Problemas de memória? Como aprender a esquecer pode melhorar sua capacidade de lembrar

O processo de lembrança funciona mais ou menos como tentar encontrar algo que você precisa dentro de um quarto totalmente bagunçado

Se há um limite para a memória humana, ainda não atingimos esse patamar. Psicanalistas e neurocientistas concordam que, embora deva existir esse “limite de armazenamento”, não corremos, por ora, o risco de encher o cérebro de memórias a ponto de bater nessa barreira.”Ótimo, mas então por que eu continuo me esquecendo das coisas?”, você pode se perguntar. A resposta é a seguinte: bom, isso acontece porque você não está esquecendo o suficiente.

Menos é mais
Existem três verbos fundamentais para entender o processo de lembrança: ingerir, armazenar e recuperar.

“Quando as pessoas reclamam da memória, elas invariavelmente assumem que o problema é de retenção insuficiente de informações”, diz Robert A. Bjork, professor de psicologia da Universidade da Califórnia.

Por outro lado, ele argumenta que “o problema pode ser, ao menos em parte, uma questão de esquecimento insuficiente ou ineficiente”. Hoje, essa é a teoria mais aceita entre os pesquisadores do funcionamento da memória.

Usando uma metáfora, o processo de lembrança funciona mais ou menos como tentar encontrar algo que você precisa dentro de um quarto totalmente bagunçado.

Quanto mais nos lembramos das coisas, mais as memórias interferem umas nas outras. Informações desatualizadas ou irrelevantes vão inevitavelmente ofuscar nossas tentativas de encontrar memórias úteis ou ideias centrais, que podem ser cruciais na tomada de decisões.

O professor Blake Richards, da Universidade de Toronto, e o pesquisador Paul Frankland argumentam que o processo de esquecimento não é apenas falho ao tentar recordar algo mas também funciona como um mecanismo. E a função da memória é “otimizar a tomada de decisões inteligentes, mantendo o que é importante e deixando de lado o que é irrelevante para nós”.

Aprendendo a esquecer
“Ok, mas como eu esqueço?”, você se pergunta. Aí vamos nós:

Dica 1: Pare de revisitar sua memória inútil
Nossa capacidade para acessar uma determinada memória funciona um pouco como um caminho em uma floresta: quanto mais você pisa nela, mais proeminente ela se torna. Isso fortalece as conexões físicas dos neurônios e efetivamente faz o cérebro pensar que a memória que você continua acessando é importante.

Ou seja, por que você precisa se lembrar de qual foi a seleção vice-campeã da Copa do Mundo de 1938 enquanto não recorda em qual vaga de estacionamento parou seu carro?

Dica 2: Pratique
A memória pode ser treinada. Em 2001, o professor Michael Anderson, da Universidade de Cambridge, realizou um estudo que provou que suprimir certas informações pode ser útil para domar as memórias indesejadas.

Freud diria que memórias reprimidas só voltam para assombrar as pessoas. Mas o professor Anderson argumenta que esse esquecimento ainda é um método importante para regular nossas emoções e pensamentos, pelo menos a curto prazo.

Dica 3: Exercício cardiovascular

Em um estudo com ratos, o professor Blake Richards mostrou que existe uma ligação entre a geração de neurônios no hipocampo do cérebro e o esquecimento.

Essas conexões entre os neurônios mudam constantemente. Eles podem enfraquecer ou ser eliminados por completo. E, à medida que novos neurônios se desenvolvem, eles podem conectar novamente os circuitos do hipocampo e substituir as memórias existentes.

Uma maneira bastante recomendada de criar essas novas neurogêneses é fazer exercícios cardiovasculares, como correr, caminhar, nadar, remar etc.

Agora, lembre-se: esquecer é uma habilidade tão essencial quanto relembrar. Livrar-se de memórias indesejadas e emoções ruins pode ser um desafio mas também é algo que funciona com a prática.

Fonte: epocanegocios.globo.com

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A poluição do ar prejudica até seu desempenho no trabalho

Pesquisa da Universidade de Cingapura mostra que exposição a ar contaminado prejudica o rendimento em empregos que exigem coordenação, velocidade e consistência

poluição do ar em grandes metrópoles causa inúmeros efeitos prejudiciais em nosso corpo, como dor de cabeça, doenças respiratórias e cardíacas, exaustão e até câncer de pulmão.Os danos da agressão ao meio ambiente à saúde são evidentes. Um grupo de pesquisadores da Universidade de Cingapura, no Sudeste Asiático, contudo, decidiu pesquisar também de que forma a poluição afeta a produtividade dos profissionais.

Evidentemente, trabalhar em meio à poluição não favorece o rendimento da equipe. Mas, segundo os pesquisadores, flutuações esporádicas no nível de qualidade do ar não impactam a média diária de produtividade.

No entanto, se a pessoa tem de trabalhar durante muito tempo exposta à poluição, seu rendimento diminui lentamente com o passar do tempo, de acordo com reportagem da Fast Company.

Para chegar a essa conclusão, a equipe liderada pelo professor Liu Haoming estudou durante um ano fábricas têxteis na China e comparou os níveis de poluição do local com a produção dos trabalhadores.

A pesquisa mostra que a exposição a altos níveis de poluição (10 microgramas por metro cúbico acima do limite considerado seguro) por 25 dias reduz a produtividade do trabalhador em 1%.

“A maioria dos gerentes que entrevistamos não percebeu que a poluição do ar pode ter um impacto negativo na produtividade de seus trabalhadores”, afirma Liu.

As descobertas da Universidade de Cingapura são relevantes porque mostram às empresas que a sustentabilidade é importante não só para seus resultados financeiros, mas também para a saúde e desempenho de seus funcionários.

Liu diz que é vital que o efeito da poluição na economia receba mais atenção. Apesar de seu estudo se concentrar em trabalhadores de fábricas têxteis, ele acrescenta que as descobertas podem ser aplicadas a qualquer emprego que exija coordenação, velocidade e consistência.

“O impacto negativo sobre a produtividade do trabalho deve ser considerado como uma parte importante do custo da poluição do ar”, diz.

Fonte: epocanegocios.globo.com

Profissionais matutinos são realmente mais produtivos do que os noturnos – saiba o porquê

Livro aponta que cérebro performa melhor pela manhã e possibilita que profissionais executem tarefas complexas com mais facilidade

O antigo provérbio, “Deus ajuda, quem cedo madruga” pode ser verdade, de acordo com o livro The Morning Mind (A mente matutina, em tradução livre). No livro, o autor Robert Carter, PhD, diz que há uma razão biológica pela qual o madrugador pega “no tranco”.”Nosso volume interno craniano é maior pela manhã”, diz Carter. Como cabeça e corpo ficam nivelados durante o sono, o cérebro recebe mais fluido corporal do que durante o dia, fazendo com que ele performe melhor após o despertar. A conclusão é baseada em estudos sobre pacientes que sofrem de Parkinson.

Os pacientes estudados foram mais capazes de realizar tarefas complexas pela manhã. Ao longo do dia, à medida que a quantidade de fluido no cérebro diminuía, registraram um declínio da capacidade cognitiva.

Todos somos matutinos 
Por mais que algumas pessoas afirmem ser criativas à noite e incapazes de deitar a cabeça no travesseiro até as primeiras horas da manhã, Carter diz que menos de 1% da população é geneticamente programada para trabalhar na madrugada. Ele argumenta que aqueles que se consideram corujas provavelmente sofrem de privação ou restrição de sono. E isso, diz ele, resulta em redução no desempenho cognitivo, na regulação emocional e na produtividade.

Uma das razões pelas quais os madrugadores podem ser mais produtivos é que eles são mais proativos e persistentes — resultado de uma mente bem descansada. “O assassino da persistência é a fadiga e a frustração. Os madrugadores são menos fatigados, menos irritados e menos frustrados [do que os noturnos] ”, diz Carter.

Mas há outra razão pela qual os notívagos podem ter um desempenho inferior em comparação às pessoas da manhã. O descansar tardio não combina bem com as normas sociais das 9h às 17h de trabalho. As pessoas à noite tendem a não obter as sete ou oito horas de sono desejadas, elas tendem a não ter bom desempenho, graças à privação crônica do sono.

Ajustar o horário de sono pode fazer com que os notívagos colham os benefícios do início da manhã depois de um sono de boa qualidade, mas isso pode significar acordar às 9h ou 10h. Isso funciona bem para pessoas que trabalham em casa ou em um escritório com horários ajustáveis.

Para profissionais que precisam estar no escritório às 9h, prontos para enfrentar o dia, aqui estão três dicas para se tornar uma pessoa mais matutina:

Prepare seu ambiente de sono: um sono adequado começa com a preparação do ambiente para descanso. Deixe o quarto o mais escuro possível e desligue a luz azul de telefones celulares e despertadores. Pratique a meditação consciente e a respiração profunda e relaxante. “A respiração promove o sono”, diz Carter.

Planeje o início do seu dia: Comece com o que você vai vestir e programe também o que vai preparar para o café da manhã. Manter-se organizado logo cedo ajudará a reduzir o impacto de um sono ruim. “Estar com pressa de manhã causa uma sensação de ansiedade e vai diminuir sua produtividade”, diz Carter.

Fuja da função “soneca”: Embora você pense que está fazendo um favor a si mesmo dando 10 ou 15 minutos extras de sono, dormir um pouco a mais só serve para aumentar a frustração e reduzir o estado de calma necessário para ser produtivo.

Fonte: epocanegocios.globo.com

Por que a cultura de uma empresa realmente importa?

Entenda em quatro pontos o porquê da cultura organizacional ser tão essencial

A cultura de uma empresa tem a ver com o porquê as pessoas fazem o que fazem dentro da organização. Como um iceberg, inclui comportamentos observáveis e tudo que não é facilmente notado, como mentalidades e crenças. Mas por que a cultura de uma empresa importa tanto? Segundo a especialista Carolyn Dewar, sócia da consultoria estratégica McKinsey & Company e especialista em programas de transformação de cultura de larga escala, a razão está ligada ao o que os profissionais fazem e como o fazem.

“O que separa as organizações com melhor desempenho do resto? Uma estratégia inteligente? Produtos superiores? Pessoas melhores? Talvez sim, por um tempo, mas qualquer vantagem desaparece se não for construída sobre algo mais fundamental. Algo que permite que uma vantagem competitiva se sustente e cresça com o tempo. Esse algo é a cultura.”, afirma Dewar.

“Qualquer um que tente entender a cultura de uma organização deve reconhecer que a maior parte do que importa não pode ser visto com facilidade”, destaca. Entenda através destes 4 pontos as razões que tornam a cultura organizacional tão essencial:

#1 A cultura tem relação com o desempenho
Com base em uma pesquisa da McKinsey com mais de mil organizações e mais de três milhões de indivíduos, aquelas com as “melhores” culturas (medição realizada de acordo com o Índice de Saúde Organizacional da consultoria) oferecem retorno 60% maior do que as medianas e 200% mais alto do que aqueles inferiores.

#2 A cultura é particularmente difícil de copiar
O atual ritmo acelerado de inovação das empresas significa que os produtos e modelos de negócios enfrentam uma constante ameaça de se tornarem obsoletos. “Nesse contexto, a vantagem competitiva final é uma cultura saudável que se adapta automaticamente às condições de mudança para encontrar novas maneiras de alcançar o sucesso”, explica Dewar.

#3 A cultura benéfica permite que a organização se adapte
Em um mundo onde a única constante é a mudança, a cultura se torna ainda mais importante porque as organizações com culturas saudáveis e de alto desempenho prosperam. O contrário também é verdade: culturas tóxicas não respondem bem às transformações. De acordo com a pesquisa da McKinsey, cerca de 70% das transformações falham, e 70% dessas falhas têm relação com questões de cultura organizacional.

#4 A cultura tóxica leva à baixa performance
Ao longo do tempo, não só as culturas tóxicas fomentam desempenho sem destaque, como podem levar a empresa à ruína, segundo a especialista. “Manchetes diárias atestam, a cultura pode derrubar gigantes corporativos.”

Fonte: epocanegocios.globo.com

Por que tanta gente mente no currículo sobre os idiomas que fala

A tendência poliglota pode ser observada no mercado de trabalho, sobretudo na hora de se candidatar a uma vaga de emprego

Há alguns anos, o Facebook começou a permitir que os usuários adicionassem os “idiomas falados” em seus perfis. De uma hora para outra, tive a sensação de que estava vivendo o tempo todo rodeado por poliglotas.De repente, todo mundo que eu conhecia começou a dizer que falava várias línguas – apesar do fato de eu nunca ter ouvido essas pessoas murmurarem uma palavra sequer em um idioma estrangeiro antes.

Mas essa tendência não se resume aos perfis do Facebook. A “maquiagem” também pode ser observada no mercado de trabalho, principalmente na hora de se candidatar a uma vaga. No LinkedIn e em aplicativos de emprego, muita gente não pensa duas vezes antes de incluir o domínio de uma língua estrangeira que de fato não tem.

Será que o tiro pode sair pela culatra?

É fácil mentir
É claro que, desde que o mercado de trabalho moderno existe, os currículos foram repletos de pequenas mentiras.

Em uma pesquisa realizada em 2015 pelo site de empregos CareerBuilder com 2.000 gerentes de recrutamento nos EUA, 56% contaram que pegaram um candidato na mentira – inflando cargos, adicionando responsabilidades e até mesmo citando universidades imaginárias. Além disso, disseram especificamente que 63% dos candidatos “maquiaram” uma habilidade em seu currículo.

Outro estudo feito com 2.000 gerentes de recrutamento pela Hloom, empresa que fornece modelos para cartas de apresentação e currículos, mostrou que a segunda pior mentira de um candidato no currículo é a fluência em uma língua estrangeira – superada apenas pelo nome da universidade em que se formou e seguida pela área de formação acadêmica.

Mas o que faz com que as pessoas exagerem no nível de conhecimento de uma língua estrangeira?

Maurice Schweitzer, professor de administração da Wharton, escola de negócios da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, resume no que ele chama de “justificativa elástica”. “Basicamente exageram em algo que é difícil estabelecer um limite claro – o idioma é um bom exemplo.”

Em outras palavras, a suposta capacidade de falar tagalo [idioma filipino] é mais etérea e impalpável do que algo tão simples quanto um diploma universitário – embora muita gente também minta sobre isso nos currículos.

Naturalmente, para empregos na área de tradução ou em cargos que exigem conhecimento bilíngue específico, é esperado que haja algum tipo de teste para avaliar se o conhecimento do candidato está à altura da vaga.

Mas se você está se candidatando a uma vaga de design gráfico e quer acrescentar o fato de que você fala um pouco de espanhol (leia-se: estudou brevemente na universidade e não pratica desde então), qual seria o problema?

‘Sobre o que mais você está mentindo?’
As pessoas mentem em seus currículos pela mesma razão que inventam sobre suas habilidades linguísticas em algo tão banal quanto o Facebook. Elas querem impressionar os outros.

O problema é que, se você é desonesto sobre suas qualificações em um aplicativo – não importa o quão trivial você acha que isso seja -, deixa uma impressão negativa difícil de apagar em possíveis empregadores.

Segundo Schweitzer, alguns mentem, inclusive, na seção de interesses do currículo (quando optam por incluir essa parte), e podem até exagerar em hobbies ou áreas de especialização para projetar uma certa imagem de si mesmos, parecer memoráveis ou sofisticados.

Dizer que você gosta de cinema, ou mencionar que compete em maratonas, pode desencadear uma pergunta do entrevistador sobre o assunto – mas se ficar óbvio que você não sabe tanto sobre o tema quanto sugere, o gerente de recrutamento pode se perguntar sobre o que mais você está mentindo. É alguém em quem eles confiam e gostariam de trazer para sua equipe?

“Se eu posso fazer um pedido em um restaurante em italiano, na minha cabeça, eu poderia justificar para mim mesmo que sou versado no idioma – é essa ambiguidade que torna tão interessante”, diz Schweitzer.

É uma espécie de autoilusão que pode parecer inofensiva a princípio, mas pode repercutir assim que o mentiroso começar a se candidatar a cargos mais importantes ou públicos.

Schweitzer cita o exemplo recente de Melissa Howard, candidata republicana da Flórida à Câmara de Representantes dos EUA que mentiu sobre a universidade em que se formou – o que a fez abandonar a disputa em agosto.

Ela afirmou que tinha um diploma da Miami University de Ohio – mas a instituição de ensino negou a informação – embora ela tenha frequentado a universidade e posado na cerimônia de formatura para uma foto de chapéu e beca.

Este é um exemplo de justificativa elástica. Se você associa a algum aspecto de realização – colocar o italiano no currículo e ser capaz de pedir uma bruschetta em Roma -, você pode começar a dizer às pessoas e, de fato, acreditar que você fala italiano bem o suficiente para se gabar disso.

A melhor estratégia
Tudo isso não é para te assustar e te fazer omitir seu conhecimento de idiomas no currículo ou no perfil das redes socais.

Mas se você disser que fala árabe ao se candidatar a uma vaga, mesmo que seja em uma nota de rodapé, esteja preparado para a possibilidade de o entrevistador começar a falar com você em árabe. O pior dos cenários é sempre um bom teste para decidir o que (ou não) incluir.

Meg Montee é pesquisadora-associada sênior do Centro de Linguística Aplicada em Washington, nos EUA. Ela diz que os níveis que costumam ser adotados para medir o conhecimento de um idioma – como avançado ou fluente – não são de fato úteis porque internacionalmente o sistema padrão de habilidade linguística não é amplamente utilizado ou nem sempre é compreendido por todos.

É claro que há muitos testes padronizados por aí (especialmente para alunos de inglês que não são nativos), mas são caros e demandam muito tempo de estudo.

Não corra riscos
Em vez disso, Meg Montee recomenda ser o mais específico possível. “Alguém que trabalha em transporte público precisa ser capaz de fazer anúncios claros no idioma e ser compreendido pelo público em geral. Em um trabalho de escritório, você precisa ser capaz de redigir memorandos que sejam compreendidos por todos.”

Parece muito trabalhoso? O mais provável é que, se você não consegue elaborar uma pequena lista de tarefas reais que consegue realizar, não deveria colocar o idioma no currículo ou no formulário de candidatura. Não vale a pena correr o risco.

Essa é uma regra de ouro dos princípios mais importantes quando se procura um emprego: nunca vale a pena mentir no currículo.

Schweitzer sugere que, se você está em dúvida sobre incluir algo, nem perca tempo. É fácil adotar uma mentalidade de visão em túnel (distorcida) quando se está procurando emprego. A meta número um é encontrar um trabalho, e a número dois deveria ser: ser honesto. Em caso de dúvida, siga seu instinto.

Fonte: epocanegocios.globo.com

Técnica Pomodoro: saiba como melhorar sua produtividade

Nela você tem a oportunidade de focar em uma atividade por vez e identificar os pontos de distração

Com a correria do dia a dia, não importa em que área você atue, é preciso saber lidar com o tempo para poder otimizar as demandas e ter mais horas para realizar suas tarefas. Estudos do Instituto de Psiquiatria da Universidade de Londres indicaram que exercer mais de uma atividade ao mesmo tempo reduz a produtividade em até 40%. Esse dado mostra a importância de nos organizarmos para concluir e gerir todas as atividades.

Como fazer isso é particular de cada um, mas para quem precisa de ajuda existem algumas técnicas que podem auxiliar, como por exemplo a técnica Pomodoro. Nela você tem a oportunidade de focar em uma atividade por vez e identificar os pontos de distração.

Ao mesmo tempo, garante a revisão das atividades e utiliza seu potencial para a demanda que precisa de mais atenção.

O método de gerenciamento de tempo Pomodoro consiste em dividir os fluxos de trabalho em quatro períodos de 25 minutos. Durante esse intervalo é preciso ter atenção total à sua atividade e depois de cumprir o prazo previsto. Você pode ter uma folga de cinco minutos para descansar o cérebro e realizar outras tarefas importantes, ao final descanse por um período maior, entre 15 e 30 minutos. Mais quais são as vantagens de melhorar sua produtividade com essa técnica?

A maioria dos gestores reclamam que o colaborador brasileiro produz pouco. Isso acontece por uma série de fatores, mas se resume em saber como aumentar a produtividade. Os benefícios derivados da gestão do tempo são variados e passam até pela qualidade dos processos. Isso porque o não cumprimento de um padrão ocasiona conflitos e gera pressão entre os profissionais, que precisam realizar as tarefas com muita agilidade e sem o cuidado necessário.

Da mesma forma, é mais fácil estabelecer prioridades e delegar tarefas, ou seja, com essa prática é possível definir exatamente o que precisa ser feito com urgência, o que é importante e o que pode ser deixado para uma outra hora.

Como ela ajuda na produtividade do Departamento Pessoal?

Uma situação bastante comum nos DPs é o profissional ter que lidar com diferentes atividades ao longo do dia. Em muitos casos, o que acontece é que determinada tarefa foi iniciada, mas não finalizada. Ou porque surgiu algum imprevisto e mudou sua prioridade ou porque deixou o que estava programado em segundo plano. Mas, para não perder o controle de sua lista de afazeres, essa técnica ajuda a descobrir como seu tempo é gasto e quantas horas ou minutos cada atividade leva para ser realizada. Ao mesmo tempo, você aprende a lidar com as distrações.

É fato que o monitoramento do tempo possibilita fazer uma análise mais aprofundada de como as rotinas são executadas. Com essas questões em mente, você tem mais argumentos para mudar seus processos e sugerir uma reestruturação que otimize o trabalho e maximize a sua produtividade.

A técnica Pomodoro é uma boa alternativa para identificar erros e acertos, aprender a se planejar e a saber como programar melhor as suas atividades. Com a otimização do tempo, suas rotinas serão executadas com mais rapidez e precisão, o que tornará todo o processo muito mais fácil e eficiente.

Marcelo Furtado — Com mais de cinco anos de experiência no mercado de Recursos Humanos, Marcelo Furtado possui MBA em Engenharia Financeira pela Universidade de São Paulo (USP) e já passou por empresas como Ambev, Cargill, PepsiCo e CarVal Investors. Atualmente é professor de Inbound Marketing na ESPM e CEO da Convenia, primeira plataforma na nuvem de Gestão de Pessoas para PMEs.

Fonte: administradores.com.br

Empresário: expectativa x realidade

As pessoas iniciam um negócio com expectativas erradas, o que gera um monte de frustrações

Ser empresário não é a coisa mais simples do mundo como alguns pensam. Você vai ter que cuidar do seu negócio todos os dias, é como se fosse um filho que nunca cresce. Vai exigir também decisão e postura. Se quer conquistar o sucesso, é necessário se dedicar 100% e acreditar no seu sonho e esteja preparado, porque não é todo mês que vai ter dinheiro para pagar as contas. Esqueça essa história de salário, porque nem sempre ele virá, então tem que deixar um caixa reserva.

Por todos esses motivos citados acima, empresas abrem e fecham no mundo inteiro, o tempo todo, e nos Estados Unidos não poderia ser diferente. Inclusive algumas que encerraram suas atividades são bem conhecidas pelos brasileiros. No Brasil, devido à crise, esse movimento foi ainda mais intenso, mas também sei de casos em que empresas aparentemente saudáveis, em Portugal, não operam mais. Mas porque será que isso acontece? Muitas vezes os donos são pessoas experientes dotados de ótima capacidade gerencial e intuitiva.

Eu já ministrei palestras em seis países, e eu nunca aceito ter um tempo menor do que duas horas porque gosto de interagir com quem foi me ouvir. E durante algumas conversas, quando questiono para as pessoas por que elas querem abrir uma empresa, o que eu mais ouço são frases como “quero ganhar mais dinheiro”, “quero liberdade profissional”, “quero mais tempo para mim”, “quero mais possibilidade de estar com a minha família”. Serei muito sincero, empresários podem até me corrigir, mas as coisas não são exatamente assim.

Quanto mais eu me envolvo com os meus negócios, menos tempo eu tenho. E muitas vezes, se for olhar proporcionalmente, quanto mais projetos, menos eu ganho devido às despesas desses investimentos novos. As cobranças deixam de ser do seu “chefe”, e passam a ser do seu cliente, fornecedor ou parceiro de negócio.

As pessoas iniciam um negócio com expectativas erradas, o que gera um monte de frustrações. Boa parte não está se quer preparada para lidar com pressões. Enquanto você é empregado, muitas vezes, não tem a preocupação com folha de pagamento, imposto, terceiros, prestação de serviços, responsabilidade civil e uma série de questões que qualquer empresário tem.

E quando você vai para outro país, essas questões se agravam porque muitas vezes as pessoas realmente não sabem o que fazer, e ainda tem que lidar com a barreira do idioma. Então, precisa estar claro que este momento vai exigir muito mais do que você imagina. Pensando desta forma já é o primeiro passo para o sucesso. Aceite e compreenda que não vai ser fácil, é preciso ter persistência, competência e auxílio profissional que irá orientar e direcionar.

Presenciei dois casos em Madri, de dois brasileiros distintos, sem relação alguma, que abriram empresas, mas de forma totalmente inexperiente. Um parceiro do nosso escritório de lá ofereceu para esses investidores 5 mil euros para cada um com o intuito de ajudar com toda a estruturação e obter as licenças necessárias. Eles preferiram economizar esse dinheiro e o negócio não durou nem oito meses. Precisaram lidar com muitas questões das quais não estavam acostumados e, lógico, não deram conta.

Há um ano atendi um desembargador aposentado do tribunal de justiça de São Paulo, que veio para Miami e quis abrir um negócio. Ele já possuía outras empresas, mas aqui preferiu se aventurar em outros segmentos e eu tive que ser honesto sobre o que poderia acontecer.

Com todo seu histórico de ser concursado e ter trabalhado sempre com a mesma coisa, desde sua formação, questionei com todo respeito com a capacidade dele, sobre qual era sua experiência empresarial. Ele me respondeu que não tinha nenhuma, então para que a gente não tivesse muitos riscos, eu aconselhei a adquirir uma franquia. Isso porque eu sempre penso em diversas oportunidades.

Em casos que a pessoa não tem expertise, a franquia pode ser uma grande solução porque o sistema fornece todo o passo a passo de como funciona e do que é preciso fazer. Além disso, há um suporte quando necessário. Com certeza você vai ganhar menos do que se abrisse um negócio próprio, mas se prefere iniciar uma atividade econômica sem ter amparo, consultoria e mentoria, a melhor opção para este cenário seria a franquia.

Quando pensar em abrir um negócio, em empreender, seja no Brasil ou qualquer outro lugar, busque informação de pessoas que já estão no ramo, que conhecem e têm experiência para compartilhar.

Tenho escutado muito sobre coach e mentoria. Recentemente foi a uma palestra sobre o tema de um especialista que é realmente muito inteligente e atua de forma didática, mas ainda assim não achei que ele tem a expertise necessária para orientar um empresário, porque simplesmente ele nunca foi um, ou seja, tem apenas a teoria. Então, se você for fazer alguma coisa, tenha cautela e tome cuidado. Faça o passo a passo, busque informações reais sobre o negócio, área e afins que possam te trazer uma certa estabilidade e não perder dinheiro.

Daniel Toledo – É advogado especializado em direito internacional, consultor de negócios e sócio fundador da Loyalty Miami.

Fonte: administradores.com.br