Use a ansiedade de forma positiva

Seja o dono da sua mente, dos seus pensamentos, faça sua parte com excelência e deixe que o Universo se encarrega de fazer a parte

É difícil nos tempos de hoje encontrar uma pessoa que não seja ansiosa, que não se estresse com os acontecimentos do dia a dia, muitas até adoecem por excesso de nervosismo.

Mas será que podemos usar a tal Ansiedade de forma positiva?

Respondo seu medo de errar:

– Que sim.

Quando você tiver um projeto novo para executar.

Quando estiver aguardando a resposta de um cliente.

Quando estiver perto de fechar novas parcerias.

Procure fazer tudo que estiver ao seu alcance e depois de forma bem consciente procure focar a sua mente em outros assuntos, para que as coisas possam ir acontecendo de forma mais natural, caso contrário a ansiedade vai realmente tomar conta da sua vida e o resultado você já sabe, não é mesmo?

Quando falo em focar em outros assuntos, é procurar ao máximo possível dar tempo ao tempo, já que você fez sua parte, pelo menos o que era da sua responsabilidade.

Por isso é importante ter um momento de lazer, como:

Praticar algum esporte.

Ir ao cinema.

Frequentar uma academia ou fazer pilates.

Visitar um amigo ou parente.

Viajar ou mesmo ler um bom livro.

Agindo assim sua mente estará ocupada com outras coisas positivamente e isso funciona como um “antivírus” contra a ansiedade, afinal de contas, ansiedade nada mais é do que sofrer, temendo que os seus projetos não sejam realizados.

Portanto, caro amigo e amiga, seja o dono da sua mente, dos seus pensamentos, faça sua parte com excelência e deixe que o Universo se encarrega de fazer a parte.

Desejo muito sucesso para você.

Fonte: https://administradores.com.br

Satisfação não é sinônimo de engajamento

Já não é mais suficiente para os colabores receberem benefícios ou agrados; eles querem participar, ter voz, atuar segundo um propósito que os preencha

Pesquisas de satisfação de colaboradores são ferramentas comumente utilizadas nas empresas para nortear o trabalho da área de pessoas. Ao apresentar uma abordagem transacional, tratando de questões elementares, como remuneração e benefícios ou associadas a perks (componentes oferecidos que fazem parte da cultura da empresa, como horário flexível, snacks grátis, entre outros), seus resultados apontam exclusivamente para oportunidades de melhorias incrementais em processos e programas corporativos já existentes. Tudo isso é, muitas vezes, encarado pelas pessoas como commodities.

E, sinto dizer, esse modelo de operação dos Recursos Humanos (RHs) está com os dias contados. Isso porque vivemos em um ambiente cada vez mais digital, que gera um processo acelerado de transformações no mundo. Esse processo esbarra necessariamente em um aspecto essencial: a mudança do comportamento das pessoas. Com a proliferação veloz das informações e das opções, hoje elas têm nas mãos o poder de não só escolher entre o que lhes é oferecido, mas também de reivindicar a atenção às suas necessidades específicas, aos seus desejos. Com isso, têm o poder de transformar mercados e de estabelecer novos modelos de relacionamento.

Nesse contexto, surge a necessidade de trazer o cliente para o centro das tomadas de decisão nas empresas. Como estamos falando em pessoas, isso vale também para os RHs. Já não é mais suficiente para elas receberem benefícios ou agrados. Elas querem participar, ter voz, atuar segundo um propósito que as preencha. Buscam companhias que lhes ofereçam esse ambiente.

Assim, a área deve encarar o desafio de conhecer melhor as pessoas da companhia, escutá-las, entender o que desejam, o que de fato necessitam para construir soluções e práticas com elas, e não para elas. A centralidade do cliente — aqui, no caso, colaborador(a) — é uma mudança de perspectiva fundamental que vira o jogo e desloca o foco da satisfação para o engajamento.

E é importante desfazer um mal-entendido comum: manter as pessoas satisfeitas não significa que podemos afirmar que estão engajadas. O significado de engajamento é bem mais amplo do que o de satisfação. Enquanto a satisfação é dependente de estímulos e, portanto, momentânea, o engajamento é um estado emocional e tem caráter transformacional. Ou seja, alguém engajado tem paixão pelo que faz e quer fazer a diferença. Sente-se motivado para desenvolver e entregar o máximo de suas habilidades em prol da companhia.

Pode até ter insatisfação com algumas questões da empresa, mas o próprio engajamento o coloca como parte da discussão dos problemas associados a essa insatisfação. O engajamento gera pessoas com inquietações positivas e protagonistas da própria história.

Segundo o professor Tracy Maylett, CEO da DecisionWise e Conselheiro de Experiência do Colaborador e Engajamento, existem 5 drivers para gerar engajamento e eles podem ser resumidos no acrônimo M.A.G.I.C.:

Meaning – Encontrar propósito no trabalho que realizamos. Falar de propósito é pensar e repensar sobre a causa com a qual estamos contribuindo de forma genuína.

Autonomy – Ter liberdade para fazer o melhor trabalho. Aqui, trata-se de assumir a responsabilidade por suas escolhas profissionais e, claro, ter reconhecimento pelos resultados gerados. O gerenciamento dos riscos de se cometer erros também é parte dessa autonomia e cabe à liderança gerar um ambiente seguro para que erros se transformem em aprendizado. Apostar na construção coletiva como um grande veículo para destravar potenciais humanos é um dos segredos do sucesso no ambiente digital.

Growth – Sentir-se desafiado no trabalho. A vontade de crescer profissionalmente por meio do autoconhecimento e do aprendizado deve ser despertada e estimulada. O crescimento deve ser encarado não apenas do ponto de vista particular, mas também coletivo. Compartilhar conhecimentos, focando na formação de outras pessoas e assumir o papel de mentor e coach de carreira.

Impact – Fazer a diferença e ter senso de realização. Gerar resultados relevantes produzem orgulho e vontade de fazer ainda melhor. Ter reconhecimento da empresa sobre as conquistas e os impactos de negócio gerados. Reconhecer o time.

Connection – Sentimento de pertencimento a algo maior que nós mesmos. Isso é o que nos motiva a levantar da cama todos os dias, dá sentido e propósito.

E como gerar engajamento?

No contexto digital, estamos falando em criar ambientes propícios à colaboração, à experimentação, à troca de ideias e à construção do conhecimento coletivo, além, é claro, de trazer novas e melhores práticas operacionais em si. Ouvir as pessoas, entender seus problemas e dificuldades e construir em conjunto as soluções que se encaixem na realidade da empresa têm se mostrado, efetivamente, o melhor caminho.

Além do ambiente, é preciso trabalhar também as crenças limitantes individuais em particular. Ajudar a quebrar barreiras mentais, estimulando o desenvolvimento de novos modos de pensar leva a um posicionamento diferente, mais colaborativo, que de fato produz engajamento. E o respeito pela história de cada um aqui é fundamental!

Por último, não menos importante, cito um elemento essencial nessa equação: a liderança. Líderes têm responsabilidade por promover o engajamento. Aqui, minha principal aposta é o fortalecimento das relações que deve passar pelo respeito, transparência, geração de um ambiente seguro para a experimentação e aprendizado e pela valorização da voz do outro. Em tempos digitais, líderes devem ser os primeiros a se envolver, se engajar no novo mindset, incentivar a construção coletiva real e fazer parte dela. À área de pessoas, fica a responsabilidade de criar condições para que essa forma de liderança seja estimulada e torne-se padrão.

* Vanessa Togniolli é Gerente de Desenvolvimento de Lideranças na CI&T

Fonte: https://administradores.com.br

Por que não omitir experiências de trabalho informal do currículo

Especialista destaca motivos para não omitir as atividades informais no momento de atualizar o currículo e explica em que momentos elas podem ser usadas como diferencial

O ano de 2018 foi marcado pela maior taxa do trabalho informal desde 2012: foram 11,2 milhões de trabalhadores informais no setor privado, além dos 23,3 milhões que estavam trabalhando por conta própria. Muitos destes profissionais atuavam nesse formato enquanto continuavam sua busca por uma oportunidade CLT, porém, acabavam não acrescentando ao CV a experiência adquirida no período de trabalho sem registro em carteira.

“Notamos em entrevista que candidatos deixam de relatar experiências informais importantes, às vezes até em sua área de trabalho, por não ter sido registrada na carteira de trabalho”, conta Barbara Silva, especialista em RH da Luandre. Ela explica que é consenso no mercado: trabalho informal também pode dar força extra ao currículo. “Para muitas vagas o recrutador não analisa apenas os aspectos sobre a formação e os conhecimentos do candidato, mas também o tempo fora do mercado e a permanência em determinada função”, diz.

Para Bárbara, essa análise ocorre tanto em processos para vagas júnior, quanto para cargos de média e alta gestão: “a crise não escolheu segmento ou porte de empresa, então muita gente, de diferentes perfis e momentos de carreira, teve que buscar uma alternativa”, destaca.

Quando acrescentar experiências informais ao currículo?

A especialista destaca dois aspectos-chave para analisar o valor das experiências informais e como elas podem ser utilizada para enriquecer o currículo. O primeiro é quando o último emprego com carteira assinada foi há muito tempo ou existem intervalos longos entre as experiências recolocação. Sendo as últimas experiências profissionais na área a que o candidato é formado ou não, é importante incluí-las no CV, pois significam que o profissional não se acomodou e buscou alternativas de fonte de renda e conhecimento.

O segundo é para quando as experiências duraram tempo razoável. Experiências informais são importantes quando consistentes, ou seja, duram tempo suficiente para que a pessoa absorva conhecimento e experiência. “Quando o candidato atuou, por exemplo, por dois meses em empresa de segmento X, depois quatro em outra de segmento Y e mais quatro meses em uma terceira de segmento Z, mostra que ele não tem constância, o que pode prejudicá-lo ao invés de ajudar”, explica Bárbara.

Fonte: administradores.com.br

Boa aparência vs Boa apresentação

Boa aparência é muitas vezes um fator sistemático para seleção de um cadidato, mas bons administradores devem transcender esse aspecto e focar na profissão e na capacitação. Um bom profissional saberá se portar e se trajar para sua função. Os empregadores estão julgando os candidatos pela beleza.

Em certos anúncios de emprego, geralmente de pequenos e médios empreendimentos, dos quais depende de atendimento ao público, expõem em seus anúncios de vagas de empregos requisitos um tanto que estereotipados. Uns chegam exigir que o futuro funcionário tenha carro ou moto própria, que não dependa de ônibus, que tenha tantos anos de experiência em uma determinada área. Mas atualmente há um fator que está reprovando os candidatos já no curriculum ou na entrevista. A aparência.

Aqui na agência SimplexData fiz uma pesquisa com meus colaboradores diretos e indiretos a respeito deste assunto, o que me chamou atenção foi que as pessoas se confundem com os dois! Uns declaram que “boa aparência é ser fisicamente atrativo” e outros relatam que boa apresentação “saber se portar e falar diante dos demais ao seu redor”. Mas o que motivou a realizar esse apanhado foram realmente esses anúncios que li nos jornais e na Internet; e por meus clientes reclamarem que são julgados pelo seu curriculun e sua aparência, não oportunizando o profissional em sim.

Os anúncios que solicitam pessoas com pró-atividade e dinamismo, também entram nesse estereotipo que mencionei. O entrevistador só vai saber se a pessoa tem esse principio realizando dinâmicas de grupo para selecionar. Entretanto pequenos empreendimentos como lojas de livros, informática, serviços, não possuem um setor de Gestão de Recursos Humanos apto a realizar tal avaliação, geralmente terceirizam esse departamento, e, diga-se de passagem, quem paga a conta é o empregado, porque se ele é recrutado por uma agencia de RH esse colaborador empregado custeia sua própria contratação com empenho de 15% a 40% do salário entre 2 a 4 meses. Em minha opinião de Administrador não concordo com essa metodologia. Mas isso é outro assunto.Tais anúncios elaborados ao bel achismo de um empregador que por telefone determina ao jornal ou ao webmaster que se publique o solicitado, sem levar em conta que tipo de pessoa desejo entrevistar, sem julgar que essas pessoas se deslocarão de suas residências, gastarão com locomoção e tempo para atender uma entrevista. Ou são os anúncios que pedem “favor enviar curriculun com foto”, a pessoa já é eliminada pela foto! Eu já fiz experiência com meu próprio currículo, mandei para 3 anúncios que exigiam a foto! Enviei o documento com foto e dois dias depois enviei o mesmo sem a foto, somente mudando as ordens de pensamento do currículo. Resumindo os três ligaram pra mim e em meio à conversa para marca o dia da entrevista eu perguntei se o currículo que estavam avaliando tinha foto, surpresa! Não tinha foto! Então pergunto… Como estavam avaliando os demais?

Outro fato foi um anuncio de jornal que segue abaixo:

LIVRARIA DO SHOPINGFULANO DE TAL CONTRATA VENDEDORES EXIGE-SE DINAMISMO, DISPOSIÇÃO E BOA APARÊNCIA. AMBOS OS SEXOS. ENVIAR CURRÍCULO PARA FULONODETAL@GELADEIRA.COM OU PELO FONE TALTALTAL PARA AGENDAR ENTREVISTA.

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E meu e-mail de questionamento foi o seguinte:

Boa Tarde Sr.MARCIO,
tenho uma dúvida sobre seu anuncio no Jornal da Manhã.
O que é ter “boa aparência para você?”
Até pois, dinamismo e disposição é aceitável porque transcende a profissionalidade do profissional.
Sinceramente não encontrei nenhuma referência dos grandes administradores a esse aspecto que Senhor exige!
Aguardo sua atenciosa resposta.
André Allan
Analista de Processos Gerenciais.


Olha qual foi minha resposta:

Amigo a vaga já foi preenchida. Quando me refiro a boa aparência estou dizendo o modo se vestir, postura, modo de se expressar etc…em nenhum momento me refiro a beleza do ser Humano. Não sei porque o Sr se sentiu ofendido com o anúncio, até porque com a sua graduação deveria entender que para certos cargos exige-se da pessoa pelo menos boa apresentação. Entendo também que o Sr. que com sua formação não precisaria concorrer a um cargo de vendedor.

Qualquer dúvida estou a sua disposição.

Márcio

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E por mais que os entrevistadores neguem esse fato olha só o que aconteceu com o anuncio dele nesta semana no mesmo jornal:

LOJA DO SHOPINGFULANO DE TAL CONTRATA: 2 VENDEDORES E 1 OPERADOR DE CAIXA,CARGA HORÁRIA DE 6 HORAS,SALARIO FIXO+COMISSÕES E PREMIAÇÕES. EXIGE-SE DINAMISMO, BOA APRESENTAÇÃO. ENVIAR CURRICULO PARA FULANODETAL@GELADEIRA.COM.

Isso é fato, as pessoas são selecionistas inconscientemente, aqui na cidade onde atuamos, a maioria dos atendentes são pessoas bonitas,com sembrante atrativo, magras e brancas. Em academias são as “saradas”. Eu pergunto… Cadê as mestiças, gordas, os deficientes, os desproporcionais, os índios? Respeitar a profissionalidade das pessoas independente de sua aparência, se usa uma maquiagem, pirceng, cabelo vermelho – nessa empresa precisamos de pessoas que se sintam bem colaborando para êxito maior pessoal e coletivo, para isso inventaram uniforme.O jeito que meu colaborador se veste para vir a minha empresa é da conta dele, o que importa é o que esse ser humano está contribuindo.

Fonte: https://administradores.com.br

Pedir ou não demissão?

Quais são os motivos verdadeiros para tal decisão

Muitos profissionais me perguntam, qual é o melhor momento para que eles possam sair da empresa atual. Porém procuro sempre lhes dizer: “Somente você poderá responder está pergunta”!

Imagine-se em um jogo de xadrez, caso você faça um movimento sem planejamento, outra peça pode te estrafegar. Sem analisar a estratégia, você pode até mesmo sair do próprio jogo. Antes de você perder este jogo, pense sobre o que você gostaria de mudar na carreira e qual seria o planejamento para você tomar está decisão!

Gostaria de fazer você pensar melhor antes de tomar está decisão que acredito ser muito importante na carreira dos profissionais.

Particularmente eu acredito que este sentimento que o profissional tem, é exatamente o mesmo quando ele busca uma nova recolocação no mercado. Pois quando ele está atualmente empregado e gera outra entrevista de emprego, alguns profissionais ficam em cima do muro. O que isto significa? Que se questionam se realmente devem fazer está mudança.

Procuro explicar que cada empresa é uma organização diferente, que cada uma possuí suas características, e que, o profissional precisa se adaptar ao conjunto de regras, pois é exatamente está a chave do sucesso do seu trabalho, e é isso que mostrará o desenvolvimento da empresa e como as pessoas tomam determinadas decisões.

Outro fator importante é toda a história que foi construída na empresa, o conhecimento de toda a estrutura, a cultura, os projetos feitos, quando teve sucesso e todas as dificuldades que enfrentou, e principalmente as pessoas, pois criam vínculos dos dois lados. A empresa (gestores e diretores diretos) sabem exatamente de todo o seu potencial, e isso com certeza terá influência na ascensão de sua carreira. Como irei deixar tudo isso para trás e iniciar o “desconhecido”?

O que muitas vezes pode ter justificativa, é quando o profissional já não concorda com as decisões de seus gestores, quando ele já não está mais se identificando com a visão, missão e valores da empresa.

Mas é importante refletir, se todos estes fatores não estão ligados a momento atual, uma crise financeira, ou talvez uma mudança de política na empresa. Outrossim, se está desmotivado com a equipe, com seu gestor ou se é falta de reconhecimento do seu trabalho. Isso não é motivo para arriscar tudo e sair da empresa.

Sabemos também que muitas vezes é esperado um reconhecimento imediato, tudo tem seu tempo. Agora se em todo este período em que trabalhou na empesa atual, você não obteve nenhum reconhecimento, seja ele um aumento, uma premiação, acredito sim que pode ser o momento de ir para outra empresa.

Antes de tomar qualquer decisão reflita se você só não está cansado do seu trabalho, mas gosta da cultura da empresa, das pessoas, procure verificar se existe outra posição na empresa a qual você possa se enquadrar.

O melhor momento para sair de uma empresa sempre será o “seu” momento. Porém é preciso sempre ser claro, objetivo e transparente. Se depois de toda está reflexão você decidir mesmo mudar de empresa, deixe seu gestor ciente. Assim ele pode se preparar e tenha certeza de que está atitude só fará de você um profissional respeitado, com muito princípio moral.

Fonte: administradores.com.br

Por que bons funcionários pedem demissão?

Dentre as inúmeras preocupações de um RH, a rotatividade sem dúvida deixa a área de “cabelo em pé”. Toda demissão traz grandes custos para a empresa.

Dentre os custos diretos, estão o recrutamento e treinamento de um novo colaborador, o pagamentos dos direitos na rescisão contratual, assim como o atraso na entrega de projetos.

Essas são algumas das situações em que a empresa se vê imersa após uma demissão. Agora, quando a demissão parte de um bom funcionário, o custo é ainda maior.

Um bom funcionário – pontual, eficiente, que preza pela qualidade, entregas no prazo e que tem um bom relacionamento com a equipe – faz parte de uma pequena parcela dentro das organizações. E pode-se levar um bom tempo até que se encontre um novo funcionário com o perfil adequado.

Antes de chorar pelo funcionário perdido, é importante entender o que o motivou a pedir demissão. Dessa forma, a entrevista de desligamento é primordial para conhecer essas razões. Além disso, permite diagnosticar o clima organizacional da empresa, possibilitando intervenções em possíveis pontos de atrito. Assim, pode-se evitar que outros funcionários se demitam pelos mesmos motivos.

Existem inúmeros motivos que podem levar a uma demissão. A demissão pode ocorrer por desejos pessoais e novos objetivos profissionais, como mudança de cidade ou país, de carreira e outras razões.

Neste post, vamos falar dos cinco principais problemas dentro de uma organização que podem levar um bom funcionário a pedir demissão.

 

5 motivos que levam um bom funcionário a pedir demissão

 

1 – Falta de reconhecimento

Todos esperam ser reconhecidos na vida por seus esforços e qualidades, principalmente quando se trata do mundo corporativo. Uma rotina de demandas, tarefas e prazos, sem qualquer reconhecimento por um bom trabalho, acaba por desmotivar o funcionário.

Existem diversas formas de reconhecer, incentivar e bonificar colaboradores. Estratégias como o endomarketing e a gamificação são poderosas para tornar o ambiente de trabalho divertido, desafiador e envolvente.

Reconheça os bons resultados individuais e de toda equipe. Esse reconhecimento será uma injeção de energia na equipe, motivando-os a se dedicarem ainda mais.

2 – Conflito com líderes e gestores

Conflitos existem, e não podem ser ignorados. Pessoas são diferentes umas das outras, e possuem visões igualmente distintas. Um desentendimento, se não resolvido, pode gerar discussões ou problemas ainda maiores que intoxicarão o clima organizacional.

Quando o motivo da demissão é o conflito com superiores, o assunto torna-se ainda mais delicado. É possível que a liderança tenha um“modus operandis” próprio – ou seja, os demais colaboradores podem estar passando pelos mesmos conflitos. Essa situação requer plena atenção para que não ocorram mais pedidos de demissão.

Para entender as razões que levaram aos conflitos, busque conhecer melhor o clima da área com os demais profissionais. A Pesquisa de Clima é a melhor ferramenta para conhecer a realidade nua e crua pela perspectiva dos profissionais.

Se a liderança realmente for tóxica, é importante ajustar os gestores para que tenham uma postura sadia e eficaz à todos. Treinamentos e mentoria são fundamentais para aprimoramento. Caso a capacitação não melhore a situação, não hesite em demiti-los em prol da boa convivência e produtividade da equipe.

3 – Clima organizacional

No mundo ideal, todo ambiente de trabalho deve possuir um clima acolhedor, alegre, produtivo e benéfico a todos. Infelizmente, essa não é a realidade de muitas empresas.

Assédios, abusos e discriminações são só algumas situações que transformam negativamente o clima de uma empresa para todos os colaboradores.

Conhecer o clima organizacional é fundamental para trabalhar em melhorar constantemente o ambiente da empresa. Assim, é possível evitar que funcionários se demitam em razão de um clima desfavorável ao trabalho produtivo e a felicidade dos profissionais.

A pesquisa de clima, como citada anteriormente, é a melhor ferramenta para entender, aperfeiçoar e evitar maiores problemas para a companhia.

Se clima organizacional é o motivo da demissão, escute o que o colaborador tem a dizer, anote e reflita atentamente para cada ponto mencionado. Assim, você terá as informações necessárias para ir em busca de melhorias significativas para o ambiente organizacional.

4 – Ausência de Plano de Carreira

Todo profissional espera que a empresa possua um plano de carreira que o ajude a se desenvolver. Assim, poderá tanto atingir as metas da empresa quanto atingir seus objetivos pessoais. O grande problema é que muitas empresas sequer possuem um plano de carreira.

Essa é uma das principais falhas organizacionais que geram demissões. Nenhum profissional que almeja ser promovido permanecerá por muito tempo em uma empresa sem perspectivas de médio e longo prazo para a sua carreira.

Se a sua empresa não possui um plano de carreira – ou se possui, mas este não está bem estruturado – ajuste a empresa e coloque-o em prática o quanto antes. Em seguida, informe a equipe sobre o funcionamento do plano de carreira.

Seja transparente e não prometa nada que não possa ser cumprido.

5 – Política interna ultrapassada e engessada

Há empresas que pararam no tempo e não se adaptaram à nova realidade. Políticas internas que limitam ao invés de agregar tendem a ser motivo para que o colaborador peça demissão.

Não acessar e-mail pessoal ou redes sociais, não usar o celular, não oferecer horários flexíveis (ou até home office), são situações que, apesar de banais, têm potencial para causar um estresse desnecessário.

Ser flexível não é sinônimo de abandonar as regras. A flexibilidade é saber que as situações podem se adaptar às circunstâncias.


Uma demissão sempre deve ser vista como sinal de alerta. Assim, é extremamente importante que se chequem as razões do pedido de demissão do funcionário. Entender os motivos é essencial para se trabalhar os gargalos dentro da empresa. Dessa forma, será possível evitar novas demissões através do esforço para transformar o ambiente de trabalho em um local saudável, feliz e engajador.

Fonte: bettha.com

4 dicas para conciliar sucesso e qualidade de vida

Vivemos em uma era de muita competição no mundo corporativo, fazendo com que as pessoas abdiquem de suas vidas pessoais para produzir mais, ganhar destaque em suas carreiras e garantir o conforto de suas famílias. Mas de que adianta tanto tempo de trabalho se a pessoa mal consegue usufruir da “boa vida” que oferece à família?

Este dilema carrega um conceito que desafia a todas as pessoas que trabalham – estejam elas conscientes desse desafio ou não. Quando o tempo que precisamos dedicar à vida profissional “invade” o tempo da vida pessoal, surge a necessidade de conciliar esses dois aspectos, desenvolvendo estratégias que acomodem o equilíbrio entre ambas. É difícil, mas não impossível.

Não existe uma fórmula universal que funcione para todas as pessoas, afinal, cada indivíduo é único e tem recursos e situações particulares. A única coisa certa é que um dia tem apenas 24 horas. Como e onde você dedica esse tempo é uma questão de prioridade e disciplina.

É preciso aceitar que essa situação existe e precisa de atenção, porque ela tem um impacto na sua vida pessoal e profissional (e nas vidas das pessoas que dividem esses espaços com você). O mais importante é conhecer a você mesmo em profundidade, para poder elencar suas prioridades e fazer escolhas certas, sem correr riscos mal calculados em nenhuma das esferas de sua vida.

Definição de prioridades

A primeira pergunta a ser respondida é: o que eu quero alcançar na minha vida profissional e pessoal? A segunda é: quais são as atividades que eu desempenho diariamente na minha rotina profissional e pessoal?

Responder às questões propostas não é simples e nem mesmo rápido, e exige que o indivíduo esteja disposto a ir fundo nessa atividade. Liste as coisas que faz, os papéis que desempenha e analise sua agenda de compromissos para identificar onde seu tempo está, de fato, sendo empregado.

Sem essa base de informações precisas fica muito difícil estabelecer as prioridades, porque, para isso, é preciso separar suas atividades em três grupos:

(1) Atividades que podem ser desempenhadas por outras pessoas e que devem ser atribuídas a outras pessoas;

(2) Atividades que sejam puros “ladrões de tempo” e que devem ser eliminadas;

(3) Atividades que só podem ser realizadas pelo próprio indivíduo.

A partir dessa seleção, basta organizar as atividades do grupo 3 em ordem de importância. Pode-se até atribuir uma nota de acordo com a importância da atividade, para ficar bem clara a ordem de prioridade. Por fim, é necessário confrontar os dois outros grupos, alinhando o que pode ser descartado da sua rotina e o que pode ser delegado a outras pessoas. É preciso reforçar que esse exercício exige coragem e disciplina, como qualquer processo de mudança que desejamos implementar em nossas vidas pessoais e profissionais.

Como evitar que a tecnologia nos isole do mundo real

A dimensão que a tecnologia ocupa no mundo atual torna essa separação cada vez mais difícil. Os smartphones e os aplicativos facilitaram tarefas, encurtaram distâncias, mas, por outro lado, nos tornaram disponíveis o tempo todo, e em qualquer lugar. É necessário delimitar espaço e tempo em que estejamos offline, para que possamos nos dedicar à presença e atenção requeridas, seja da família ou de amigos.

Qual é a importância de saber relaxar e descansar

Voltando ao fato inquestionável de que o dia só tem 24 horas, é preciso lembrar que esse é o tempo bruto de que dispomos. O tempo líquido deve ser o que sobra ao descontarmos dessas 24 horas o tempo que deve ser dedicado à atenção de nossas necessidades fisiológicas e de saúde e bem-estar. E o conceito de bem-estar integra as dimensões física, mental, social e intelectual, bem como o propósito de vida de um indivíduo. Por isso, é imprescindível incluir, na lista de prioridades, atividades que atendam a essas dimensões da saúde, tais como sono, alimentação, exercícios físicos, encontros com amigos e pessoas queridas, boas leituras, música, cinema, lazer. A meditação desempenha um papel importante no equilíbrio pessoal e contribui para o relaxamento e o descanso em um nível mais profundo. Algumas modalidades de meditação, como a atenção plena ou mindfulness, podem ser aprendidas e praticadas pelo indivíduo em sua casa, até mesmo numa pausa do trabalho, e vêm apresentando resultados comprovados cientificamente.

A importância de definir metas

Mais importante do que definir as metas, é estabelecer objetivos e selecionar atividades que conduzam a eles e que possam ser implementadas de forma realista na agenda do profissional. Quando falamos de equilíbrio entre a vida pessoal e profissional, é comum o indivíduo, ao perceber que precisa fazer mudanças nesse sentido, fazer planos como acordar mais cedo, fazer ginástica, cozinhar alimentos saudáveis em casa, sair do trabalho mais cedo, ficar com a família, ler um bom livro e estar na cama a tempo de dormir, pelo menos, 8 horas por noite. Tudo isso pode parecer ideal.

Mas dificilmente é possível implementar um plano tão perfeito de uma vez e fazê-lo funcionar. Sempre há imprevistos, como uma viagem a trabalho, um atraso motivado pelo trânsito ou algo que desmorona a estrutura toda. Daí vem a desmotivação, e a mudança não acontece. Num processo de mudança sustentável, a análise cuidadosa das alternativas de ações acaba por constituir um Plano de Ação que vai ser implementado aos poucos, através da experiência e da reflexão sobre os resultados da experiência realizada.

As experiências bem-sucedidas vão sendo inseridas pouco a pouco na rotina e tendem a ser implementadas definitivamente aquelas que melhor se adequam à vida real e aos recursos disponíveis que o indivíduo possui. Definir um número semanal de horas de exercícios físicos permite uma distribuição flexível e mais realista do que matricular-se na aula de spinning das 19h30 todos os dias, por exemplo. O importante é avaliar constantemente o que está sendo feito versus objetivos e prioridades estabelecidos.

* Vivian Wolff é coach de Vida e Carreira pelo Integrated Coaching Institute (ICI); formada em Mindfulness pela Georgetown University Institute for Transformational Leadership, Washington DC; com MBA em Marketing Estratégico pela University de Catalunya, Barcelona.

Fonte: administradores.com.br