4 soluções simples para aumentar a produtividade no trabalho

Qualquer ferramenta – digital ou analógica – é inútil se não forem acompanhadas por habilidades e comportamentos produtivos

Ferramentas digitais são úteis para inovar e estimular a produtividade no trabalho. Como muitas são gratuitas, os resultados obtidos tendem a ter um custo-benefício vantajoso para o trabalhador ou empreendedor. No entanto, qualquer ferramenta – digital ou analógica – é inútil se não forem acompanhadas pelas habilidades.

“Quando as pessoas me pedem conselhos sobre qual software utilizar para aumentar a produtividade, eu faço a seguinte pergunta: ‘como o software se encaixa no processo de fluxo de gestão atual?’ Com frequência, descobrimos o problema real: não existe processo de fluxo de gestão”, explica a consultora e palestrante Maura Thomas.

O problema atinge desde grandes companhias que se descuidam em relação aos processos internos — e acabam acumulando perdas – quanto funcionários e pequenos empreendedores. As tarefas entulham a lista de afazeres, o estresse dispara e a produtividade despenca.

Para evitar esse quadro e manter o fluxo de trabalho, gerar resultados e aumentar a produtividade, ao menos quatro soluções são de fundamental importância antes de se lançar mão da tecnologia.

1. Gestão do tempo

Esse é o principal recurso de qualquer pessoa. Seja para conquistar um objetivo ou concluir uma tarefa simples, o tempo que for consumido no processo não poderá ser recuperado. Por isso, é necessário saber estipular metas, definir prioridades e saber focar no que vai gerar resultado e valor.

Uma dica para gerir melhor o tempo no trabalho é lembrar do princípio de Pareto: 20% dos esforços vão gerar 80% dos resultados. Apesar de ser uma regra empírica e generalista, pode-se notar algo de verdadeiro nela durante o cotidiano.

Todos os clientes dão o mesmo retorno em vendas ou apenas alguns deles respondem pelo maior volume de compras? Sendo assim, em quais clientes, ou grupos de clientes, os vendedores devem gastar mais tempo fidelizando?

Para atividades de escritório, algumas ferramentas podem ajudar a desenvolver a disciplina necessária para usar melhor o tempo. Existem várias técnicas e tecnologias disponíveis, mas a mais popular é a Pomodoro.

Sua base também é empírica, mas a ampla aceitação desde que foi criada no anos 1980, mostra que ela pode ser uma aliada da produtividade. Funciona da seguinte maneira: um temporizador marca 25 minutos, durante os quais o usuário deve trabalhar ininterruptamente. Em seguida, ele pode tirar cinco minutos de descanso. Após quatro séries, o tempos de descanso é maior, variando entre 15 e 30 minutos.

Existe uma razão para essas pausas: o segredo da produtividade está nos intervalos. O nosso corpo funciona em ciclos, e não é diferente com o cérebro. O tempo máximo que conseguimos manter o foco varia entre 90 e 120 minutos. Portanto, não adianta virar as noites em claro com os olhos na papelada; provavelmente você não estará produzindo nada.

2. Controle dos processos

Em qualquer atividade, qualquer que seja a escala de trabalho, dominar o processo é a única maneira de garantir o resultado final com qualidade. O controle de processos é uma disciplina conhecida quando o assunto é automação industrial: cada etapa precisa ser milimetricamente ajustada para que o produto tenha a qualidade desejada com riscos mitigados.

Qualquer atividade, no entanto, pode ser descrita em processos. “Se você não é capaz de descrever o que você faz como um processo, você não sabe o que está fazendo”, costumava afirmar o estatístico e professor norte-americano Edwards Deming.

Deming se notabilizou pelas melhorias nos processos produtivos nas empresas após a Segunda Guerra Mundial, especialmente no Japão. Seu método de gestão com foco na qualidade total abrange 14 tópicos e é uma referência até hoje para altos executivos. Os pontos foram descritos no livro Out of crisis (edição em português esgotada).

Portanto, organizar suas atividades como processos é uma técnica que irá otimizar a produtividade e melhorar a qualidade do produto ou serviço final. Como efeito virtuoso, essa prática reduz o estresse ao deixar claro qual o próximo passo e o que fazer para executá-lo.

3. O próximo passo

Em entrevista à Revista Administradores, o fundador e diretor da Valios Internacional, Luiz Gustavo Gama, defendeu que a melhor maneira de executar as tarefas com excelência e cumprir prazos é simplificar e entender as próximas etapas.

“Muitos gestores, por terem muita informação, confundem excesso de ferramentas com eficiência, e isso é um risco tremendo”, afirmou. “Se o gestor desenvolver o hábito de apenas pensar no próximo passo, sem dúvida irá executar projetos com excelência sempre”, garante Gama.

Existem inúmeras técnicas de gerenciamento de projetos com abordagens diferentes para cada tipo de indústria. Novos softwares prometem ajudar a turbinar a produtividade e a resolver todos os problemas. Mas, se o trabalhador ou gestor não tiver a clareza do próximo passo a ser dado em direção ao objetivo estratégico da companhia, estará desperdiçando tempo e dinheiro.

4. Motivação

Para lembrar desses conselhos e aplicá-los no dia a dia, é preciso observar os resultados e manter a motivação. Leo Babauta, consultor e autor do blog Zen Habits, lembra que a motivação é como um músculo: para fortalecer, é preciso exercitar todos os dias.

E a melhor maneira para que isso aconteça é olhar para os resultados. Se a atividade está sendo bem executada, de maneira ótima e de acordo com processos firmes, o resultado tende a ser bom. Mais vendas, clientes mais satisfeitos, produto mais bem acabado, menos acidentes de trabalho.

Se conhecemos as virtudes dos atos pelos resultados produzidos, temos uma garantia de que é possível replicá-los e obter mais resultados. E nisso consiste a produtividade: fazer mais e melhor com menos esforço, menos recursos e em menos tempo.

Fonte: Administradores.com

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Seis erros nas redes sociais que prejudicam a busca por estágio

Você reclama demais nas redes sociais? Cuidado para não prejudicar sua imagem!

A maioria dos alunos que iniciam o Ensino Superior possui o sonho de realizar um estágio em uma grande empresa ou órgão público para vivenciar experiências profissionais indispensáveis no desenvolvimento de uma carreira. Além do caráter educativo, a experiência prática eleva as chances dos estudantes conquistarem oportunidades de emprego na área de atuação, após a conclusão do curso de graduação. No entanto, se o estudante está procurando estágio, vale ficar atento a algumas regrinhas básicas sobre o uso das redes sociais.

De acordo com a psicóloga e caça-talentos do Quero Bolsa, Nairana Leal, assim como os candidatos costumam pesquisar sobre a empresa antes da entrevista de emprego, atualmente muitos recrutadores, quando organizam um processo seletivo, analisam e monitoram a atuação dos estudantes no Facebook, Instagram e LinkedIn para realizar uma avaliação mais precisa e criteriosa do perfil da pessoa que irão contratar. “Nesse caso, alguns erros podem custar a tão sonhada vaga”, alerta.

Para auxiliar os jovens nessa importante etapa da vida, a profissional elencou seis dicas valiosas de postagens comuns que não devem ser feitas nas redes sociais. Confira a seguir:

1. Reclamações
Se você é daqueles que gosta de reclamar da vida nas redes sociais, a sugestão é interromper imediatamente essa postura. Além de passar uma imagem muito negativa aos recrutadores, lembre-se de que ninguém gosta de trabalhar perto de pessoas que estão constantemente mal-humoradas e colocando todo mundo para baixo. Você já deve ter ouvido falar por aí que habilidades técnicas são mais fáceis de serem desenvolvidas do que mudar o aspecto comportamental, certo?

2. Críticas ao antigo trabalho ou chefe
Sabe aquela frase que diz que falar mal dos outros expressa mais sobre você do que das pessoas em si? Então, esse erro nas redes sociais também pode queimar seu filme com os recrutadores, principalmente aquelas postagens envolvendo experiências em estágios anteriores e antigos chefes. A falta de lealdade e ética pode ficar muito evidente com esse tipo de atitude.

3. Imagens inapropriadas
Muita gente ignora essa orientação e continua postando fotos com conotação sexual implícita ou aquela festa do fim de semana com os amigos em que não se está nos melhores dias. A sugestão é velha, mas vale lembrá-la: guarde essas recordações apenas para você.

4. Comentários ou postagens extremistas
Posicionamentos políticos e religiosos extremistas geram discussões intermináveis nas redes sociais e mostram a sua opinião para o mundo. É preciso ter em mente que esse tipo de atitude geralmente não é bem-vista por recrutadores.

5. Fotos de perfil questionáveis
Escolhas equivocadas de sua foto de perfil também podem prejudicar a sua imagem, por isso, tome cuidado. Lembre-se de que é um resumo do que você é. Atenção principalmente com a foto de perfil do LinkedIn, rede profissional que pode ajudar você ainda mais na conquista de uma vaga.

6. Mentir sobre si próprio
Se fizer propaganda de algo que sabe fazer, tenha consciência de que isso pode ser verificado e cobrado posteriormente. Se disser em algum momento que gosta de ler, não poste algo dizendo que odeia textão e que prefere assistir ao filme primeiro a ler o livro, por exemplo.

Fonte: Administradores.com

Os 4 erros no currículo que mais irritam os recrutadores

Pesquisa da Qualitá-RH revela os detalhes que mais prejudicam a avaliação de um currículo pelos recrutadores brasileiros. Veja como evitá-los

São Paulo — Currículos costumam ser fonte de frustração para muitos recrutadores. Seja por pecados na forma, seja por deslizes no conteúdo, a maioria dos candidatos acaba por produzir documentos que causam mais aborrecimento do que interesse.

“Grande parte vem com um design todo embolado, várias informações cruciais faltando, ou então detalhes excessivos”,  diz Hélio Carvalho, sócio-diretor da consultoria Qualitá-RH. O nível da maioria costuma ser tão ruim que “chega a dar desânimo”, nas palavras do recrutador.

Os mais prejudicados, no entanto, são os próprios profissionais. Mesmo aqueles que têm uma trajetória impecável e seriam perfeitos para uma determinada vaga não serão sequer considerados pelos avaliadores se não fizerem um currículo de qualidade.

Para ajudar candidatos a se apresentarem ao mercado de forma mais eficiente, a Qualitá-RH entrevistou cerca de 230 recrutadores de nível sênior sobre qual seria o modelo ideal de um currículo.

Os resultados trazem alguns erros considerados imperdoáveis pelos headhunters. Confira os principais a seguir:

1) Não incluir o campo “Objetivo profissional”

A função pretendida é considerada uma informação essencial para a triagem de currículos na visão de 71,2% dos entrevistados pela Qualitá-RH. Afinal, esse é o primeiro indicador que o recrutador levará em conta para decidir se deve continuar lendo o CV ou não.

Sem indicar seu objetivo profissional, o candidato dá a entender que está disposto a qualquer aventura só para ter um salário no fim do mês. “É importante fazer um currículo adaptado para cada vaga pretendida, e não um único documento que sirva para qualquer oportunidade”, orienta Carvalho.

É importante ser direto, específico e sucinto. Não vale se apresentar, por exemplo, como possível “assistente/analista/supervisor/coordenador financeiro”, na ilusão de abrir mais chances de se encaixar nas necessidades do contratante. Se você pretende atuar como coordenador financeiro no seu próximo emprego, escreva apenas isso no objetivo profissional.

2) Incluir (ou omitir) o campo “Resumo”

Escrever uma síntese da sua trajetória profissional até agora não é errado — mas a pertinência dessa informação pode variar conforme o seu grau de senioridade na carreira.

Em um currículo de nível operacional, o resumo é considerado relevante por 54,4% dos recrutadores, e visto como desnecessário por 45,5%. A avaliação muda drasticamente quando cargo é de média ou alta gestão: 89,7% consideram o campo necessário e apenas 10,9% o julgam irrelevante.

É fácil entender essa distinção. Só há necessidade de resumir carreiras longas; as trajetórias que ainda são curtas não precisam de síntese. “Para um profissional de nível júnior, o resumo acaba sendo redundante”, explica Carvalho. Os dados principais podem ser facilmente apreendidos com um olhar rápido sobre sua trajetória profissional.

Já o candidato de nível sênior precisa escrever duas ou três linhas rápidas sobre si mesmo — ou obrigará o recrutador a ler todo o currículo à procura de informações básicas sobre ele.

3) Escrever tudo em texto corrido, ou tudo em tópicos

A diagramação e até as fontes que você escolhe para o seu CV têm um impacto surpreendente sobre sua atratividade. O princípio geral que deve reger a composição do documento é a simplicidade: cores sóbrias, fontes clássicas e um espaçamento confortável entre linhas e parágrafos.

Também é importante criar diferenciação visual entre cada tipo de informação. Além de usar o negrito para títulos, por exemplo, é interessante intercalar textos corridos e listas de tópicos. A preferência de 58,5% dos entrevistados pela Qualitá-RH é por resumos na forma de um parágrafo. Já as experiências profissionais devem vir como uma lista de itens, segundo 81,2%.

De acordo com Carvalho, formatar seu histórico profissional em forma de tópicos ajuda a tornar a leitura mais dinâmica. No entanto, é melhor escrever o resumo na forma de um pequeno texto. “Se você fizer tudo no formato de tópicos, o layout fica muito cansativo e repetitivo”, explica ele.

4) Anexar uma carta de apresentação

Nada menos que 84,5% dos entrevistados consideram desnecessário escrever uma redação sobre si mesmo e enviá-la como complemento ao currículo.

“A carta de apresentação costuma vir como um 2º anexo no e-mail, o que nos faz perder ainda mais tempo”, explica o diretor da Qualitá-RH. “Além disso, costuma incluir autoelogios que não acrescentam nada para quem está recrutando”.

A dica do especialista é esperar a entrevista presencial para falar mais sobre seus valores e expectativas. Além de desnecessário, adiantá-las em formato de texto exclui a possibilidade de explorar outros recursos de comunicação para persuadir e conquistar o avaliador, tais como tom de voz e linguagem corporal.

Fonte: Exame.com

6 truques que o recrutador pode usar para atrair você para a vaga

Táticas são confirmadas pela Ciência e candidatos caem direitinho na rede dos processos de recrutamento

São Paulo –  O time de pesquisa do LinkedIn entrevistou 14 mil profissionais de mais de 20 países, entre eles o Brasil, para investigar como as pessoas buscam emprego, hábitos e atitudes e também motivadores para mudar de emprego, já que mais de 7 mil deles fizeram movimentações recentes de empresas.

Para 35% da amostra global, o LinkedIn teve papel significativo na mudança de emprego. No Brasil esse percentual pode até ser maior: a rede social profissional que tinha 6 milhões de usuários em 2011, hoje já bateu a marca dos 30 milhões.

O estudo “O que pensam os candidatos de hoje” mostra que uma entrevista de emprego ruim, por exemplo, é motivo para 65% deles simplesmente desistirem da vaga e perderem o interesse pela empresa.

A importância dada para a experiência do candidato durante um processo seletivo fica mais evidente durante a temporada de recrutamento para os programas de trainee. Gamificação, robôs que ajudam durante o processo de inscrição entre outras novidades são as armas da guerra de talentos.

Hoje em dia, é simples obter informações sobre como uma empresa seleciona seu quadro de funcionários. No fim de agosto, saiu até um ranking das 10 empresas com as entrevistas de emprego que deixam profissionais mais satisfeitos. No topo da lista, com base em mais de 4,7 mil opiniões, a Deloitte com 90% das avaliações indicando experiência positiva. Já em relação ao nível de dificuldade, a Ambev foi a mais citada entre as 10 primeiras colocadas.

De acordo com Milton Beck, diretor do LinkedIn para a América Latina, existem empresas brasileiras que poderiam até “dar aula” de boas práticas de recrutamento para companhias estadunidenses e europeias, mas essas que têm processo sensacionais não passariam de algumas dezenas. “Mas, o Brasil é muito grande e se formos analisar na média ainda estamos muito atrás do patamar da Europa e EUA. A posição de recrutador não é valorizada, muitas vezes são terceirizados e há muita confusão entre marca do serviço/produto e marca empregadora”, diz.

Ele diz que uma das características que distinguem os brasileiros dos demais profissionais é a felicidade em ser contatado por um headhunter. “O brasileiro sempre fica feliz com o contato porque sente que está sendo visto pelo mercado. É muito bom para o ego, ele sente que tem alternativas”, diz Beck.

O estudo mostra também que os profissionais ficam muito mais satisfeitos quando o processo seletivo é breve, com duração de dois a três meses e três entrevistas ao todo. Seleções com muitas reuniões presenciais são cansativas e atrapalham a rotina de quem está empregado.

Em entrevista exclusiva, a VP de comunicação da Uber, Jill Hazelbaker, que antes de trabalhar lá passou pelo Snapchat e Google, reclamou do número de entrevistas de emprego que teve que fazer quando estava participando da seleção para a posição de chefe de comunicação corporativa do Google. “Foi desafiador e me lembro de estar no meio da campanha para tentar reeleger Michael Bloomberg e o pessoal do Google me ligava e dizia: você pode vir aqui para mais uma entrevista? Eu queria muito o emprego, mas também não queria perder o trabalho que eu tinha naquele momento ao tentar conquistar esse novo trabalho”, contou em janeiro a EXAME.

Se o salário continua sendo o principal motivador para aceitar um novo emprego, segundo 45% dos entrevistados, adequação à vaga tendo em vista habilidades e competências e chance de crescimento de carreira têm também forte efeito, com 37% das respostas cada uma. A equipe do LinkedIn retoma também estudos que corroboram a tese de que “a remuneração pode entusiasmar no início, mas não torna o candidato um funcionário leal”.

A partir desses dados e de um compilado de outras pesquisas, o estudo indica truques cientificamente comprovados que um recrutador pode lançar mão no primeiro contato para seduzir um profissional para trabalhar para ele.

Ele não conta tudo para você

Para deixar o profissional curioso, informações sobre salário são omitidas na primeira mensagem. A equipe do LinkedIn diz por exemplo, que ele pode resumir a função na empresa, mas não citar nada que trate do pacote de remuneração. Pode ser efetivo já que o estudo indica que 72% querem essa informação logo de cara. “Quando não sabemos tudo o que queremos, nos sentimos compelidos a buscar as informações que faltam”, diz o texto do relatório da pesquisa.

O diretor do LinkedIn para a América Latina no entanto, fez uma ressalva, em conversa com EXAME: “se o candidato perguntar, o recrutado tem que dizer”, diz. Se a faixa salarial for muito distante da expectativa do profissional, será perda de tempo para o recrutador e para o candidato.

Ele escreve uma mensagem mais pessoal

Da mesma forma que mandar um e-mail frio com o seu currículo e a aquela frase batida “olá, segue currículo anexo” não surte o “encantamento” esperado, uma mensagem igualmente gélida sobre uma vaga não fisga um profissional que esteja minimamente satisfeito com seu emprego atual, segundo Beck.  No relatório da pesquisa do LinkedIn, há uma dica prática.  Eles indicam usar a frase “você tem conhecimento de dispositivos móveis para liderar nossa equipe”, em vez de “eu tenho uma vaga de desenvolvedor com o salário de X.

Mostra que acompanha seu trabalho

Ao mencionar algum aspecto da sua trajetória, o recrutador mostra que fez a lição de casa na pré-seleção de candidatos para aquela oportunidade profissional.  Da mesma forma que um profissional que demonstra conhecer a empresa na entrevista de emprego, o recrutador ao mostrar que acompanha a trajetória daquela pessoa vai certamente causar uma boa impressão.

A equipe do LinkedIn exemplifica como os recrutadores podem fazer isso. Dizer que “a startup que você criou atraiu minha atenção” é melhor que “seu perfil é ótimo”, segundo o texto.

Ele usa bom humor

Jargões e formalidades saem de cena e dão espaço para o entusiasmo e tom divertido. O objetivo do recrutador é que o candidato se lembre dele como um profissional diferente da massa de recrutadores formais justamente por conta da simpatia.

Conexão

Esta é sempre uma dica que headhunters também dão a candidatos que desejam criar vínculo com os recrutadores, e que no fundo é um conselho valioso de networking de modo geral: encontre algo em comum com a pessoa com quem quer estabelecer um vínculo. Por isso, o recrutador que quiser fisgar um candidato pode tentar descobrir pontos em comum como um conhecido mútuo ou uma mesma instituição de ensino no currículo.

Quanto mais diferente for o gosto ou a vivência que os aproxime, mais interessante ele vai parecer aos olhos do profissional, segundo o relatório da pesquisa que leva em conta estudos científicos que revelam que isso ocorre porque nos sentimos parecidos e ao mesmo tempo diferentes dos demais.

Milton Beck, lembra, no entanto, que o mais importante para o candidato é manter um perfil com as palavras chave que permitam que ele seja encontrado facilmente pelo recrutador.

Ele escuta mais do que fala

Nada mais chato do que entrevistador que quer falar mais do que o entrevistado.  O recrutador mais estratégico sabe disso e, dá bastante abertura para o candidato falar sobre o que tem feito de interessante na sua vida profissional, aspirações de carreira. Além de ter informações válidas para descobrir se o candidato combina, de fato, com a empresa em termos de valores, é um jeito de tentar encontrar algum ponto de identificação.

Ao falar ao telefone, pergunte sobre aspirações de carreira, cargo atual e o que os entusiasma. Utilize essas informações para identificar-se de algum modo com o candidato. Escute mais do que fale.

Fonte: Exame.com

Autonomia e liberdade: seria esse o novo modelo de trabalho ideal?

Em 2017, a pesquisa Carreira dos Sonhos aponta que jovens, média gestão e alta liderança têm se preocupado mais com o seu próprio desenvolvimento e bem estar do que com a empresa no qual atuariam

O que você faz para ser feliz? Ou melhor, o que te deixa feliz? Escutar música, encontrar os amigos, comer algo que gosta…Mas e o trabalho, te faz feliz? A busca pela felicidade foi um quesito unânime entre os mais de 82 mil entrevistados da pesquisa ‘Carreira dos Sonhos 2017’, realizada pela Cia de Talentos em parceria com a NextView People. Ser feliz, inclusive, é mais importante do que a estabilidade e o conforto, e mais do que nunca o indivíduo quer se sentir valorizado. Ser empoderado e poder investir na sua evolução dentro da empresa no qual trabalha, é o que os profissionais buscam.

Esse é o 16º ano da pesquisa, mas o segundo desde que seu foco partiu de ‘Empresa dos Sonhos dos Jovens’ para ‘Carreira dos Sonhos’, uma mudança que alterou inclusive o público-alvo da conversa, que hoje acontece com profissionais jovens, de média gestão e alta liderança. E embora esse seja só o segundo ano, já é possível ver que o disruptivo, a tecnologia, e os novos modelos de trabalho têm impactado os desejos e os sonhos desse público, que está cada vez menos ligado ao mercado de trabalho tradicional.

Como em 2016, fica claro que o mercado ainda tem muito a aprender, nunca antes estivemos tão conectados a outras pessoas e tão desconectados das instituições, visto que quase 100% dos entrevistados apontou alguma insatisfação com o mercado de trabalho. Foi o tempo em que vida pessoal e profissional andavam separados, novos modelos devem estimular a autonomia e a liberdade. E um detalhe importante, ainda que satisfeitos, nem todos os profissionais pretendem ficar na sua atual empresa, a satisfação não garante mais o relacionamento.

 O tempo voa, e o conhecimento também

Albert Einstein já dizia que “a imaginação é mais importante que o conhecimento”, e se em 1931, data da publicação da frase, ele já tinha razão, você vai se surpreender ao saber que nossa nova relação com o conhecimento reduziu a vida útil de nossas habilidades profissionais, que passaram de 30 para cinco anos. Junte a isso o aumento da expectativa de vida, 75 anos e meio, e acredite, nossos filhos e seus descendentes trabalharão cerca de 60 anos.

Onde, como e com quem aprendemos

Em uma análise detalhada, comparando os resultados de 2016 com os desse ano, conseguimos perceber o quanto as referências têm moldado a cabeça dos profissionais, independentemente da idade, seja jovem, média gestão ou alta liderança.

Dentre os principais motivos que atraem os profissionais a uma empresa, citamos duas unanimidades: fazer o que gosta e a busca pelo desenvolvimento profissional. E quando colocamos isso lado a lado aos resultados passados, percebemos que carreira internacional, boa imagem e segmento de atuação estavam no topo da lista. O que isso significa? Que antes os profissionais estavam preocupados com a empresa – boa imagem e segmento -, mas hoje, essas mesmas pessoas, estão mais preocupadas consigo. Ouso ainda afirmar que o fato de a alta liderança apontar tais fatores, nos leva a crer que esses profissionais buscaram experiências alternativas além da empresa. Lembrando ainda que o item ‘remuneração’ foi citado apenas pela média gestão e em 2016.

Levando em conta as referências, ou melhor, com quem os entrevistados querem aprender, Jorge Paulo Lemann está no topo de todas as gerações, acompanhado de nomes como Bill Gates, Barack Obama Steve Jobs e até Silvio Santos. Outro detalhe é de os jovens e a média gestão também incluíram professores e chefes como referência. De maneira geral, conseguimos afirmar que a experiência, o fato de alcançarem grandes metas e terem foco, foram os critérios de escolha desses líderes.

Obviamente a pesquisa não deixaria de abordar as empresas dos sonhos de cada geração, e é interessante ver que ainda que todos busquem algo de viés empreendedor, fazer o que se gosta e ao mesmo tempo ter desenvolvimento profissional, as empresas escolhidas são grandes corporações, como Google, Nestlé, Natura e Petrobrás. Isso demonstra que o fator estabilidade ainda pesa muito. A solução? Volte ao início do estudo, valorize o indivíduo e o empodere, nada melhor do que contar com um colaborador de espírito empreendedor.

*Marcelo Vianna é sócio-diretor da Conquest One, empresa especializada em contratação de profissionais especializados em TI, e CHRO responsável pela área de Pessoas e Compliance.

Fonte: Administradores.com

Aprenda a montar um currículo atraente

Em um momento cada vez mais competitivo, em que as empresas recebem centenas de candidaturas para uma única vaga, construir um currículo atraente pode fazer a diferença

Na hora de montar o currículo ou o portfólio, muitas pessoas têm dificuldade para organizar as suas atividades profissionais e decidir o que entra e o que deve ficar de fora. Antes de tudo, é preciso entender que a objetividade e a clareza são duas características essenciais em um currículo ou portfólio atraente. Por outro lado, cometer erros de português e colocar informações desnecessárias são alguns dos motivos que podem excluir candidatos antes mesmo da entrevista.

Em um momento cada vez mais competitivo, em que as empresas recebem centenas de candidaturas para uma única vaga, construir um currículo atraente pode fazer a diferença. Este será o primeiro contato do recrutador com o profissional e, portanto, é preciso destacar as próprias qualidades e mostrar por que você é o candidato ideal para ocupar o cargo. Pensando nisso, separei algumas dicas para ajudar os postulantes a oportunidades no mercado de trabalho a montarem o currículo perfeito:

1. Honestidade. É essencial que as informações do currículo sejam totalmente verdadeiras. Inventar cargos, cursos, experiências internacionais ou fluência em idiomas pode destruir a sua credibilidade no mercado de trabalho, já que as mentiras podem ser facilmente descobertas durante a entrevista ou a checagem das informações. Além disso, é possível que você tenha dificuldades para realizar as funções exigidas, caso seja contratado;

2. Objetividade. O currículo deve ir direto ao ponto e ter um objetivo definido, deixando claro qual o cargo desejado. Essa informação pode ser trocada de acordo com a empresa e a vaga para a qual se está candidatando. Não se alongue em informações pessoais e descreva brevemente a sua formação acadêmica e o trabalho realizado em suas experiências anteriores. Na hora de listar cursos e atividades extracurriculares, escolha os mais relevantes e que tenham a ver com a vaga pretendida. No caso de um iniciante, uma página é suficiente. Para os mais experientes, não há problema em utilizar três ou até quatro páginas;

3. Clareza e organização. O currículo precisa ser um documento claro, limpo e legível, sem fotos, ilustrações ou muitas cores. Os textos devem ser curtos e bem escritos, já que erros de português são fatais para qualquer empresa. A organização em itens também é essencial para facilitar a leitura;

4. Informações básicas. Dados como pretensão salarial, número de documentos, referências de empregos anteriores e informações de familiares são completamente desnecessários. É fundamental que o currículo se resuma a itens básicos, como objetivo, dados pessoais, formação acadêmica, experiência profissional, idiomas, habilidades e cursos.

5. Habilidades. Evidencie seus talentos e qualificações profissionais, mas evite termos subjetivos, com adjetivos e elogios. Uma dica é destacar a importância das empresas que já trabalhou, destacando a área de atuação, o porte da empresa e seu valor de mercado. Além disso, experiências internacionais, cursos técnicos e trabalhos voluntários, por exemplo, são uma ótima forma de mostrar as suas qualidades e seu interesse em adquirir conhecimento.

Fonte: Administradores.com

Só quem tem uma virtude específica toma boa decisão de carreira

Sofia Esteves, um dos principais nomes do recrutamento no Brasil, tem uma dica certeira para quem busca movimentos mais eficientes na vida profissional

Quem acompanha meus artigos sabe que acredito fortemente que tomamos as melhores decisões quando nos conhecemos de verdade.

Já falei repetidas vezes da importância de descobrir e entender quais são seus valores de vida, propósitos e suas principais características, o que você faz bem e com facilidade e que outras pessoas não fazem.

Também já mencionei que é interessante procurar saber como as pessoas te percebem, que marca é essa que você tem e que aparece quando elas pensam em você.

Buscar esse conhecimento sobre si próprio é importante porque nos leva a movimentos mais eficientes na vida. Às vezes, as pessoas perdem muito tempo tentando desenvolver aquilo que não fazem bem apenas porque acredita-se que é isso que o mercado de trabalho quer e precisa. Tomamos decisões sem considerar o que desejamos, ou sem saber quem realmente somos.

A verdade é que para construir uma carreira sólida e feliz é preciso colocar força naquilo que te diferencia. Para ajudar nessa caminhada eu sugiro que conheça a plataforma Bettha.com. Ela é gratuita e tem ferramentas muito atuais de autoconhecimento.

Além de ajudar cada um a se conhecer melhor, também contribui para que o profissional se prepare para o mercado de trabalho. Como? Por meio de jornadas e missões com conteúdos de carreira, competências comportamentais e habilidades portáteis, importantes para toda e qualquer carreira.

O Bettha traz feedback imediato sobre quem é você e como os outros o percebem, tudo isso por meio de assessments desenvolvidos exclusivamente para contribuir para o autoconhecimento.

Com o seu perfil definido, a plataforma ainda vai sugerir oportunidades de desenvolvimento, online e offline, como cursos, livros e, claro, vagas em empresas que de fato tenham a ver com o perfil, estilo de trabalho e competências de cada um.

Além disso, é importante lembrar que só fazer boas escolhas na carreira não é suficiente. O mercado de trabalho exige uma evolução contínua e constante. Segundo pesquisas, uma habilidade adquirida hoje terá, em média, cinco anos de validade no mercado. Antigamente, esse prazo de relevância do conhecimento já foi muito maior.

Outro ponto a ser levado em consideração é de que os modelos educacionais tradicionais não dão conta desta velocidade sozinhos, ou seja, precisam ser complementados com ferramentas e conteúdos que permitam individualizar o aprendizado e implementar em tempo real conteúdos que desenvolvam as habilidades e competências que o mercado exige.

O objetivo do Bettha é possibilitar que o profissional conheça as carreiras, o seu estilo de trabalho e se desenvolver sempre, todo dia um pouquinho, seja no aspecto comportamental ou nas habilidades técnicas que o mercado espera do seu perfil. Além disso, ele pode ajudar a cada profissional a construir um portfólio que vai muito além do currículo, pois cada assessment realizado e conteúdo assistido conta pontos e compõe esse perfil que as empresas podem acessar e conhecer.

Lembre-se: diferente do passado, hoje, o plano de carreira deve ser construído e gerido por cada um de nós.

Fonte: Exame.com