparadas para que você possa aprender habilidades que não adquiriu na faculdade, ter acesso a novos pontos de vista e trabalhar conteúdos que não foram aprofundados na época da graduação.

Possibilidade de se reinventar

Para os que saíram da faculdade há muito tempo, a pós é uma chance de se reinventar. Com o curso, é possível se atualizar sobre novas práticas de trabalho e conviver com outros profissionais que podem contribuir para o seu networking. Dessa forma, você fica muito mais preparado para o mercado de trabalho.

Alavancar seu currículo

Uma pós também faz toda diferença em seu currículo, se estiver alinhada com sua trajetória e objetivos, além de ser chancelada por instituição respeitada. Além de cargos importantes em grandes empresas que já elencam uma pós-graduação como requisito, muitas vagas concorridas no mercado de trabalho são decididas com base na análise de currículo.

Fonte: Administradores.com