Quando as entrevistas de emprego podem se tornar abusivas

Os “testes de estresse” avaliam como candidatos lidam com a pressão, saindo da zona de conforto de perguntas e respostas padrão

Olivia Bland, uma jovem de 22 anos de Manchester, no Reino Unido, à procura de uma vaga na área de comunicação, sabe como uma entrevista de emprego deve ser. Um aperto de mão, algumas perguntas sobre pontos fortes e fracos, um exame minucioso do currículo e uma despedida cordial.”Geralmente são descontraídas”, diz Bland, “e definitivamente não duram duas horas.”

Mas, no mês passado, ela saiu aos prantos de uma entrevista para a empresa de tecnologia Web Applications UK. Em um tuíte que se tornou viral, ela alegou que foi humilhada e desqualificada pelo executivo-chefe, Craig Dean, em relação a tudo – desde seu gosto musical até o casamento de seus pais.

A vaga foi oferecida a Bland, mas ela recusou, comparando o comportamento de Dean ao de um ex-namorado abusivo.

“Ele começou atacando meus textos e depois passou a me atacar, incluindo a maneira como me sentei e segurei meus braços”, diz ela.

O tuíte foi compartilhado milhares de vezes, e levou Dean a postar um pedido de desculpas, dizendo que não tinha sido sua intenção magoar ninguém.

A Web Applications UK negou publicamente as denúncias de Bland, mas não respondeu à BBC Capital para comentar o assunto.

Teste de estresse
O tipo de experiência descrito por Bland é conhecido como “teste de estresse” – uma técnica para avaliar como os candidatos lidam com a pressão, saindo da zona de conforto de perguntas e respostas padrão.

Um exemplo é a tendência que prevaleceu na indústria de tecnologia no início desta década – em que o entrevistador perguntava ao candidato questões bizarras como “por que as tampas de bueiro são redondas” ou dava instruções para ele projetar algo na hora.

O objetivo nestes casos não é obter uma resposta exata, mas sim ver como o candidato reage e avaliar sua linha de raciocínio.

“Certamente há diferentes tipos de estresse associados a muitas funções – como alcançar resultados, cumprir prazos, lidar com clientes difíceis”, diz Neal Hartman, professor sênior de comunicação gerencial do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos EUA.

“O teste de estresse pode criar condições para ver como um candidato enfrentaria esses desafios”.

A técnica também pode ser usada para simular certas situações – na seleção de profissionais para a área de serviço de atendimento ao cliente, por exemplo, que precisam estar preparados para lidar com telefonemas abusivos, explica Kim Ruyle, presidente da consultoria Inventive Talent. Nestes casos, o candidato deveria ser avisado antes.

Em todo caso, há uma grande diferença entre fazer uma pergunta difícil e menosprezar um candidato, explica Ruyle, acrescentando que o abuso verbal em qualquer situação profissional é inadequado e jamais deve fazer parte da entrevista.

“Os testes de estresse não são novidade, tampouco estão em vias de extinção”, diz Maurice Schweitzer, professor de gestão de operações e informações da Universidade da Pensilvânia, nos EUA.

Apesar de ser mais comum nos EUA do que em outras partes do mundo, ele acredita que a prática tem mais a ver com um certo perfil de chefe do que com qualquer indústria específica.

“Bastam três ingredientes para os testes de estresse aparecerem”, sugere Schweitzer. “Gestores que trabalham em um ambiente muito estressante, gestores com demandas excessivas de trabalho e gestores que acreditam que podem descobrir como um candidato lida com a tensão provocando estresse em uma entrevista.”

Mais malefício do que benefício?
A eficácia do modelo tradicional de teste de estresse divide especialistas. Alguns acreditam que há benefícios em simular uma situação tensa de trabalho, sendo realista, para identificar as habilidades de um candidato na resolução de problemas. Mas praticamente todos concordam que recorrer a qualquer nível de escárnio e humilhação é inaceitável e antiquado.

Corinne Bendersky, professora de gestão da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA), afirma que há “muitas outras técnicas legítimas de entrevista”, como perguntar aos candidatos sobre situações que vivenciaram e como reagiram a fatores de pressão que são relevantes para sua experiência profissional.

Entrevistas de trabalho tóxicas podem ser uma faca de dois gumes. Os candidatos que passam por testes de estresse extremo se deparam com o lado mais hostil da empresa com a qual estão lidando.

Eles podem compartilhar a experiência com outros possíveis candidatos ou, como foi o caso de Bland, publicar um post viral nas redes sociais, gerando uma espiral de feedback negativo que prejudica a capacidade da companhia de atrair talentos.

Um componente fundamental nesta questão, que permeia qualquer entrevista de emprego hostil, é o poder.

“Os gestores nessas condições estão em uma posição de muito poder”, diz Schweitzer.

“Quando as pessoas têm poder, elas se tornam menos propensas a levar em conta as perspectivas de outras pessoas, recebem menos feedback negativo… e podem nutrir uma percepção exagerada de como estão se saindo.”

O resultado é uma cadeia de problemas criados por testes de estresse que em grande parte não são reprimidos.

“Minha confiança foi inicialmente abalada pelos comentários de Dean em relação a minhas aptidões e personalidade, mas agora me sinto mais forte do que nunca”, diz Bland.

“Eu sei o meu valor e não aceito esse tipo de comportamento de um empregador em potencial. ”

Fonte: epocanegocios.globo.com

Mulheres no controle: a presença feminina na indústria dos games

Levantamentos realizados em 2018 apontam que mais de 58% dos gamers do Brasil são do sexo feminino

O mercado de games na América Latina já fatura mais de US$ 130 bilhões por ano. Esses números mostram que o segmento de jogos eletrônicos é, cada vez mais, uma indústria com oportunidades e produtos para todos os públicos e gostos. Ainda assim, frequentemente ouvimos dizer que os videogames são brinquedos “de garotos”. As pesquisas, porém, indicam que as mulheres estão assumindo os controles.

Levantamentos realizados em 2018 apontam que mais de 58% dos gamers do Brasil são do sexo feminino. As mulheres dominam o ambiente de jogos eletrônicos no País, representando um grande e importante grupo de consumo para toda a cadeia nacional de desenvolvimento e venda de games – e não apenas por conta dos joguinhos de smartphones. Embora os jogos mobile estejam em franca expansão, estimativas apontam que o setor de jogos em PCs deve alcançar US$ 390 milhões em faturamento no mundo até 2021.

O número de mulheres que se definem como PC Gamers nunca foi tão grande, assim como a participação das “meninas” cresce a cada dia no mercado profissional, nas competições de e-Sport. Esse cenário é apenas mais um dos inúmeros reflexos da ascensão da mulher na sociedade atual.

Para quem vende ou desenvolve games e equipamentos relacionados a esse mercado, a inclusão das mulheres não poderia representar uma notícia melhor. As garotas estão à procura de novos jogos e, por consequência, de hardware mais poderoso que maximize suas experiências como jogadoras. As PC Gamers há muito perceberam as vantagens de um equipamento mais robusto, como ter uma plataforma que simule melhor a realidade virtual, com capacidade para realizar tarefas complexas que exigem mais poder de processamento, além de contar com uma variedade maior de títulos e a possibilidade de participar de ambientes multiplayer sem pagar taxas adicionais.

O contato ainda na infância e na adolescência com esse ambiente vem também influenciando o futuro das mulheres. Uma recente pesquisa realizada no Reino Unido mostrou como os jogos eletrônicos podem impactar a escolha da carreira profissional – e o resultado foi surpreendente. Segundo dados da pesquisa, garotas que jogam videogame por mais de nove horas por dia têm três vezes mais chances de seguir carreira nas áreas de Tecnologia, Engenharia, Ciência e Matemática. O estudo analisou o interesse das meninas por videogames em sua adolescência e comparou as carreiras que seguiram na faculdade e na vida profissional.

Outro benefício da maior participação feminina no mercado é a forma como os games têm proposto seu conteúdo e contribuído na disseminação da igualdade de gênero. Existem inúmeros exemplos de jogos que alteraram significativamente o visual das personagens para melhor representar a figura da mulher. Os trajes femininos apelativos, por exemplo, estão cedendo espaço para novas heroínas cheias de poder e energia. A tendência é que as empresas continuem ouvindo esse público na hora da tomada de decisões estratégicas sobre seus produtos e sigam auxiliando a mudança dos discursos de segregação, que excluem a perspectiva feminina da indústria.

Para se beneficiar desse movimento positivo, as revendas e os demais profissionais do setor de jogos devem se apoiar nessas informações para apresentar as novidades do mercado e aproximar ainda mais as mulheres do ambiente gamer. Além de cativar novas e poderosas consumidoras, essas empresas certamente podem atuar para desfazer a ideia de que os videogames são apenas brinquedos ou algo exclusivo do universo masculino. As mulheres, nesses novos projetos, podem assumir todos os papeis: criadoras, desenvolvedoras e consumidoras dos jogos.

Ao abrir espaço para todos os gêneros, a indústria de games favorece a presença das mulheres no segmento, ganhando aliadas e reforçando a lucratividade de toda a cadeia do setor. Além disso, adotar uma postura inclusiva traz ganhos para a imagem e alinha as empresas da área à realidade atual.

É preciso que as empresas olhem com atenção e apoiem a chegada dessas jogadoras e profissionais a outros níveis do mercado. É possível pensar em um cenário diferente, em que todas as mulheres tenham seu potencial reconhecido. Seja no âmbito da representatividade ou do potencial de consumo, a indústria dos videogames deve estar atenta às demandas de um mundo globalizado e cada vez mais inclusivo para alçar voos ainda maiores, alcançando e expandindo suas propostas para diferentes segmentos e públicos. É hora de potencializar as oportunidades e entender que um bom jogo é aquele em que todo mundo ganha.

Flávio Costa — Sócio-Diretor da DATEN.

Fonte: administradores.com.br

Geração Z quer sucesso mais rápido; e está aberta em trabalhar mais para isso

Diferente dos millennials, jovens que nasceram entre 1997 e 2002 sacrificariam o emprego dos sonhos por estabilidade financeira

Os jovens que nasceram entre 1997 e 2002, chamados de geração Z, querem ser promovidos em pouco tempo e procuram mais estabilidade do que um “emprego dos sonhos”. Os resultados são do estudo realizado com mil jovens pela empresa de treinamento e desenvolvimento InsideOut Development. A geração Z representará aproximadamente 24% da força de trabalho até 2020 e tem características específicas que mudam o cenário para os recrutadores e empresas.
Segundo a pesquisa, 75% acreditam que deveria ser promovido depois de apenas um ano na empresa e 32% querem uma promoção depois de seis meses. Os dados ainda revelam que a essa geração é ambiciosa: dois terços dizem que o objetivo é ser o melhor na sua profissão.
Mas isso não significa que eles vão ficar de braços cruzados. Diferente da imagem que acompanha os millennials, essa geração está disposta a trabalhar mais. 88% responderam que trabalharia mais e mais horas para alcançar seus objetivos, e 72% se consideram “naturalmente competitivo” com seus colegas nas mesmas funções. Além disso, 75% disse que não se importaria em acumular funções na empresa se isso significasse um avanço profissional.

As diferenças com os millennials não param por aí. A geração Z prefere estabilidade a um trabalho que seja apaixonado e valoriza o dinheiro. A maioria dos millennials acredita que o sucesso é definido por felicidade, em vez de prosperidade material (88%), e um quarto nem se importa com dinheiro. Enquanto apenas 8% da geração Z escolheria um emprego que ama no lugar de ter segurança financeira e 10% se sente motivado ao ajudar os outros, em vez de receber incentivos financeiros.

Modelo de empresa

Diversidade e inclusão não está no topo da lista para essa geração. Apesar de dizerem que valorizam esses valores, 64% disseram que aceitariam um emprego em uma empresa que não seja forte nessa questão.

Mas se depender da geração Z, o futuro do empreendedorismo está seguro. 55% da geração Z é mais provável em começar o seu próprio negócio do que os millennials. Esse espírito empreendedor começa já na escola: 72% de estudantes do ensino médio querem um dia montar a sua empresa e 61% esperam começar logo que sair da faculdade.

Fonte: epocanegocios.globo.com

O que é um profissional autônomo?

De acordo com o IBGE, até 2018, existiam cerca de 23 milhões de profissionais autônomos no Brasil, um número 2,8% maior que no ano anterior

O profissional autônomo é um prestador de serviços e, portanto, não possui vínculo empregatício de nenhuma natureza com as empresas que exerce alguma atividade. Os trabalhadores que se encaixam nessa categoria possuem autonomia econômica e profissional. Ou seja, desempenham suas funções sem precisar, necessariamente, seguir regras específicas e modelos das organizações. Porém, da mesma forma que tem a liberdade de realizar o trabalho, é importante que tenha ciência da responsabilidade de assumir todos os riscos.

De acordo com o IBGE, até 2018, existiam cerca de 23 milhões de profissionais autônomos no Brasil, um número 2,8% maior que no ano anterior. As possíveis razões para esse aumento são: a formalização e desburocratização desse tipo de trabalhador, que aconteceu com a criação do MEI (Microempreendedor Individual) em 2008; e a procura por uma maior qualidade de vida em detrimento da estabilidade do emprego formal. Se somarmos isso a outros fatores, como por exemplo, uma demanda maior por prestadores de serviços, o resultado será um aumento ainda maior para este ano.

Mas, onde posso atuar como autônomo?

Há inúmeras atividades que podem ser exercidas nesta categoria, principalmente, funções que tem como ferramenta principal a internet: redação, design e programação, entre outros. E os setores que mais contratam profissionais autônomos são: serviços de beleza; setor de alimentos; lojas virtuais; blogs e produtos digitais.

Uma vantagem é a possibilidade de atuação em diferentes empresas, captando e atendendo seus clientes, de forma independente, conhecendo vários processos de trabalho.

Administração financeira

A regra básica para ter uma boa administração financeira é não misturar as contas da empresa com a pessoa física. O ideal é ter duas contas correntes, preferencialmente, em instituições financeiras diferentes. Assim é possível fazer uma segregação adequada da conta profissional e pessoal, até porque os rendimentos são distintos.

É extremamente necessário, ter um pró-labore, ou seja, uma retirada mensal da empresa. Este fato precisa ser muito bem definido e discutido com o seu contador. Na maioria das vezes o profissional autônomo realiza saques da conta corrente sem nenhum critério, o que acaba inviabilizando controle das contas correntes. Este procedimento pode negativar a conta da empresa, o que irá dificultar o balanço quando for prestar contas ao leão, ou seja, ajustes da declaração de imposto de Renda Pessoa Física.

É importante estar atento e avaliar todos os pós e contras antes de se tornar o próprio chefe. Para finalizar e ajudar nesta decisão, seguem abaixo vantagens e desvantagens:

Vantagens

1. Autonomia para realizar as tarefas

O profissional autônomo não necessita prestar contas a um superior ou seguir uma hierarquia, que é exigida em regimes de CLT. Isso significa que esse colaborador poderá seguir sua própria metodologia de trabalho, tendo comprometimento real apenas com os resultados a serem alcançados por seus serviços.

Entretanto, é preciso lembrar que o trabalhador não pode ser indisciplinado, pois seu compromisso principal é fazer com que sua tarefa seja primorosamente executada para conseguir uma experiência única para seus contratantes.

2. Mobilidade para realizar seu trabalho de onde quiser

Trabalhar como autônomo permite o equilíbrio da vida pessoal e profissional, fazendo com que as duas coexistam de uma maneira orgânica e saudável.

Outra vantagem dessa flexibilidade é em relação ao trânsito. Se o profissional trabalhar em casa, por exemplo, raramente precisará se preocupar com o deslocamento e terá mais tempo para focar na execução do trabalho.

Além disso, terá mais conforto e a possibilidade de organizar sua agenda conforme a demanda de tarefas profissionais e compromissos pessoais, o que pode garantir mais motivação e produtividade.

3. Flexibilidade de horários

A flexibilidade do profissional autônomo é uma das maiores vantagens desta categoria. Trabalhar por conta própria dificulta a procrastinação típica dos serviços em escritórios com jornada estipulada.

Esse modelo autônomo permite que seja montada uma rotina que combine os afazeres diários e outras atividades, como as obrigações com seus clientes. Além de estabelecer uma importante parceria entre contratante e contratado pautada na confiança, ambos estão focados para o resultado.

4. Carga tributária menor

Para trabalhadores em regime CLT, os impostos tributados mensalmente podem chegar a até 27,5% de seu salário.

Já nos trabalhos autônomos, o regime de MEI, onde o limite atual de faturamento está R$ 81.000,00 por ano, é paga uma guia (DAS) mensal entre R$ 47,85 e R$ 52,85.

Desvantagens

1. Instabilidade financeira

É normal que, trabalhando por conta própria, em um mês, o profissional tenha inúmeros clientes e jobs e, no mês seguinte, esta demanda caia e, junto com ela, sua renda também diminua.

Uma boa dica para garantir uma maior estabilidade financeira é contratar um sistema de previdência privada ou um programa de capitalização, como empréstimos em sua conta pessoal com seu gerente. Também é fundamental fazer um planejamento financeiro a curto, médio e longo prazos, para que possa atingir suas metas e tenha uma situação econômica estável.

2. Ausência de benefícios trabalhistas

Como profissional autônomo, não há direitos que possam assegurar sua renda em caso de doença garantida por lei. Por isso, se está pensando em migrar para o regime de prestação de serviço e quer manter seus direitos como CLT, deve, primeiramente, procurar o INSS e se cadastrar como contribuinte individual. Esse recolhimento é baseado na receita gerada por seus trabalhos e garantem direitos como aposentadoria, auxílio-doença e salário maternidade.

3. Solidão

Um dos maiores problemas em ser um profissional autônomo é, geralmente, não ter colegas para compartilhar ideias, especialmente se já está acostumado a trabalhar com uma equipe ou se sua função precisa de outras visões para ser bem executada.

Outro obstáculo gerado por essa solidão é a dificuldade que o profissional autônomo possa ter para realizar seu network. Uma alternativa plausível e que tem sido adotada por estes liberais é o coworking. Esses escritórios compartilhados permitem que haja interação e realize contatos com pessoas que possam agregar ideias novas como potencializar futuros clientes.

4. Sobrecarga de atividades

Muitas vezes, ser profissional autônomo significa ter inúmeras tarefas que podem não ser o foco de sua carreira. São atividades que necessita, de planejamento, agenda com prioridades diárias, bem como manter o relacionamento com os clientes e fazer a divulgação de seus serviços.

Uma dica preciosa aqui é evitar a procrastinação criando um método de trabalho focado na produtividade.

Rubens Dias — Executivo de finanças na innovativa Executivos Associados

Fonte: administradores.com.br

7 detalhes que acabam com a sua produtividade sem que você perceba

Para além do que está sob o seu controle, é preciso ter atenção a fatores externos que interferem diretamente na produção diária no trabalho

Muitas vezes a culpa é das redes sociais. Ou daquela dor de cabeça que não deixa o cérebro funcionar direito. Ou então pelo simples costume de procrastinar. No entanto, não é sempre que a nossa produtividade cai por motivos que tenham a ver diretamente com cada um de nós. Existem razões fora do nosso controle que prejudicam diretamente o ritmo de produção durante o trabalho – e é preciso ter atenção a elas para não considerarmos equivocadamente que tudo é culpa do funcionário.Para colocar as questões em perspectiva, o site Fast Company listou sete detalhes que, despercebidos, acabam com a produtividade. Confira a seguir.

Iluminação

O ideal é que, caso esteja inadequada, a iluminação do ambiente de trabalho seja trocada. Se essa possibilidade não for viável, você pode escolher algum local mais adequado para trabalhar no seu escritório: próximo a uma janela ou em alguma sala bem iluminada. Caso trabalhe em casa, invista em uma opção adequada para iluminar seu home office.

Cor da parede

Não é apenas a cor da luz que afeta o seu humor. Um estudo realizado no início dos anos 2000 descobriu que os funcionários que trabalhavam em um espaço pintado de vermelho reportavam humor negativo mais frequentemente do que aqueles que ficavam em um escritório com tons azuis e verdes.

Temperatura

Todo escritório tem o time dos defensores e dos odiadores do ar condicionado. Para além das questões e gostos pessoais, a temperatura exerce, de fato, uma influência na produtividade dos funcionários. Somos mais produtivos quando a nossa satisfação térmica aumenta, de acordo com um estudo publicado em 2015. Portanto, se você sente muito calor ou muito frio no ambiente de trabalho, isso pode interferir diretamente no seu ritmo.

Ar

De acordo com um estudo publicado na Harvard Business Review, espaços de trabalho com  baixa qualidade do ar podem levar a desemprenho ruim. A pesquisa leva em consideração a ventilação do ambiente, a concentração de produtos químicos e os níveis de dióxido de carbono.

Clima

Você olha pela janela do escritório e se depara com um dia lindo de sol e céu azul. Mas, em vez de partir para a praia, retorna para a frente do computador. Essa tentação externa interfere no seu nível de produtividade sem que você perceba – e não poderia ser diferente. De acordo com um estudo de 2012 da Harvard Business School, a produtividade oscila dependendo do tempo e do clima externo. Em resumo, os melhores desempenhos foram registrados em dias chuvosos e quando os funcionários não viram nem o sol – nem mesmo em fotos – antes de executar suas tarefas.

O horário de verão também afeta diretamente sua produtividade, então está liberado culpar o período em que o sol clareia os dias por mais tempo pela falta de produtividade.

Colegas de trabalho

Não é preciso ter muitos indícios para afirmar que a sua produtividade cai quando seus colegas de trabalho passam o dia papeando ao seu redor – basta pensar em suas experiências pessoais. No entanto, existem evidências científicas que comprovam que, apesar de trazer benefícios, as amizades no ambiente de trabalho podem prejudicar seu desempenho por causar um “esgotamento emocional”. Interpretar ao mesmo tempo o papel de amigo e de colega pode ser cansativo – e, por consequência, interferir no seu desempenho.

Esportes

Ser um torcedor fanático de algum time ou atleta pode trazer desvantagens para o seu trabalho. É o que mostra uma pesquisa do Workforce Institute da Kronos Incorporated, que aponta que 45% dos funcionários com idades entre 18 e 34 anos acreditavam ser mais propensos a ter ansiedade sobre voltar ao trabalho na segunda-feira após o Super Bowl. Outro estudo realizado com torcedores de futebol mostra que o desempenho negativo da equipe se reflete no desempenho ruim do trabalho.

Vale ressaltar que não existe nenhuma recomendação para que você abandone aquilo que gosta. A ideia é apenas chamar atenção para alguns elementos que podem estar dificultando a sua produtividade.

Fonte: epocanegocios.globo.com

Por que as empresas estão usando jogos para escolher candidatos – e como se dar bem neles

Games, que vão das peças de Lego à realidade virtual, ajudam a avaliar habilidades lógicas e comportamentais dos candidatos

Imagine que você enviou o currículo para uma vaga e foi chamado para a próxima fase do processo seletivo. Você espera uma entrevista com o RH ou com o gestor da sua área, mas descobre que a etapa será “um pouco” diferente: envolve peças de LEGO, um óculos de realidade virtual ou uma sala de escape.Candidatos a vagas em empresas como TwitterNestlé, McKinsey e International School já passaram ou ainda vão passar por isso. O uso de jogos têm atraído companhias por ajudar a avaliar aspetos que podem se perder em outros tipos de dinâmica. Seja qual for o tipo de empresa ou de jogo, o objetivo costuma ser o mesmo: ir além do currículo e das respostas decoradas e clichês.

No que as empresas estão de olho

raciocínio lógico e o pensamento estratégico são elementos de destaque nesses jogos. No caso da McKinsey, por exemplo, uma plataforma desafia os candidatos a gerenciar um ecossistema virtual. Mas não se trata de entender de biologia ou de dominar complexas ferramentas digitais. O jogo tem um formato intuitivo e exige, essencialmente, que o profissional pense em soluções para os problemas a que for exposto.

“O objetivo é avaliar como eles analisam e resolvem problemas complexos, independentemente do perfil ou da formação”, explica Gustavo Tayar, sócio da companhia e responsável pelo processo seletivo no Brasil.

Jogos no formato escape ganham um elemento extra nessa conta: por serem feitos em grupo, eles também servem para avaliar habilidades comportamentais e interpessoais dos candidatos. Foi esse o interesse do Twitter no Brasil. Em 2018, a empresa incluiu em seu processo seletivo para estágio um game desse tipo. No lugar da sala física, fechada e cheia de segredos, porém, o jogo se passou digitalmente, acessado com óculos de realidade virtual. Tudo que os jogadores fazem – das escolhas e pontuações ao tempo gasto nas ações – fica registrado.

“Além de ter tornado a dinâmica muito mais divertida e leve, o game permitiu que os avaliadores pudessem observar características importantes para o dia a dia de trabalho, como capacidade de priorização”, explica Francine Graci, diretora de aquisição de talentos do Twitter para a América Latina. Segundo ela, o escritório da empresa no Brasil foi o primeiro a utilizar esse tipo de dinâmica em um processo seletivo.

O jogo foi desenvolvido pela Companhia de Estágios, que tem apostado na gamificação como uma forma de tornar as seleções mais efetivas e precisas — em especial quando há um grande número de inscritos. “Encontrar o candidato certo para a posição certa traz realização e aprendizado ao candidato e resultados à empresa. Fazer isso com tecnologia dá agilidade ao processo e garante uma melhor experiência ao candidato”, diz Tiago Mavichian, fundador e diretor da companhia.

É possível se preparar — mas só até certo ponto

O elemento surpresa é outro principal ganho dos jogos. Cara a cara com um desafio lógico ou uma tarefa em grupo, os profissionais têm mais dificuldade de apresentar respostas prontas ou fingir ter comportamentos diferentes do que têm no dia a dia.

Mas ainda é possível (e necessário) se preparar. Dinâmicas como as adotadas pela Nestlé exigem, por exemplo, que o candidato conheça muito bem as suas marcas e algumas de suas estratégias de mercado. Desde 2015, a empresa utiliza dinâmicas em formatos como escape, hackaton e aplicativos móveis para selecionar seus candidatos a trainee. O Brasil também foi o pioneiro nesse recurso entre os países em que a empresa atua.

Segundo Priscylla Haddad, do Talent Acquisition, Treinamento & Desenvolvimento da Nestlé Brasil, o principal resultado tem sido encontrar candidatos mais alinhados ao perfil da empresa. “Também há um ganho muito grande na participação do jovem nesse processo. Mesmo os candidatos que não são escolhidos saem com uma experiência que levarão para suas vidas profissionais”.

No fim, a sinceridade é o que conta

Em outros tipos de game, a criatividade e a autenticidade se sobressaem ainda mais sobre outros tipos de atributo. Candidatos a vagas na International School, por exemplo, são desafiados a contar sua história ou montar um plano de vendas usando LEGO. E não se tratam só de jovens: a empresa adota o método em vagas que vão desde estágio até níveis de gerência. Um dos segredos está em gerar abertura e identificação ao remeter à infância das pessoas.

“Quem mais se destaca são as pessoas verdadeiras. O jogo dificulta que as pessoas mais artificiais ou que estão muito preparadas enganem os avaliadores”, explica Bruno Veras, diretor de RH da instituição. Segundo ele, pessoas tímidas podem ter mais dificuldades nesse tipo de dinâmica. Ao ver potencial em pessoas menos participativas, a empresa as inclui na etapa de entrevistas para tentar explorar melhor suas respostas.

O diretor afirma que fases desse tipo costumam ser mais trabalhosas para a empresa – exigem desde o treinamento do profissional de RH até a própria organização do ambiente. Também é preciso alinhar o estilo à realidade da empresa. “Se a empresa for muito tradicional, talvez um método como esse não combine”, diz Veras. “Não adianta ter um processo super inovador se o dia a dia não for assim.”

Fonte: epocanegocios.globo.com

4 comportamentos profissionais que vão tornar sua vida dentro de casa mais feliz

Coach e palestrante norte-americana aprendeu como aproveitar mais o tempo em família aplicando técnicas que usa no escritório

Separar a vida profissional da pessoal não precisa ser levado tão ao pé da letra. Ao menos para a coach e palestrante norte-americana, Whitney Johnson, que acredita ser possível aplicar alguns métodos profissionais para tornar a sua vida em casa mais feliz.A descoberta partiu da própria experiência de Johnson como chefe da sua família, como ela conta para a Harvard Business Review. Jonhson estava acostumada a não cuidar dos afazeres domésticos – eram responsabilidade do seu marido. Quando ele começou a trabalhar fora de casa, ela teve que se organizar para se tornar mais presente dentro de casa e não deixar que a sua vida caseira continuasse mais caótica do que a profissional.

Para isso, ela aplicou quatro métodos de organização que são normalmente usados nos escritórios. Confira quais são e considere aplicar também na sua rotina:

Seja eficiente

Segundo Johnson, ela conseguiu um tempo extra para aproveitar com a família quando começou a aplicar métodos eficientes de controle de tempo, como fazia no trabalho. O segredo, ela conta, é planejar tudo, inclusive deixando algum tempo separado para eventuais surpresas – pois elas sempre aparecem.

Consulte sua família

Normalmente, tomar uma decisão no trabalho significa conversar com sua equipe antes, e dentro de casa não deve ser diferente. Johnson enfatiza que todos os membros devem ser ouvidos para que você ganhe acesso a pontos de vista diferentes – inclusive os mais novos, como crianças e adolescentes.

Incentive cada um

Engajar cada membro do seu time é uma política comum dentro das empresas para ajudar o profissional a se desenvolver de acordo com suas habilidades, certo? Pois a coach começou a aplicar o mesmo método, através de um teste que mede as forças e competências, dentro de casa, com seus filhos. Cada membro da família leu em voz alta os seus resultados e depois eles discutiram como ajudar um ao outro.

Dê atenção

Como chefe, Johnson dá atenção total a cada pessoa que interage e trabalha, mas percebeu que não aplicava o mesmo comportamento dentro de casa. Quando seus filhos ou o seu marido falavam, ela respondia enquanto usava o celular, por exemplo. Em sua mudança de comportamento, ela começou a dedicar mais tempo para conversas tête-à-tête com sua família e o resultado a fez sentir mais revigorada e mais conectada com as pessoas que mais importam para ela.

Fonte: epocanegocios.globo.com