Você sabia?

Metade das mulheres perdem o trabalho até 2 anos após se tornarem mães.

Segundo o IBGE, somos a maioria com nível superior e/ou pós-graduação. A nossa ascensão no mercado de trabalho é muito boa, até o momento que a gente decide ser mãe.😒⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀

Pode não ter acontecido com você, mas certamente aconteceu com alguma parente, amiga ou vizinha.⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀

Uma pesquisa da FGV identificou que o desemprego inicia imediatamente após o período de proteção garantido pela licença-maternidade (4 meses). Já depois de 2 anos, metade das mulheres que tiram a licença está fora do mercado de trabalho, um padrão que se perpetua até o 4º ano pós-afastamento.⠀⠀

A maior parte das saídas do mercado de trabalho se dá sem justa causa e por iniciativa do empregador. No entanto, os efeitos são bastante heterogêneos e dependem da educação da mãe: trabalhadoras com maior escolaridade apresentam queda de emprego de 35% um ano após o início da licença, enquanto a queda é de 51% para as mulheres com nível educacional mais baixo.⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀

Algumas empresas vêm possibilitando às colaboradoras estenderem a licença maternidade por mais dois meses. Para essas, é maior a probabilidade de continuarem empregadas seis meses após a licença, mas esta vantagem é reduzida a zero um ano depois.⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀

Este foi o primeiro estudo sobre licença maternidade com tal riqueza de informações sobre a trajetória das trabalhadoras em um país em desenvolvimento e mostra que o mercado de trabalho no Brasil é diferente do existente nas economias desenvolvidas em termos de desigualdade salarial, discriminação e informalidade.⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀

O estudo indica que a licença de 120 dias não é capaz de reter as mães no mercado de trabalho e mostra que políticas como a expansão da oferta de creches e pré-escolas são mais eficazes para atingir esse objetivo, especialmente para proteger as mulheres com menor nível educacional.⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀

Como se não bastasse a cobrança social pela pluralidade de papéis e, em muito casos, a falta de rede de apoio, tem mais essa pra gente lidar.⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀

Eu só queria dizer para todas as manas que se enquadram nessas estatísticas: #juntassomosmais

Muitas de nós encontra conforto, realização e alternativa de gerar renda no empreendedorismo. Não é a toa o crescimento de campanhas como Compre das mães, mãe ajuda mãe. Conectadas, unidas e em prol de um objetivo comum de conquistar mais espaço na sociedade, seguimos abrindo caminho em áreas, inclusive da tecnologia onde ainda somos minoria.

O empreendedorismo digital tem se mostrado uma excelente alternativa para as mães que desejam empreender. Oferecendo a rotina flexível e o cenário de protagonismo que a gente precisava.

Eu queria empreender, queria muito mesmo… mas não queria só empreender e ponto. Eu até tentei focar no empreendedorismo digital voltado à área de RH, orientação e planejamento de carreira, devido à minha formação acadêmica.⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀

Mas não era suficiente. Ainda estava faltando alguma coisa.⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀

Dei o nome de Escritório Materno à minha rotina home office, que inclui cuidar da casa e das crianças, levá-los à escola e aos compromissos médicos.⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀

O Escritório Materno é a minha luta por espaço numa sociedade onde o trabalho dos homens são mais importantes do que os das suas mulheres, onde as mulheres encaram jornadas triplas, trabalham quando podem e se puderem.⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀

Eu não posso pegar a minha mochila e ir para o escritório trabalhar, como faz o meu marido. Eu trabalho se as crianças estiverem dormindo, se estiverem na escola, se não tiverem médico. Mas, por quê? Porque o trabalho dele ainda é mais importante, e vai continuar sendo se eu não der a importância necessária ao meu trabalho.⠀⠀

O Escritório Materno é realização mas também é luta! É a minha independência. É meu jeito de mudar a vida que a sociedade determinou pro meu papel de mãe. É sobre não abrir mão do modelo de maternidade que acredito e, ao mesmo tempo ter realização profissional.

Eu precisava dar vazão ao meu feminismo e empoderar outras mulheres, principalmente outras mães, a realizarem os seus sonhos pessoais e profissionais, a serem independentes. A lutarem e ocuparem os seus espaços.

Eu acredito que juntas somos mais fortes e que podemos mudar as estatísticas. Acredito que, com o aumento no número de mulheres financeiramente independentes e empoderadas, vamos diminuir o número de feminicídios e violência doméstica.

Acredito que podemos trocar o medo de sermos demitidas após a licença maternidade pelo entusiasmo de trabalhar para enriquecimento próprio.

E eu não vou facilitar para os homens da minha vida, apesar de amá-los absurdamente!

Não vou me sobrecarregar de tarefas e deixar meu trabalho ou estudos em segundo plano. Estou me dando a prioridade que mereço e preciso para transformar a minha vida e quero te encorajar a fazer o mesmo!

Fonte: https://administradores.com.br/

 

 

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.