As manobras que disfarçam a desigualdade salarial entre homens e mulheres

No ritmo atual, seriam necessários 202 anos para que as mulheres ganhassem o mesmo que os homens

Jornalista em Londres, Kate (nome fictício) já vinha pensando em deixar seu emprego em um jornal de circulação nacional no Reino Unido.

Em fevereiro, finalmente tomou a decisão depois de receber uma oferta de uma empresa muito maior que quase dobraria seu salário.

O aumento salarial foi, sem dúvida, um grande diferencial, mas a relutância de seus ex-empregadores em publicar as diferenças salariais entre homens e mulheres também era motivo de incômodo.

A disparidade salarial entre homens e mulheres é a diferença nos salários médios pagos a representantes do sexo masculino e feminino.

Ela é influenciada por múltiplos fatores: mulheres passando a trabalhar meio período para cuidar dos filhos, homens subindo mais rápido e tendo menos interrupções de carreira, bem como – em alguns casos – discriminação direta.

Desde 2017, todas as empresas do Reino Unido com 250 funcionários ou mais são obrigadas a publicar um relatório anual de diferenças salariais entre homens e mulheres, estabelecendo a média e a mediana de salário para cada gênero, bem como informações sobre bônus e discriminação de cada gênero em diferentes grupos salariais.

Diretrizes abarcam todos os setores, não deixando dúvidas sobre quais funcionários devem ser contados, mas algumas empresas parecem ter identificado maneiras de contornar a legislação.

Kate, que é natural da Irlanda, diz que, embora fosse pequena, sua antiga empresa empregava dezenas de freelancers e trabalhadores informais. Se todos os terceirizados fossem contratados, diz ela, o número de funcionários certamente atingiria os 250.

“Pessoalmente, senti como que, se não denunciasse, a empresa estaria se esquivando da lei e não me sentiria bem comigo mesmo”, diz. “A mídia tem dado bastante cobertura ao assunto; por isso, ao não agir de acordo com o que dizem acreditar, eles estão realmente comprometendo sua própria integridade.”

A BBC prometeu reduzir a zero a disparidade salarial entre homens e mulheres até 2020, mas informou que, em 2018, pagou às mulheres 8,4% menos do que aos homens, contra 10,7% no ano anterior. A diferença média de remuneração foi de 7,6%, frente a 9,3% em 2017.

Problema global
As novas diretrizes do Reino Unido seguem as medidas implementadas por outros países para coibir a desigualdade salarial entre gêneros.

As nações escandinavas foram pioneiras. Na Noruega, as declarações de impostos de renda (e, portanto, informações sobre salários) estão disponíveis ao público há anos, enquanto, em 2018, a Islândia se tornou o primeiro país do mundo a estabelecer regras para impor legalmente a igualdade salarial.

Na Austrália, o partido de oposição prometeu introduzir uma legislação semelhante à do Reino Unido. No Brasil, a legislação garante a igualdade salarial entre homens e mulheres na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) desde 1943.

Globalmente, o quadro continua sombrio: de acordo com o relatório global sobre a desigualdade de gênero do Fórum Econômico Mundial, publicado em dezembro de 2018, a diferença salarial entre homens e mulheres no ano passado era de 51%. No ritmo atual, seriam necessários 202 anos para que as mulheres ganhassem o mesmo que os homens e tivessem as mesmas oportunidades de emprego.

Quando foram divulgados no início de abril, os últimos dados sobre as disparidades salariais no Reino Unido não apresentaram melhora significativa na comparação anual – a diferença salarial média passou de 9,7% para 9,6%.

No entanto, o problema é muito mais profundo: empresas do Reino Unido estão fazendo suas próprias auditorias e há inúmeras brechas que podem ser exploradas para disfarçar a extensão do desequilíbrio salarial.

Heejung Chung, da Escola de Política Social da Universidade de Kent, no Reino Unido, diz que um dos grandes problemas está relacionado à terceirização. Grandes instituições, como universidades, tendem a ter contratos de terceirização para serviços como limpeza.

“Muitas vezes esses funcionários são mal pagos e frequentemente do sexo feminino”, diz Chung. Se fossem incluídos como empregados, a disparidade salarial entre homens e mulheres certamente aumentaria, acrescenta ela.

Helene Reardon Bond, ex-diretora de igualdade de gênero do governo do Reino Unido, diz que ouviu consultorias aconselhando empregadores a criar novas entidades legais “para que as empresas possam acomodar seus negócios de acordo com seus interesses”. Em outras palavras: departamentos onde os salários são menores são registrados como outras pessoas jurídicas.

Também não existem medidas para impedir que as empresas se dividam em várias entidades menores, com menos de 250 funcionários, isentando-as de precisar publicar quaisquer dados sobre diferenças salariais entre homens e mulheres.

Contracheques inadequados
No ano passado, consultorias e escritórios de advocacia foram criticados por argumentar que seus empregados com os salários mais altos, em sua maioria do sexo masculino, eram “proprietários” e não “funcionários”, tirando-os, portanto, dos cálculos de diferenças salariais.

Posteriormente, as empresas cederam à pressão do governo e reatualizaram seus números, passando a incluir os salários dos sócios. Mas algumas ainda têm consultores altamente remunerados que não aparecem na folha de pagamento. O argumento é que eles são terceirizados.

Em um nível mais básico, mesmo depois de os dados terem sido registrados, os mecanismos para verificar sua autenticidade são muito limitados.

Uma investigação realizada pelo Financial Times em 2018 mostrou que um em cada 20 relatórios sobre diferenças salariais entre gêneros era estatisticamente improvável e, portanto, provavelmente impreciso.

Por exemplo, 16 empresas originalmente declararam pagar a homens e mulheres salários idênticos. Várias – incluindo a grife Hugo Boss – foram obrigadas a revisar seus números.

No Reino Unido, cabe à Comissão de Igualdade e Direitos Humanos a tarefa de fiscalizar a aplicação da legislação, mas Bond diz que os poderes da comissão são “bastante ultrapassados para este tipo de processo e exigências de publicação”.

Charles Cotton, conselheiro sênior de remuneração e recompensas do Chartered Institute of Personnel and Development do Reino Unido, que assessora o governo sobre questões legais como salários, demissões e pensões, diz que ainda não viu evidências de empresas manipulando ativamente seus números. Apesar disso, diz estar preocupado com a veracidade das estatísticas.

É fácil cometer erros nos relatórios, diz ele, particularmente “se os dados forem divididos em folha de pagamento, pessoas e sistemas financeiros que não se comunicam entre si”.

Mas alguns críticos dizem que as empresas podem estar apenas se comprometendo verbalmente com a lei. No ano passado, quando o governo britânico anunciou que não estenderia as exigências de relatórios de desigualdade salarial entre homens e mulheres para empresas menores, a deputada Rachel Reeves disse que continuaria “a pressionar as empresas (…) para garantir que os dados reportados sejam relevantes”.

Soluções
É muito mais fácil implementar sanções se uma empresa não está fazendo nada para melhorar a diversidade – por exemplo, quando o corpo de executivos é formado apenas por homens. É aí que a mudança – embora a um ritmo bem devagar – parece estar acontecendo.

Dezenas de grandes investidores, particularmente gestores de ativos na França como Axa, Amundi e BNP Paribas Asset Management, se concentraram nos últimos anos em fundos socialmente responsáveis não investem em empresas que vendem álcool e tabaco, promovem jogos de azar, estão envolvidas indiretamente em conflitos armados ou contribuem para a degradação ambiental.

E a diversidade pode ser a próxima fronteira quando se trata dos parâmetros éticos para os investimentos.

Em fevereiro, a Hermes Investment Management, com sede no Reino Unido, que administra mais de 33 bilhões de libras (R$ 165 bilhões) em ativos, disse que seria mais rigorosa a investir em empresas que não se comprometam com a igualdade salarial entre os gêneros. Outros fundos de investimento poderiam seguir o exemplo.

Cotton, da CIPD, aponta para a Alemanha e a França como países que dão exemplos positivos quando se trata de melhorar a transparência e, assim, efetuar mudanças.

“Na Alemanha, todos os funcionários podem solicitar uma comparação salarial contra seis funcionários comparáveis do sexo oposto”, explica ele. “As pessoas podem ir à Justiça se acreditarem que foram discriminadas. Até o momento, houve relativamente poucas solicitações de funcionários, mas é provável que isso mude à medida que mais pessoas se conscientizem desse dispositivo legal”.

Como no Reino Unido e no Brasil, é ilegal na Alemanha pagar salários diferentes para homens e mulheres pelo mesmo trabalho. Mas discrepâncias facilitadas por uma cultura de sigilo de pagamento ainda existem e são um fator que contribui para a disparidade salarial entre homens e mulheres.

Enquanto isso, na França, empresas com mais de 1 mil funcionários recebem uma pontuação de zero a 100 com base em critérios que incluem diferença salarial e taxas de promoção. Os empregadores com pontuação abaixo de 75 recebem um prazo de três anos para melhorar seu status. Se não o fizerem, têm de pagar uma multa equivalente a 1% da sua folha de pagamento.

A França também anunciou que lançará um software especial para monitorar as folhas de pagamento corporativas por diferenças salariais entre homens e mulheres.

Bond diz que são os países escandinavos que “se destacam com auxílio-creche universal, excelentes pacotes de licença maternidade e paternidade”. Isso importa, diz ela, porque a diferença salarial entre homens e mulheres se torna mais pronunciada quando o casal decide começar uma família. As políticas na Suécia incentivam os pais a também interromper a carreira para cuidar das crianças.

Fonte: epocanegocios.globo.com

Quem é o primeiro (e o último) na corrida do futuro das profissões?

A quarta revolução industrial está transformando a economia, os negócios e o trabalho. Quais países estão mais preparados?

Em todo o mundo, a quarta revolução industrial está transformando a economia, os negócios e o trabalho. Uma pesquisa realizada pela McKinsey diz que, globalmente, cerca da metade das tarefas realizadas por humanos serão automatizadas. Outro relatório feito pelo Fórum Econômico Mundial, aponta uma mudança em 42% das profissões até 2022.Em meio a tantas mudanças, os trabalhadores precisam aperfeiçoar seus conhecimentos em campos emergentes, como a ciência da computação e análise de dados. Saber como fazer isso é o principal desafio das empresas, dos profissionais e dos governos.

A pesquisa da McKinsey analisou funções administrativas de 46 países. Entre elas, cerca da metade podem ser automatizadas. A consultoria listou os países onde há maior potencial de automação, separados por região:

Os países foram divididos em três grupos com os critérios de crescimento econômico, tendências demográficas e aspirações de crescimento.

Economias avançadas
Austrália, Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão, Coréia do Sul, Reino Unido e Estados Unidos têm uma força de trabalho envelhecida, mas buscam um rápido desenvolvimento por meio da automação, que inclusive, pode levar ao aumento de produtividade e a atender às projeções de crescimento econômico.

Economias emergentes
A população de países como Argentina, Brasil, China e Rússia está envelhecendo. Esses países enfrentam lacunas de crescimento econômico. A tecnologia pode oferecer uma injeção de produtividade para alavancar o PIB e alcançar uma trajetória de crescimento mais rápida e proporcional às aspirações de desenvolvimento.

Já Índia, Indonésia, México, Nigéria, Arábia Saudita, África do Sul e Turquia têm a população mais jovem. O crescimento contínuo da população em idade ativa nesses países poderia apoiar a manutenção do ritmo atual de crescimento do PIB. Porém, se quiserem se manter competitivos globalmente, será necessário automatizar mais tarefas para aumentar a produtividade e sustentar o desenvolvimento econômico.

Com uma base de dados de mais de 40 milhões de estudantes, o Coursera Global Skills Index comparou o desenvolvimento de habilidades nas áreas de negócios, tecnologia e ciência de dados entre os profissionais de 60 países e 10 setores.

Confira os principais destaques entre os países no ranking global:

– A maior parte da população mundial (dois terços) se encontra em países que estão atrasados no desenvolvimento de habilidades em pelo menos um dos três grandes temas (negócio, tecnologia e ciência de dados). Países emergentes, que têm menos capital para investir em educação, são os que mostram maior deficiência de habilidades necessárias para a nova economia.

– O investimento em educação trouxe bons resultado na Europa. Finlândia, Suíça, Áustria, Suécia, Alemanha, Bélgica, Noruega e Holanda são os países com melhor classificação nos três tópicos.

– Embora seja reconhecido como líder mundial em inovação, os Estados Unidos não se destacam no ranking. As habilidades do país são distribuídas de maneira não uniforme: a costa Oeste está à frente em tecnologia e ciência de dados, enquanto o Meio-Oeste se destaca nos negócios.

– A região da Ásia-Pacífico, o Oriente Médio, a África e a América Latina são desiguais no desenvolvimento das habilidades para a nova economia. Na América Latina, a Argentina desponta o ranking de tecnologia.

Principais insights por setores:

– Os profissionais do setor de tecnologia atualizam suas habilidades na área, mas não possuem fortes conhecimentos de negócios. Apesar de ser o mais bem classificado em ciência de dados, o setor cai para o quinto lugar entre as habilidades comerciais.

– A indústria mostra resiliência nas habilidades para a era digital. É o setor com melhor posição tanto em negócios quanto tecnologia – o que indica aptidão para lidar com mudanças.

– O setor de telecomunicação está consistentemente no topo. É o único setor que se classifica entre as três primeiras posições nas três dimensões.

– Apesar da busca pela transformação digital, o setor financeiro ocupa o penúltimo lugar em negócios e ciência de dados, e paira próximo ao meio em tecnologia.

 

Fonte: epocanegocios.globo.com

Como organizar sua mesa de trabalho para ser mais produtivo

Especialistas dizem que os objetos que você tem por perto podem afetar seu desempenho no trabalho

Se você trabalha por várias horas, mas sente que no fim do dia não cumpriu todas as tarefas que deveria, já pensou em arrumar a sua mesa? Especialistas dizem que os apetrechos que você tem por perto podem afetar — e muito — o seu desempenho no trabalho.Segundo a gerente de produtividade Alexis Haselberger, a desordem da mesa pode te atrapalhar. “As pessoas acreditam que são apenas enfeites, mas não são. Existem dicas sobre o que se deve manter ou não na bancada”, afirma Alexis à Fast Company.

Um estudo realizado pela Universidade da Califórnia em Los Angeles aponta que ambientes bagunçados aumentam o nível de cortisol (principal hormônio ligado ao estresse), elevando, consequentemente, a ansiedade e o nervosismo.

Uma mesa bagunçada também faz com que o funcionário perca tempo. Os norte-americanos, por exemplo, gastam em média 2,5 dias por ano procurando itens perdidos.

A melhor maneira de projetar uma bancada que o torna mais produtivo é remover tudo o que não utiliza com frequência. Confira algumas dicas do que pode ou não manter na mesa: 

Está liberado
Para Erin Clark, escritora do site TheRefined Revelry, o ideal é manter uma mesa minimalista. Menos é mais. Alexis afirma que além do computador, mouse e teclado, um bloco para anotações, caneta, xícara de café e garrafa de água também são bem-vindos.

Já no caso de materiais que não são usados com frequência, como grampeador e fita adesiva, o ideal é não deixá-los expostos. “Mantenha-os dentro da gaveta”, diz Alexis.

O que deve ficar de fora
Guarde o seu celular dentro da bolsa ou da mochila. O aparelho é um dos vilões da produtividade e pode dispersar sua a atenção, principalmente se estiver em cima da mesa. “Não adianta deixar no silencioso. O ideal é que o aparelho não esteja em seu campo de visão”, afirma Alexis.

Papéis bagunçados também devem ficar fora da mesa. Coloque-os dentro de uma gaveta. “Pense: quando estou trabalhando, quero que 100% do meu foco esteja em uma tarefa”, diz Erin. “Isso significa limpar minha mesa de todas as distrações possíveis”.

Fonte: epocanegocios.globo.com

Por que você deve parar de buscar felicidade no trabalho

Pesquisa mostra que priorizar o propósito traz uma sensação maior e mais frequente de bem-estar

Se o ser humano passa em média 90 mil horas de sua vida trabalhando, é melhor que ele encontre uma profissão que lhe faça feliz, certo? Não necessariamente, ao menos segundo artigo publicado por Susan Peppercorn, na Harvard Business Review. A  executiva e autora do livro “Abandone seu crítico interno no trabalho: estratégias baseadas em evidências para prosperar em sua carreira”,  crava: “Se você definir a felicidade como seu objetivo principal, pode acabar sentindo o contrário. A felicidade (como todas as emoções) é um estado fugaz, não permanente. Uma solução é tornar o propósito sua verdadeira vocação”.

Pesquisas corroboram o ponto de vista de Susan e confirmam que tornar o trabalho mais significativo é uma das formas mais poderosas de aumentar a produtividade, o envolvimento e o desempenho dos funcionários.

Um levantamento realizado pela Harvard Business Review em parceria com a The Energy Project com cerca de 12 mil executivos de diferentes empresas mostra que aqueles que enxergam algum propósito em sua atividade sentem 1,7 vez mais satisfação no trabalho, tornam-se 1,4 vez mais engajados, e, portanto, têm três vezes mais chances de  permanecer no emprego atual. Já um estudo mais recente, comandado pelo professor de Harvard Shawn Achor, descobriu que nove entre dez pessoas estariam dispostas a trocar uma porcentagem de seus ganhos ao longo da vida por um trabalho com mais propósito.

Segundo Susan, viver com propósito não torna uma pessoa, necessariamente, feliz no curto prazo. Atividades do tipo podem ser até mesmo mais estressantes e financeiramente menos compensadoras. Mas ter um propósito faz com que o ser humano passe a contribuir com os outros e, ao mesmo tempo, honre sua identidade e seus valores pessoais, o que quase sempre aumenta a sensação de bem-estar no trabalho de forma constante e duradoura.

E como “virar essa chave”? Fazer do propósito a sua prioridade no trabalho? Susan indica quatro passos práticos que podem ajudar nessa missão:

1. Escreva um diário de atividades
Identifique projetos e tarefas que fazem você se sentir profundamente satisfeito (e não só no curto prazo) e anote quais são e o que você fez neles. Você pode se sentir realizado ao fazer apresentações para seus clientes ou ao orientar e treinar funcionários mais jovens, por exemplo. Todo tipo de atividade vale o registro.

2. Alinhe seus valores ao escolher o que priorizar
A ideia é colocar seus valores em primeiro lugar. Se o autodesenvolvimento for um valor central para você, por exemplo, não se contente apenas com os poucos momentos que você consegue sair da rotina e se aprofundar em algum tema. Invista em rituais diários, como ouvir podcasts, fazer um curso ou se juntar a um grupo de mentores.

3. Concentre-se nos relacionamentos
Contribuir com o bem-estar do outro está fortemente ligado à criação de propósito no trabalho. Por isso, é importante priorizar a relação com seus chefes e colegas de trabalho para além do cumprimento das tarefas em si.

4. Valorize o trabalho dos outros
No mesmo espírito de solidariedade, ajudar as pessoas que trabalham com você a identificar as atividades que eles realizam de forma autêntica e significativa ajuda aumentar a sensação de bem-estar e fortalece a ideia de propósito como uma prioridade. No livro Alive at Work, de Daniel Cable, a sugestão é que você chame um colega para conversar, compartilhe uma história em que ele fez o melhor trabalho possível e depois peça para ele retribuir.

Fonte: epocanegocios.globo.com

Por que empreender?

Profissionais buscam conexão com seus propósitos

Você acha que um alto salário é determinante para aumentar o engajamento do profissional? Por que há profissionais que largam altos cargos para empreender?

Eles buscam se conectar com seus dons e talentos para alcançar seus propósitos de vida e profissional. Acredito que pessoas que não estão engajadas têm muita dificuldade em obter sucesso, porque elas não conseguem transmitir o seu verdadeiro potencial dentro daquilo que fazem.

Você ainda acha que um bom salário é suficiente para ser feliz? O seu gestor trabalha para engajar a equipe ou é, simplesmente, um motivador?

Outro aspecto para reflexão é que o mundo corporativo precisa de mais afeto e menos tecnologia. Calma! Não sou um profissional com pés fincados no século passado! Quando falo menos tecnologia, é que existe a constatação de que o investimento à modernidade digital avança a passos largos, com méritos e apoio. E assim deve ser, porque não há como parar. E a atenção às pessoas?! Essa diminui ano após ano. E você? O que pensa sobre isso?

Fonte: administradores.com.br

Como destacar-se no seu ramo de atuação

Seja forte suficiente para avançar cada dia mais com seus próprios esforços, afinal de contas, você não veio até aqui de graça

Competição muito acirrada é o que todo profissional sente na pele diariamente, não só para quem está começando, bem como para quem já está no mercado a bastante tempo.

Então a palavra de ordem passa a ser: destaque-se ou desapareça.

A seguir passo algumas dicas muito importantes para você refletir e criar o seu plano de ação para destacar-se na profissão que abraçou.

1. Se veja sempre como um “produto’ que precisa ser melhorado;

2. Amplie sempre sua visão com novos cursos e novos treinamentos;

3. Tenha cuidado com sua exposição na Internet;

4. Comporte-se nas Redes Sociais como uma autoridade no seu ramo de atuação;

5. Fique sempre de olho nas mudanças no mercado em que você atua;

6. Não se deixe ser influenciado por pessoas negativas e destruidora de sonhos;

7. Seja sempre muito humilde para aprender;

8. E acredite que você pode avançar cada dia mais mantendo a mente aberta para novos e importantes aprendizados.

E lembre-se que diante grandes obstáculos existe também grande oportunidade de crescimento profissional, por isso, jamais pense em desistir.

Seja forte suficiente para avançar cada dia mais com seus próprios esforços, afinal de contas, você não veio até aqui de graça, pagou um preço muito alto e agora é o momento de crescer ainda mais.

Desejo muito sucesso para você.

Fonte: administradores.com.br

Lista de tarefas funcionam?

Será que a lista de tarefas funcionam? Neste artigo exploro mais sobre esse assunto

É muito comum, muitas pessoas indicarem a lista de tarefas como um meio altamente produtivo. Mas neste artigo quero me aprofundar sobre esse assunto. Minha pergunta é: realmente a lista de tarefa é uma opção de produtividade? Ajuda mesmo na produtividade pessoal e profissional?

Antes de eu dar essa resposta, quero aprofundar neste assunto. A lista de tarefas, é uma lista onde a pessoa enumera em uma folha de papel ou no seu computador todas as atividades que irá realizar.

A ideia de ter a lista de tarefas é a seguinte: Quando uma pessoa coloca alguma ideia ou atividade num papel ou em algum meio digital, ela deixa a mente livre para criar, ter novas ideias…inclusive ser mais produtiva. Pois se eu fico com alguma pendência, problema ou tarefa apenas na mente, e isso fica rodando na cabeça o tempo todo, não dando espaço para novas ideias e soluções.

Esse conceito é verídico e funciona muito, porém com a crescente demanda, estas listas começaram a se tornar monstros que assombram, devido a sua quantidade. Algumas pessoas, ao colocarem suas pendências no papel, terminam com uma lista interminável, além de saberem que cada dia mais, vai aumentar, enquanto estão resolvendo 1 aparecem 3.

Com isso estamos tendo pessoas ansiosas em seus trabalhos. Lembro-me das diversas vezes quando entrava em crise devido a lista de coisas que precisava fazer. O que é ansiedade? De uma forma bem simples, ansiedade é o excesso de FUTURO no presente. Quando isso acontece, de forma negativa (como pensamentos negativos de que não vai dar conta, que você será demitido, que você fechará a empresa, que você será visto como incompetente e a lista continua), acontece a paralização. O medo se torna mais forte dentro do interior e parece que não terá mais saída.

Este estado emocional é péssimo, pode acarretar problemas de saúde e um tremendo mau estar.

Aí vem a pergunta: “Tá, mais não foi dito que a lista de tarefa ajuda na produtividade, como fazer então?”

Tudo é uma questão de estratégia, e eu encontrei uma que funcionou comigo. Um método que me ajudasse a realizar, sem me apavorar.

Vamos entender esse processo então. Primeiro, mantenho perto de mim um caderno de capa dura pequeno. O único objetivo dele era despejar todas as ideias, soluções, pendências e problemas. Sempre descarrego nele o máximo que eu puder, com o objetivo de deixar minha mente livre para criar.

Um dia antes, pegava meu caderno e uma folha a parte. E fazia uma seleção de quais itens iria realizar no próximo dia. Aqui vai uma dica muito importante: CUIDADO! Não faça esse trabalho antes de dormir, todas as vezes que eu o fiz, tive meu sono prejudicado.

Como fazia a seleção? Usava os quadrantes ensinados no livro “Os 7 hábitos de pessoas altamente eficazes”. Dedicava parte do meu dia com o quadrante 1 e o quadrante 2. Evitava entrar no quadrante 3 e 4. Além desta seleção, deixava um pequeno espaço de tempo para as interrupções.

As interrupções sempre vão acontecer. Elas são imprevisíveis, então não lute contra elas, mas as administre bem.

Lembrando que no Quadrante 1: Atividades Importantes e Urgentes e o Quadrante 2 Atividades Importantes porém não urgentes.

O caderno, mantinha próximo, porém fechado, na gaveta e a folha de atividades do dia perto de mim. Toda a vez que cumpria determinada tarefa, dava check.

É muito importante que nesse processo você faça o check! Ele ajuda muito no processo de motivação. Todas as vezes que você fazer, se sentirá o máximo e isso é muito importante para manter a energia pessoal.

Então, no caderno dedico 10 minutos realizando uma checagem geral e validando o que farei no dia seguinte.

Minha conclusão a você é que tome muito cuidado em deixar listas de atividades expostas na sua frente, sem uma prévia avaliação do que será feito. Pode ocorrer uma desmotivação geral e não lhe ajudar no processo produtivo.

Também não deixe as coisas em sua cabeça. Atendi uma cliente uma vez que me disse que estava atordoada durante toda a semana, e que estava querendo explodir. Sabe o que fizemos? Esvaziamos o HD da mente dela e colocamos tudo no papel. Foi um processo quase milagroso, ela mudou a postura e se sentiu muito leve.

A frequência de clientes que reclamam de esquecer atividades e compromissos devido não registrar estes eventos no computador, celular ou caderno é enorme, e tudo muda, quando criam este poderoso hábito, porém deve ser feito com sabedoria e eficácia, para não virar problema.

Qual a decisão que você toma hoje? Para uma produtividade na quinta potência, sugiro começar hoje colocando suas atividades em algum lugar que não seja sua mente.

Forte abraço.

Fonte: administradores.com.br