5 perguntas para saber se você foi bem ou mal na carreira em 2016

As respostas que você der para essas questões vão direcionar seu próximo ano. Confira como já começar a planejar 2017

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O final do ano chegou e é hora de fazer um balanço e traçar metas para 2017. Se você já fez um planejamento de 2015 para 2016, fica mais fácil avaliar o quanto cumpriu do planejado ou foi além dele. Mas, mesmo quem não fez essa lição de casa no ano passado, pode ter uma ideia mais concreta sobre se avançou na carreira ao longo de 2016, respondendo a cinco perguntas:

  • Quais foram suas entregas? Você foi reconhecido por elas? Como o ano foi apertado pelas empresas, muitas não puderam fazer esse reconhecimento com aumento salarial ou promoção. Mas avalie se obteve algum tipo de reconhecimento por meio de um prêmio ou simplesmente por um feedback positivo da chefia em público ou em particular.
  • Você ganhou responsabilidade? Passou a ser envolvido em projetos considerados estratégicos pela empresa? Essa foi uma forma muito recorrente das empresas demostrarem para os profissionais que os reconhece como talentos. Nos rearranjos que foram feitos no organograma da maior parte das empresas para tornar a estrutura mais enxuta e eficiente, muitas pessoas ganharam novas responsabilidades. Mesmo não tendo sido acompanhadas por reajuste salarial, podem ser consideradas como uma aposta da empresa no seu potencial.
  • Passou a ser mais consultado nas tomadas de decisões? Se seus colegas – pares, subordinados e líderes – procuraram levar a sua opinião em consideração antes de tomar decisões, pode considerar isso um sinal de que está sendo percebido como referência naquilo que faz dentro da empresa.
  • Você conseguiu mostrar suas entregas e os impactos que elas tiveram para a organização? Não basta apenas considerar que cumpriu o seu papel. Principalmente em um ano em que as empresas batalharam para se manter competitivas no mercado, é muito importante que seja possível mensurar o quanto seu trabalho contribuiu para que se atingisse esse objetivo e fazer com que a liderança saiba disso.
  • Você sente que ainda tem algo a aprender na sua área? Vale a pena, ainda, incluir nesta reflexão, se há espaços dentro da empresa em que atua para evoluir mais dentro dos seus objetivos. Isso determinará o direcionamento do seu planejamento de carreira para 2017. 

Metas para o próximo ano

Para te ajudar com esse planejamento, caso ainda não tenha feito um ou ache que precise aperfeiçoar o seu, sugiro que crie um modelo simples, que não exija tempo para ser preenchido e acompanhado. O ponto de partida é refletir e definir onde se vê daqui cinco anos e o que estará fazendo até lá. Tanto no plano profissional como no pessoal. Como eu sempre digo, que o segredo para o sucesso é o autoconhecimento, ou seja, saber exatamente onde se quer chegar e porquê.

Na sequência, relacione seus objetivos pessoais e profissionais, com prazo para serem cumpridos e de maneira mensurável. Ou seja, “ter sucesso profissional” é diferente de “aprimorar o meu inglês para concorrer a uma vaga X em novembro”. Certo?

Fonte: Exame.com

O que a vida quer da gente é só coragem?

Planeje as grandes mudanças!

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“O que a vida quer da gente é coragem”. Essa é uma das frases mais famosas do escritor Guimarães Rosa e que muitos de nós utilizamos para dar aquele impulso em ou justificar uma tomada de decisão importante. No entanto, quantos de nós temos coragem suficiente para agir? E será que é só preciso ser uma pessoa corajosa?

Não há uma única fórmula que nos ensine a tomar decisões corretas em direção a mudanças e a identificar quando elas devem acontecer, independente da área em sua vida. E que bom que seja assim. Como não há uma fórmula, não há também um prazo para que isso aconteça. Se você acredita que ontem foi o melhor momento, eis uma notícia: hoje e amanhã também são.

Tomar decisões que vão alterar o rumo da sua vida demanda autoconhecimento, planejamento e coragem. O resto vai se encaixar nesses três requisitos.

Onde o sapato aperta

Só nós sabemos, não é mesmo? Não adianta o seu terapeuta, ou coaching, ou melhor amigo te falar que você deve mudar algum aspecto da sua vida. Nós sabemos melhor do que ninguém o que nos incomoda. No entanto, em alguns momentos menosprezamos esse incômodo que mais parece uma placa de neon alertando que é hora de tomar um novo rumo. Para isso, precisamos de autoconhecimento.

Só a evolução do processo de se autoconhecer é que vai nos fazer entender que já deu. Já deu aquele namoro, aquele emprego, aquele hábito que está nos fazendo infeliz, aquelas crenças negativas que carregamos a vida inteira. Esse deve ser o seu primeiro investimento: conhecer quem você é, defeitos e qualidades. E o mais importante: acolhê-los.

 Quando nos conhecemos e viramos nossos melhores amigos, o corpo e alma falam e nós escutamos. As bandeiras vermelhas são respeitadas e nos enchemos de princípios importantes como dignidade, fé, amor próprio e coragem. Esse é o primeiro passo para uma grande mudança necessária em sua vida.

Ação do coração

Eis o significado etimológico da palavra Coragem, e que vem do latim Coratium (cor – coração/ atium – ação). Os antigos acreditavam que era no coração que a coragem se alojava. Deve ser mesmo. Mas, para ouvi-lo, precisamos, primeiro, do autoconhecimento. A coragem não alcança quem não se ouve, quem não sabe de si mais do que os outros. Quantas vezes sentimos que é preciso mudar, mas não o fazemos porque a mãe, o marido, a amiga disse que seria muito arriscado? E continuamos infelizes nadando em um aquário de águas turvas.

Ser corajoso não significa ser impulsivo. Não tem a ver com correr riscos desnecessários. Coragem é respeitar o que o seu coração fala e agir neste sentido. Perdemos tempo calando nossa voz interior com reclamações. Agir com coragem é parar para ouvir o que dizemos a nós mesmos por meio dos sonhos, do pescoço tenso, da enxaqueca, daquela dor de estômago e das inesperadas crises de pânico. “O correr da vida embrulha tudo”. Não é mesmo? Mais um pouco de Guimarães Rosa.

Quando conseguimos parar para nos ouvir e acolhemos o alerta da mudança, estamos caminhando para que ela aconteça.
Não pule sem paraquedas

Ou pule. Entretanto, o mais recomendado é planejar as grandes mudanças da sua vida, principalmente se elas podem te deixar vulnerável em algum aspecto. Passamos anos das nossas vidas planejando objetivos, metas, ações, riscos e custos das organizações para as quais trabalhamos, e não nos damos conta de que podemos fazer o mesmo para uma mudança de caminho em nossa vida pessoal.

Estabeleça uma missão, uma visão de futuro, objetivos, metas, ações, prazos e custos necessários para fazer a mudança necessária. Isso já vai te ajudar a passar pelo processo com menos ansiedade. É clichê, mas é importante: saber onde está e onde quer chegar é fundamental.

Ok, às vezes sabemos disso, mas não temos ideia do que fazer no meio do caminho. Use técnicas de planejamento estratégico. Analise suas forças e fraquezas, ameaças e oportunidades que não dependem de você; estabeleça valores e metas para a sua nova vida; identifique quais são as ações necessárias para fazer a virada; estabeleça prazos exequíveis; identifique pessoas que podem te ajudar nessas ações; e, se demandar investimento, projete quais são os custos necessários para isso.

E saiba:

“O mais importante e bonito, do mundo, é isto:
que as pessoas não estão sempre iguais,
ainda não foram terminadas,
mas que elas vão sempre mudando.
Afinam ou desafinam. Verdade maior.
Viver é muito perigoso; e não é não”.

(Guimarães Rosa é como a coragem: nunca basta).

Fonte: Administradores.com

Como encarar o novo ano e se programar para realizar e não somente prometer?

Como encarar o novo ano e se programar para realizar e não somente prometer?

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Existem alguns passos fundamentais que fazem das promessas realidades e tiram sonhos do papel. É importante assumir a responsabilidade pelo que deixamos de fazer, mas sem nos sobrecarregarmos com a culpa e incansavelmente buscarmos conhecimento para descortinar os impedimentos.

Pesquisas dizem que as pessoas que mais realizam, direcionam o foco da atenção para o futuro. Se existe problema, existe solução. Tendem a se lembrar de mais momentos memoráveis do passado. Enquanto as pessoas que não se sentem satisfeitas com suas conquistas geralmente fazem o contrário: lembram constantemente de situações que não deram certo. Tendem a se vitimar ou se culpar.

O ser humano é complexo e cada pessoa é única. No entanto, ao modelarmos o “mindset” dos grandes realizadores, podemos destacar algumas estratégias fundamentais para ir além e conquistar:

1. Saber exatamente o que se quer. Colocar no papel, no positivo e separar por áreas da vida.

2. Especificar o que deseja realizar.  Não basta dizer “quero ganhar mais dinheiro”. Quanto é esse mais? 15% a mais no salário mensal pede um plano de ação. No entanto, se o objetivo é fazer vinte vezes mais que a receita atual, a situação é muito diferente e exige uma estratégia mais desafiadora. Talvez seja necessário investir em novas formações, conhecimentos, etc.

3. Considerar os ganhos e as perdas. Se o objetivo é emagrecer, por exemplo, é importante lembrar que, além de perder peso e medidas, talvez tenha que abrir mão de alguns churrascos e happy hours. Será mais fácil continuar com o plano se tiver em mente os prós e os contras – para que, assim, possa negociar as recompensas quando os obstáculos aparecerem. Não tenha dúvidas, eles aparecerão. Quando queremos algo pelo qual precisamos batalhar para conseguir, inevitavelmente teremos que sair de nossa zona de conforto. Isso significa enfrentar os demônios interiores até ultrapassar os limites autoimpostos.

4. Descobrir o propósito por trás do objetivo. Quando sabemos o verdadeiro propósito por trás de um objetivo, nos tornamos capazes de realizar o extraordinário. Certa vez perguntaram a Ghandi o que fazia para que suportasse a dor de seus longos jejuns, e ele disse: “O meu propósito é tão grande, que por ele vale a pena viver e por ele vale a pena morrer”. Sua ambição era libertar um país. Ou seja, quando encontramos o real motivo por trás de um objetivo, quando sabemos os valores envolvidos, os desafios, por mais desafiantes que sejam, valem a pena.

5. Ter clareza se o que você quer é alcançável. Não adianta querer ser jogador de basquete profissional se sua altura é 1,69m, quando a média dos atletas dessa categoria é de 2 metros de altura. Nesse sentido, é importante não desperdiçar energia, e sim, colocar a atenção no que é possível realizar. No entanto, para um sedentário, correr a maratona de Nova York pode parecer impossível. Mas acredite: é absolutamente realizável desde que se tenha um plano para chegar lá.

6. Ter um direcionamento em relação ao tempo. Muitas pessoas acham desafiante colocar prazo para seus objetivos. Às vezes colocam prazos tão curtos que não dá tempo de concluir os passos necessários para conseguir. Em outras situações esticam tanto o prazo que acabam perdendo o entusiasmo. Nesse sentido, quando se consegue estabelecer um tempo adequado para realização fica mais fácil encontrar os meios para conseguir. O objetivo é de curto, médio ou longo prazo? Tenha clareza do tempo em relação ao seu objetivo.

7. Ter visão clara do que se quer e encontrar meios de medir o progresso durante a jornada. Essa é uma diferença que poderá fazer toda diferença.

8. Objetivos pedem ações e essas pedem estratégias. Metas alcançáveis seguidas de minimetas para tornar sonhos reais. São as pequeninas ações diárias que nos levam aonde queremos chegar. Faça mais de um plano de como vai conseguir cumprir o que prometeu. Geralmente as pessoas conseguem colocar em prática o plano B ou até mesmo o C ou D, etc. Criatividade é uma habilidade como qualquer outra: quanto mais exercitamos, mais disponível ela se torna. Use-a para imaginar várias maneiras de atingir seu objetivo. Ação criativa é uma das regras que faz dos persistentes, vencedores.

Hilda Medeiros é Coach e Terapeuta, realiza atendimento presencial e on-line, ministra Palestras, Workshops e Treinamentos em todo Brasil.

Fonte: Administradores.com

 

2017: como fica a comunicação na era pós digital?

Atualmente, não existem barreiras entre o mundo online e off-line, tudo está o tempo todo interligado

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Com a chegada do fim do ano, é normal fazermos algumas avaliações sobre o período que passou para traçar novas tendências e perspectivas. Assim, podemos nos preparar melhor para atender as novas demandas do mercado. E, nesse caso, avaliar como os consumidores estão se relacionando com as marcas se apresenta como uma das maneiras mais efetivas de alinhar a comunicação empresarial aos objetivos estratégicos da empresa.

Para isso, convém nos localizarmos no tempo em que vivemos. Concordo com Walter Longo, presidente da editora Abril, quando diz que já estamos na era pós-digital. Atualmente, não existem barreiras entre o mundo online e off-line, tudo está o tempo todo interligado. E, sendo assim, para conseguir otimizar seus resultados é imprescindível entender as características desse momento para atender os desejos desse novo consumidor.

Na era pós-digital, para ter sucesso em suas ações de comunicação e marketing, você deve antecipar as tendências de mercado, entender suas características e aplicá-las na prática. Veja a seguir algumas delas:

#Efemeridade: ao estarmos conectados 24 horas por dia, sete dias por semana, não é de se espantar que com toda essa velocidade de acesso às informações, seja mais difícil retê-las como acontecia há algum tempo. Tudo muda o tempo todo. Não é à toa que ferramentas como Snapchat cresceram como nunca. Para o ano que vem, a tendência é que essa mídia em tempo real se expanda ainda mais. Assim, irão se destacar no mercado as marcas que conseguirem passar sua mensagem de forma curta e direta através de um conteúdo exclusivo, fazendo com que seus consumidores se sintam conectados e únicos ao mesmo tempo.

#Multiplicidade: se tudo muda o tempo todo, vale lembrar que tudo também está conectado, interligado. Pense na quantidade de dados pessoais que apenas um smartphone tem em sua memória. Essas informações conectadas a Internet das Coisas têm um poder imensurável. Por isso, é tão importante que os profissionais de marketing já comecem a utilizar esses dados para se envolver com seus clientes de diversas formas. Para atingir um público de maneira efetiva, os anúncios deverão ser direcionados de acordo com os movimentos e comportamentos das pessoas que se pretende acessar.

#Sincronicidade: outra característica desses tempos modernos é que, hoje, as pessoas não mais são, elas estão. Por isso, é preciso entender os problemas reais e necessidades dos clientes para definir com qual linguagem, ferramenta e abordagem você poderá se comunicar com eles. As informações não são estáticas, cada vez mais é necessário perceber em que estágio de vida e, consequentemente, de compra, o seu consumidor está. E, é aí que o Inbound Marketing apresenta seu grande potencial, uma vez que, ao mapear o estágio de compra do público-alvo, propicia às marcas uma abordagem mais estratégica e eficaz.

Esses elementos agregados a um eficiente marketing de relacionamento, que foque na construção de uma lealdade, um envolvimento e no desenvolvimento de conexões mais fortes e emotivas com o cliente, poderão potencializar (e muito!) seus resultados em 2017. Portanto, mediante a essas informações, você já pode começar a traçar um planejamento de comunicação aliado às necessidades e tendências dessa nova era.

Janaína Almeida é jornalista na InformaMídia Comunicação, e colaboradora do Blog da PME.

Fonte: Administradores.com

Confira 10 habilidades fundamentais para o futuro [que você deve aprimorar hoje]

Pesquisadores preveem que quarta Revolução Industrial irá absorver os profissionais capacitados e melhorar a qualidade do trabalho

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Você já parou para considerar se sua atividade poderia ser substituída por um sistema de inteligência artificial? Trabalhos pouco especializados, baseados em repetições, tendem a sumir, enquanto atividades que exigem competências humanas devem ganhar mais destaque a partir dos próximos cinco anos. É o que apontam estudiosos, empresários e um relatório chancelado pelo Fórum Econômico Mundial, com previsões sobre o futuro das profissões.

O bilionário Elon Musk foi taxativo ao afirmar recentemente que, no futuro, será necessário que os governos garantam uma renda mínima aos cidadãos que não conseguirem ocupar postos de trabalho ocupados por máquinas e softwares. De acordo com um estudo da Universidade de Oxford, nos próximos 20 anos, 35% dos postos de trabalho no Reino Unido serão extintos para darem lugar à inteligência artificial.

Já o Fórum Econômico Mundial alerta que as inovações tecnológicas irão acabar com 7 milhões de postos de trabalho até 2020 e criar outros 2 milhões – deixando um saldo de 5 milhões de desempregados nas 15 maiores economias do mundo, incluindo o Brasil.

“O ritmo da inovação tecnológica continua aumentando, com tecnologias de software mais sofisticadas provocando rupturas nos mercados de trabalho ao tornar os trabalhadores redundantes”, conclui uma pesquisa da Universidade de Oxford.

Inteligência artificial e trabalho

Essa realidade não é futura. Ela foi gestada em um ambiente competitivo que exige inovação em todos os aspectos das organizações. Para a coordenadora do MBA em Gestão de Recursos Humanos da Unisinos, Elenise Rocha, a redução dos postos de trabalho não significará maior desemprego. “O que vai reduzir ao longo do tempo é o trabalho que executamos dentro dos empregos – a evolução do mercado de trabalho tem mostrado muitos sinais ao longo dos anos, as próprias condições de trabalho que eram muito precárias evoluíram e melhoraram”, explica a pesquisadora.

Um estudo da Accenture intitulado The promise of artificial intelligence aponta que a automação tende a erradicar processos operacionais no cotidiano das empresas. “Gerentes passam a maior parte do tempo desempenhando tarefas nas quais eles sabem que a Inteligência Artificial irá dominar no futuro. Em específico, os gerentes entrevistados esperam que o maior impacto da IA será na rotina administrativa e tarefas de controle, como agendamentos, alocação de recursos e geração de relatórios”, revela.

Segundo a professora da Unisinos, a busca pelo conhecimento especializado abre possibilidade para atuação do profissional no futuro. Os trabalhadores pouco especializados continuarão com postos de trabalho, porém em menor escala e talvez encontrem escassez de oferta da sua profissão no futuro, tendo que se sujeitar a baixos salários e condições precárias”, completa.

Elenise enfatiza que a tecnologia facilita o progresso das ideias e desenvolve o mundo, tornando-o mais aberto, inclusivo e transparente. “Entendo que a tecnologia não está roubando nosso emprego, ela está reduzindo a carga de trabalho, fazendo-nos olhar de forma diferente para o que realmente é importante e gera valor”, conclui.

Diante desse quadro, qual a função das pessoas dentro das empresas e como planejar o desenvolvimento de habilidades e da própria carreira em um mundo disruptivo? Como se manter competitivo em mercados que passam por profundas transformações?

Habilidades do futuro

O Fórum Econômico Mundial divulgou uma relação com as 10 habilidades essenciais para os profissionais que quiserem se destacar durante a quarta Revolução Industrial. “A maioria das empresas acredita que investir em habilidades, ao invés de aumentar as contratações de curto prazo ou trabalhadores virtuais, é a chave para gerenciar rupturas no mercado de trabalho em longo prazo com sucesso”, indica o resumo executivo do estudo.

1. Resolução de problemas complexos

Não é de hoje que a capacidade de resolver situações-problema é um indicativo do nível de inteligência individual e constitui uma habilidade bem-vinda nas empresas. Isso porque a resolução de problemas é um processo altamente cognitivo que requer a adoção de um objetivo e a coordenação de esforços rumo a esse objetivo. Para a psicologia, a resolução de problemas é a conclusão de um processo que envolve a delimitação do problema e a formulação do problema e tem duas dimensões: uma lógico-matemática e outra humana. É um processo que dificilmente seria delegado a um sistema com inteligência artificial – a exemplo do Pensador Profundo da obra de Douglas Adams.

2. Pensamento crítico

Desde antes dos primeiros registros históricos, os homens questionam o porquê das coisas, a razão por trás de fenômenos. Aqueles que se aprofundam nas questões, encontram respostas e mais perguntas e iluminam áreas até então desconhecidas tendem a se destacar. “É necessário estar disposto a aprender sempre, e evoluir na mesma medida em que observamos os sinais de mudanças dos nossos tempos”, afirma a professora da Unisinos. No célebre livro “Re-thinking reason”, composto por ensaios de vários estudiosos, o professor emérito de Filosofia da Universidade de Gettysburgh defende que o pensamento crítico humano é algo que supera o pensamento lógico. “O bom pensamento inclui, mas não é exaustivamente definido em termos de operações lógicas”, resume. “Existem funções não-analíticas do pensamento, como imaginação e intuição, e o bom pensador sabe utilizar os dois tipos”, explica, referindo-se aos modelos lógico e não-analítico.

3. Criatividade

Em junho, foi lançado o curta-metragem “Sunspring”, cujo roteiro foi totalmente escrito por Benjamin, apelido de um computador da Universidade de Nova Iorque. A mágica dos algoritmos pode fazer com que máquinas aprendam através do reconhecimento de padrões, porém a ideia de colocar um computador para escrever um filme partiu de dois humanos: o diretor Oscar Sharp e o produtor Ross Goodwin. “Mesmo que um robô escreva um livro, um roteiro de filme, pinte um quadro, ele foi desenvolvido com base em programação. Ou seja, através da inteligência e criatividade do homem”, defende Elenise Rocha. Por ora, as boas ideias ainda dependem das pessoas para serem realizadas.

4. Liderança e gestão de pessoas

Enquanto habilidades operacionais e pouco especializadas perdem relevância gradativamente, a capacidade de orientar esforços a um propósito torna-se cada vez mais importante. A habilidade de liderar envolve tanto conhecimentos de sistemas e métodos de trabalho quanto a capacidade de compreender e lidar com pessoas. Para Daniel Goleman, a liderança está intimamente ligada à inteligência emocional. “Sem a inteligência emocional, alguém pode ter o melhor treinamento no mundo, uma mente analítica e incisiva, e uma fonte inesgotável de ideias inteligentes, mas ainda não será um bom líder”, afirmou no célebre artigo What makes a leader.

5. Trabalho em equipe

A era do profissional-gênio, aquele que está pronto para livrar a empresa ou departamento de uma situação calamitosa porém é sisudo e antissocial, caminha para o fim. Sem o amparo de uma equipe em que cada pessoa desempenha uma função – e conhece as funções das demais – um profissional isolado tende a não ser útil. Para executar um bom trabalho em equipe, é fundamental saber gerenciar as próprias emoções, moderar o comportamento e medir as palavras e ações. O que nos leva ao próximo tópico.

6. Inteligência emocional

É irônico o fato de que, em tempos de automação e inteligência artificial, tenha se tornado tão necessário que as pessoas conheçam a si próprias para se tornarem capazes de lidar com frustrações, controlar impulsos e manter a motivação independente das adversidades. “Quanto mais persistirmos, melhor enxergaremos as situações como passageiras e estaremos mais aptos para mudarmos o que for necessário”, afirma a coach Andreia Deis. O conceito de inteligência emocional envolve um arcabouço de competências que incluem autoconhecimento, controle emocional, automotivação, empatia e habilidade em relacionamentos interpessoais. É uma habilidade complexa e essencial no mercado de trabalho, que dará suporte às demais. E o melhor: não pode ser substituída por sistemas artificiais.

7. Julgamento e tomada de decisões

No clássico Eu, robô, Isaac Asimov propõe e discute as famigeradas três Leis da Robótica. O último conto do livro narra um diálogo onde os interlocutores expõem a possibilidade de uma reinterpretação da Primeira Lei – “um robô não pode ferir um humano ou permitir que um humano sofra algum mal” – pelos próprios robôs. Asimov trata de uma contradição séria que ainda hoje é considerada pelos pesquisadores da área de Inteligência Artificial. Tomar decisões é uma competência humana; envolve informações, princípios, leis e emoções. Um julgamento errado pode implicar em repercussões que vão de baixos resultados trimestrais a genocídios. Além disso, deve existir um rosto por trás de uma decisão; alguém deve se responsabilizar. Portanto, é uma área que deve permanecer sob o domínio das pessoas por um bom tempo.

8. Orientação a serviços

Já percebeu que, cada vez mais, os sistemas estão cada vez mais adaptados às nossas necessidade, desde aplicativos simples até interfaces que utilizamos no trabalho? Tudo isso envolve um trabalho multidisciplinar de design, arquitetura da informação, programação e engenharia de software. Orientação a serviços é uma metodologia de desenvolvimento de sistemas modulares que permitem o alavancamento de recursos existentes e criação de novos, além de preparar para alterações exigidas pelo mercado. Assim, consegue-se aumentar a produtividade e, consequentemente, o lucro.

9. Negociação

Planos podem sofrer alterações forçadas por necessidades internas ou externas. Algumas dessas alterações podem inviabilizar um projeto ou colocar em risco a saúde financeira da empresa. A negociação é uma habilidade que sustenta sua relevância porque é através dela que situações complicadas chegam a uma resolução, saídas são encontradas em becos fechados e padrões são rompidos. Profissionais que sabem negociar são capazes de conseguir bons acordos, financiamentos vantajosos e benefícios que podem representar vantagens estratégicas para as empresas.

10. Flexibilidade cognitiva

O sociólogo Zygmunt Bauman afirma que “vivemos em tempos líquidos. Nada é para durar”. As carreiras e trabalhos também já não podem ser vistas como algo fixo, para a vida inteira. É natural observar engenheiros que lideram startups, biólogos que trabalham com vendas e matemáticos programadores. A velocidade das transformações, portanto, exige dos profissionais tanto a compreensão de que a área de formação não determina carreira quanto flexibilidade para novos aprendizados e experiências. “Tais mudanças devem acender, dentro de cada um de nós, uma nova consciência e uma nova visão, pois precisamos nos reinventar”, diz Elenise.

Fonte: Administradores.com

 

Os altos salários pagos em 2012 e 2013 nunca mais vão voltar?

Pesquisa mostra que, de maio até agora, houve queda de 13% na média das remunerações oferecidas em oportunidades profissionais

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São Paulo – Quem está procurando emprego já percebeu que os salários oferecidos estão mais baixos. Estudo conduzido pela Produtive Carreira e Conexões como Mercado observou, de maio até agora, uma queda de 13% na média das remunerações das oportunidades abertas.

A consultoria comparou os salários anteriores que 80 profissionais recebiam com as remunerações acertadas após transições de carreira. Quase 70% passaram a receber um salário menor do que antes. Seis por cento se recolocaram pelo mesmo salário e 25% conquistaram aumento.

Nas posições intermediárias, a queda média na remuneração foi de 11,43%, segundo a pesquisa. Para os cargos de gerente sênior, diretores e VPs a queda é maior: 16,83%.

Segundo Rafael Souto, presidente da Produtive, a crise não responde sozinha pelo encolhimento dos salários. “Até o fim de 2014 os salários vinham crescendo acima da média. Salários altos somados ao desaquecimento da economia resultaram nessa queda que a pesquisa mostra”, diz ele.

O descompasso entre a média salarial do Brasil e no restante do mundo, segundo Souto, surgiu durante os anos de 2012 e 2013, quando se falava em apagão de talentos por aqui. “Naquela época, o crescimento foi rápido e as empresas precisavam contratar para dar conta da demanda. Acabaram pagando o que fosse”, diz.

Só que esse aumento dos salários provocado pelo déficit de profissionais qualificados se mostrou caro demais e, com crise, muita gente foi demitida. Hoje com tanta gente disponível no mercado, as empresas conseguem contratar por menos.

A má notícia é que nada muda em curto prazo. “Pelos próximos cinco anos, teremos um regime salarial abaixo do patamar que víamos em 2012 e 2013”, diz Souto.

E como lidar com esse cenário?

A inflexibilidade na negociação salarial pode tornar a recolocação inviável, diz Souto. “Não tem jeito, a economia mudou. Aos nossos assessorados, recomendamos que é melhor aceitar a redução e voltar logo para o mercado pois temos visto muitas viúvas daquele boom salarial de 2012”, diz.

Mais resistência a esse conselho Souto têm encontrado entre os profissionais de níveis iniciais e intermediários para quem o drama da redução salarial é mais grave. “Quem mais sente são gerentes, coordenadores, supervisores e analistas. Uma redução de 15% em um salário de 6 mil, 7 mil reais faz muita diferença no orçamento”, diz. Já para a alta gestão, com remuneração que varia entre 25 mil e 70 mil reais, tem sido mais fácil aceitar porque, mesmo menor, a remuneração ainda é bem alta.

Fonte: Exame.com

Como se preparar para 2017 e reforçar a sua empregabilidade

A questão do desemprego é uma preocupação de nível mundial, com estudos apontando para o Brasil com um dos piores cenários

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O mercado de trabalho está passando por uma grande revolução e isso implica diretamente em como as pessoas estão se preparando para enfrentá-lo. Melhorar a empregabilidade, um conjunto de competências e habilidades de qualificação profissional, se tornou a busca de todos os trabalhadores que desejam desenvolver a própria carreira, se destacarem numa entrevista ou mesmo manter o emprego em um período conturbado para a economia.

Afinal, a questão do desemprego é uma preocupação de nível mundial, com estudos apontando para o Brasil com um dos piores cenários. Segundo estimativas da Organização Mundial do Trabalho (OIT), entre 2016 e 2017, quase um em cada cinco novos desempregados do mundo virá do Brasil.

 Diante de uma economia volátil e complexa como a que estamos enfrentando, atualmente, é importante que o trabalhador esteja disposto a sair de sua zona de conforto e iniciar uma reflexão aprofundada sobre o que é preciso mudar e aquilo que é necessário incorporar ao seu portfólio de competências.

Evidentemente, para qualquer profissão, uma das maiores recomendações é se capacitar. Este é o diferencial fundamental e a exigência da maioria das empresas. Sem conhecimento específico da área pleiteada, dificilmente a vaga será conquistada. Sendo assim, invista na educação e aposte em cursos que lhe posicione à frente da concorrência.

Com as equipes cada vez mais enxutas, também é importante saber entregar mais com menos. As empresas estão cada vez mais pressionando os funcionários para que eles executem os serviços de forma rápida e correta. A grande disponibilidade de profissionais no mercado faz com que os recrutadores se interessem por aqueles que preencherão de fato as necessidades da companhia.

Outra dica fundamental é sobre a forma como o profissional é visto no ambiente de trabalho. É preciso ter autocontrole e saber lidar com as adversidades para não ser marginalizado pelos companheiros de trabalho. Além disso, os profissionais que se integram às diversas áreas estão mais aptos a receber promoções e benefícios.

E por último lembre-se de fazer a gestão das suas redes sociais. A internet conta com muitas ferramentas que ajudam a construir uma imagem de profissional empregável. Tente manter a descrição sobre a sua vida pessoal e opiniões muito contundentes. Atualmente, as empresas checam sempre os perfis virtuais e avaliam o comportamento do candidato.

Fonte: Administradores.com